Padrão FIFA (só que não)

No dia em que o futebol maringaense voltou a sorrir, com mais de 5000 pessoas no Willie Davids prestigiando a ascensão do Metropolitano para a elite do Paraná, não podemos fechar os olhos para os problemas que os torcedores enfrentaram no estádio.

Para começar, os portões só foram abertos às 18h30, ou seja, uma hora antes da partida. Com público recorde, muitos só conseguiram entrar no WD quando a bola já estava rolando. Faltou organização e bom senso para a diretoria do Metrô.

No intervalo, quem assistiu o jogo na arquibancada descoberta (como este que vos escreve) teve que encarar o novo banheiro do estádio. Quem foi o gênio que planejou aquilo? Certamente nunca pisou em um campo de futebol. Uma boa quantidade de dinheiro público torrado em um cubículo inadequado para a presença de milhares de torcedores. Com certeza, diante do que ocorreu ontem, vai precisar de uma nova reforma.

Esperamos que os erros de ontem sirvam de lição para a Prefeitura de Maringá (que administra o WD) e o Metropolitano. O maringaense ama o futebol e certamente irá prestigiar o clube na primeirona, mas exige o mínimo de respeito quando vai ao estádio. Do contrário, é melhor aguentar a narração do Jasson Goulart na RPC.

Anúncios

Zebra histórica

Hoje tem início mais uma edição da tradicional Copa do Brasil, o caminho mais curto para a Libertadores, como gostam de dizer os cronistas esportivos. Apenas uma vez um time de Maringá se fez presente na competição – o Adap Galo foi eliminado pelo Noroeste de Bauru na primeira fase, em 2007. Porém, a cidade foi palco de uma das maiores zebras da história do torneio.

O Cianorte, após ter feito boa campanha no Campeonato Paranaense de 2004 (foi semifinalista), conquistou o direito de participar da Copa do Brasil de 2005. Na primeira fase, passou pelo CENE-MS. O adversário da fase seguinte seria o poderoso Corinthians, turbinado com o dinheiro da MSI e as chegadas de Carlos Alberto, Roger e Carlitos Tevez.

O estádio de Cianorte, o modesto Albino Turbay, não teria condições de receber evento de tamanha dimensão. A solução encontrada foi transferir a partida para o estádio Willie Davids, em Maringá. Assim, aqui foi realizado o jogo de ida, no dia 09/03/2005. 

No jogo, o mais improvável aconteceu. O Leão do Vale se agigantou, e o Timão virou timinho. O técnico Daniel Passarela não conseguia dar liga àquele amontoado de craques. Aos 9 do primeiro tempo, o placar já marcava 2 x 0 para o time paranaense, com direito a golaço de bicicleta de Márcio Machado. O terceiro e derradeiro gol foi marcado aos 36 minutos. O zagueiro do Corinthians Anderson ainda seria expulso no segundo tempo. Os paulistas até tentaram reagir, sem sucesso. Cianorte 3 x 0 Corinthians, placar final. 

No jogo de volta, no Pacaembu, no dia 06/04/2005, o Cianorte foi goleado por 5 a 1, e deu adeus a competição. Pouco importa. A equipe já tinha entrado pra história. 

 

CIANORTE 3 x 0 CORINTHIANS

Cianorte: Adir; Édson Santos, Diego e Fábio Carioca; Daniel Marques, Cuca, Rocha, Robert (Dario) e Maurício; Binho (Valdiran) e Márcio Machado (Djames). Técnico: Caio Júnior. 

Corinthians: Fábio Costa; Coelho, Sebá, Anderson e Edson; Wendel (Bobô), Fabrício, Carlos Alberto e Roger (Gustavo Nery); Gil e Tevez. Técnico: Daniel Passarella.

Data: 09/03/2005 (quarta-feira) 
Local: Willie Davids, em Maringá (PR) 
Horário: 21h45 (de Brasília) 
Gols: Édson Santos, 8, Márcio Machado, 9 e 36 do 1º
Renda: R$ 380.000,00
Público: 19.500 pagantes
Árbitro: Elvécio Zequetto (MS)
Assistentes: Rogério Carlos Rolim (PR) e Gilson Bento Coutinho (PR)
Expulsão: Anderson, 25 do 2º
Cartões amarelos: Wendel. Cuca, Roger, Fabrício e Fábio Carioca. 

 

Cianorte comemora um dos gols no histórico jogo em Maringá

Cianorte comemora um dos gols contra o Corinthians, no histórico jogo em Maringá