Tapas e beijos

Bastidores da aula magna na UEM com Gleisi Hoffmann:

A gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) estava preocupadíssima com os estragos que o protesto, organizado por PSTU e agregados, poderia causar. O ato foi pacífico e tranquilo. Alguns cartazes, vaias e gritos tímidos, nada muito constrangedor para a convidada, que não nasceu ontem e sabe lidar com o contraditório.

O verdadeiro chilique foi armado pela boa e velha União da Juventude Socialista (UJS), que compõe a atual direção do DCE em parceria com a Juventude do PT (JPT). Sedento para aparecer, o representante da UJS acabou de fora da mesa de abertura, o que deu início a uma pífia e patética discussão com os integrantes da JPT. Ao final, os rebeldes excluídos fizeram um motim com gritos e bandeiras da UNE.

Para quem vive ou já viveu esse mundo paralelo do movimento estudantil – um mundo bem distante do mundo real -, foi só mais um capítulo da história de amor e ódio entre UJS e JPT, que brigam, trocam tapas, se esbofeteiam, mas sempre se UNEm, pois $onham e lutam por um mundo melhor (para eles).