Tapas e beijos

Bastidores da aula magna na UEM com Gleisi Hoffmann:

A gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) estava preocupadíssima com os estragos que o protesto, organizado por PSTU e agregados, poderia causar. O ato foi pacífico e tranquilo. Alguns cartazes, vaias e gritos tímidos, nada muito constrangedor para a convidada, que não nasceu ontem e sabe lidar com o contraditório.

O verdadeiro chilique foi armado pela boa e velha União da Juventude Socialista (UJS), que compõe a atual direção do DCE em parceria com a Juventude do PT (JPT). Sedento para aparecer, o representante da UJS acabou de fora da mesa de abertura, o que deu início a uma pífia e patética discussão com os integrantes da JPT. Ao final, os rebeldes excluídos fizeram um motim com gritos e bandeiras da UNE.

Para quem vive ou já viveu esse mundo paralelo do movimento estudantil – um mundo bem distante do mundo real -, foi só mais um capítulo da história de amor e ódio entre UJS e JPT, que brigam, trocam tapas, se esbofeteiam, mas sempre se UNEm, pois $onham e lutam por um mundo melhor (para eles).

O fantástico túnel da UEM

A administração municipal realiza amanhã (07/02), às 08h30 no auditório Hélio Moreira, mais uma audiência “pública” com o objetivo de promover alterações no Plano Diretor de Maringá. Entre aspas porque no jeito pepista de governar as instâncias democráticas são meras formalidades. Tudo é ajeitado de forma que os desejos dos mandatários locais e seus brothers prevaleçam. Uma parte dos 515 cargos de confiança recém-contratados pela Prefeitura (cabos eleitorais pagos com dinheiro público) estarão lá, em horário de serviço, para votar a favor do chefe e sua turma.

Um dos assuntos abordados será o da transposição da UEM. A proposta de alteração da Lei 886/2011 sobre Diretrizes Viárias corta a UEM com prolongamento de vias em três pontos:

1) nas avenidas Duque de Caxias/Lauro Werneck;
2) na avenida Herval/Demétrio Ribeiro;
3) e entre o Hospital Universitário e a área da Agronomia, com prolongamento da Rua Ametista.

Se aprovado o projeto, parte da universidade será rasgada e algumas edificações da UEM demolidas. Haverá transtorno no campus com as obras e posteriormente com o fluxo intensificado de veículos. Assistir aulas e desenvolver pesquisas em um ambiente tumultuado não deve ser muito legal.

Francamente, o projeto é um delírio. Não resolve o problema do trânsito de Maringá. Ao contrário, a construção de novas vias incentiva ainda mais o transporte individual. A solução para a diminuição dos congestionamentos está na melhora do transporte público e condições adequadas para a utilização de meios alternativos (a bike, por exemplo), tal como acontece nas grandes metrópoles estrangeiras. No Brasil, infelizmente, carro representa status e busão é coisa de pobre. Sociedade desenvolvida é aquela em que o rico pode se dar ao luxo de deixar o carro na garagem porque o ônibus urbano é de qualidade.

Representantes da UEM e outras entidades organizadas confirmaram presença na audiência para rejeitar o projeto. O cidadão maringaense de bom senso tem que fazer o mesmo. Maringá não precisa de avenidas cortando um dos seus maiores patrimônios: a universidade pública.

Em defesa da Educação, da autonomia universitária e contra os interesses obscuros que rondam a obra malufônica – como tudo que envolve o conglomerado Barros – participe dessa luta. Quem puder vá ao Hélio Moreira e mostre aos que se consideram donos de Maringá que ainda existe vida inteligente por aqui.

Sem o horário das aulas, estudantes perdidos da UEM vão parar no Cesumar

O primeiro dia do ano letivo na Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi marcado pela desorganização. A Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA) não providenciou o horário das aulas para os alunos. Muitos calouros não sabiam nem para que bloco deviam ir. Isso gerou uma grande confusão. Alguns estudantes, não tendo ideia da direção que seguiam, foram parar no outro lado da cidade: “Passei direto pelo campus da UEM e rumei para o Cesumar. Vi um local chamado Bloco 10, um monte de gente bebendo e achei que era do meu curso”, afirmou Camille Victoria Andrade, do primeiro ano de Direito.

Basílio de Paula Júnior, de Ciências Sociais, também se perdeu: “Já saí de casa preparado para a festa do primeiro dia, totalmente chapado. Quando fui ver, não deu outra: dei de cara com o comediante Mazaroppi. Depois me avisaram que aquele senhor era importante no Cesumar” – surpreendeu-se o calouro.

Aproveitando a falha da UEM, funcionários do Cesumar não perderam tempo e realizaram um trabalho de convencimento para angariar novos alunos. Com a ficha de matrícula nas mãos, Altair Guerreiro, de Medicina, optou por permanecer na instituição privada: “Não encontrei minha sala na UEM, atravessei a cidade e parei aqui, morrendo de sede. Por sorte os bebedouros daqui funcionam, ao contrário dos da UEM. Melhor do Paraná sem água gelada? Sei não…” – questionou.

A previsão é que os calouros da UEM tenham acesso ao horário e local das aulas só após o carnaval. Até lá, muitos estudantes continuarão perdidos pela cidade. As particulares comemoram. “Quem aparecer por aqui recebe 50% de desconto nas mensalidades e um lanchinho grátis” – anunciou o sócio de uma faculdade privada de Maringá.

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Cara, cadê meu horário?

Guarda armada na UEM

Wilson Rezende reivindica em seu blog:

“Arma de eletrochoque é uma arma capaz de liberar uma descarga elétrica a fim de imobilizar uma pessoa momentaneamente, constituindo-se assim como uma arma não-letal, hoje infelizmente vemos estudantes baderneiros, cachaceiros e traficantes dentro da Universidade Estadual de Maringá, portanto a UEM deveria seguir o exemplo da UFSC pois lugar de bandido não é na universidade e sim na cadeia, 99% dos alunos da UEM são honestos, lutadores, a minoria, ou seja 1% são os baderneiros e cachaceiros do Pstu que ficam tomando lugar de trabalhadores que poderiam estar na UEM.”

Wilson vibra!

Ocupação

Centenas de estudantes ocuparam a reitoria da UEM. O motivo do protesto são as promessas de melhorias do Restaurante Universitário que não foram atendidas e corte de verbas da educação efetuado pelo governo estadual. Felipe B., ex-autor do blog, está entre os manifestantes.

A Gazeta Maringá utilizou o termo “ocupação”. O Diário preferiu “invasão”.

Festival Maio no Palco

No mês de Maio, a UEM promove o Festival Maio no Palco, que faz parte da comemoração de 40 anos da universidade.

As apresentações serão todos os sábados, às 21h, e domingos, às 20h, na Oficina de Teatro da UEM. Os ingressos custam R$ 5,00 e R$ 3,00 para estudantes.

UEM – TCCC

UEM: será construído um quiosque perto do bloco em que estudo. A obra está no começo, por enquanto tem só um cara montando uma estrutura de madeira. E todo dia esse pobre trabalhador tem que responder várias vezes o que será construído no local. Ele sempre responde calmamente, mas um dia o Sol estava mais forte e ele, depois de ouvir a pergunta pela milésima vez, mandou: “Um canil!” – apesar de ter falado isso em um momento de fúria, todo mundo que frequenta a UEM sabe que seria bem útil.

TCCC: na quarta-feira, uma amiga queria saber o horário de uma circular que vai para o aeroporto. Como o site não estava funcionando direito, ela precisou ligar na empresa. Ela foi atendida por um rapaz que lhe passou o horário errado, ela queria o de domingo. O rapaz então pediu pra ela olhar no site, porque pra ele era difícil ficar olhando os horários em uma pasta. Então ela explicou que o site não estava funcionando e o rapaz achou, na pasta, o horário que ela desejava.

Atenção vestibulando (2)

Encerrou na sexta, dia 17, o prazo para as inscrições do Vestibular de Inverno da Universidade Estadual de Maringá. Agora, com a ficha entregue e os noventa reais pagos, é hora do amigo vestibulando estudar como uma filho da p*** para as provas realizadas de 18 a 20 de julho. E para passar no vestibular vale tudo, até tirar dúvidas no Yahoo! Respostas:

É o CESUMAR ganhando mais um aluno.

BlogBlogs.Com.Br

Uma lei seca de argumentos

Imagine-se na seguinte situação: Depois de ralar muito tempo como empregado, você abre o próprio negócio – um bar próximo a uma universidade. O seu boteco sempre teve alvará e impostos pagos em dia. Jamais vendeu cigarros e bebidas para menores de 18 anos, nem mesmo deixava a molecada jogar sinuca. De repente, vereadores aprovam uma lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas proximidades das Instituições de Ensino Superior da cidade. O modesto bar, até então o sustento da família, agora não é mais viável e terá que fechar as portas.

A situação descrita, apenas hipotética para o leitor, é real para alguns comerciantes de Maringá que foram diretamente prejudicados com essa lei. Ao me posicionar contra a lei, convido-os a refletirem comigo a respeito de quatro questões pertinentes:

1) A incompetência do Estado para fazer cumprir leis já existentes. Para evitar “tumulto” nas ruas em torno das universidades, leis referentes a aglomeração de pessoas, som alto dos carros, entre outras, dariam conta do recado. Mas o Estado, carente de investimentos em segurança pública, não é capaz de fiscalizar o cumprimento de tais leis. A solução, então, é criar outros decretos proibitivos, afinal, proibir de uma vez é mais fácil (e mais barato) do que fiscalizar.

2) A Lei Seca só está a favor do conservadorismo. Os defensores da Lei Seca afirmam que trata-se de uma medida importante para proteger o jovem da violência e tirá-lo do mau caminho. Ao impor certos limites comportamentais, o Estado assume um papel familiar que não é dele. Em nome do conservadorismo, fatores econômicos são negligenciados. O dinheiro movimentado pelos estudantes universitários possui grande importância para a economia local, inclusive gerando muitos empregos.

3) A guerra declarada que o poder público trava contra os estudantes universitários de Maringá. Somos tratados como o grande mal da cidade. Conservadora e provinciana, a elite coronelista da cidade não aceita que os jovens, além de estudar e se preparar para o mercado de trabalho, também precisam de diversão. Relatos de abuso de violência policial contra estudantes se multiplicam. Enquanto isso, os verdadeiros problemas da cidade que afetam a população jovem – a criminalidade, o tráfico de drogas, o desemprego – estão muito longe de serem resolvidos.

4) A praticidade da lei. O município, agindo de maneira paternalista, “afasta” a comunidade universitária da bebida alcoólica, impondo uma distância de 150 metros da universidade para que um estabelecimento possa vendê-la. Detalhe é que, andando mais alguns metros, ela continua sendo vendida livremente.

Concluindo, a Lei Seca é antes de tudo anticonstitucional, pois proíbe a comercialização de um produto legal, que gera divisas e recolhe tributos. Não há como negar os malefícios causados pelo álcool, porém, medidas que restringem e proíbem o seu consumo em certas circunstâncias já estão em vigor. Proibir a venda de bebidas alcoólicas é um atentado a liberdade de dezenas de comerciantes cumpridores da lei e de estudantes maiores da idade que sabem dos seus deveres e limites.

ilustração: Carlos Emar Mariucci Jr.

Emir Sader na UEM

O professor Emir Sader, da UFRJ, ministra aula inaugural de extensão nesta sexta-feira (16/04), às 20 horas, no anfiteatro do PDE (bloco B-33). O evento encerra a programação de aulas magnas em comemoração aos 40 da Universidade Estadual de Maringá. Sader aproveitará para autografar o livro Brasil, entre o passado e o futuro, organizado por ele e Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais.

Mais informações no site da UEM.

Emir Sader em um momento Hilário Gomes: "estou sério sou sério".

Semana do livro

Começa hoje e vai até sexta-feira a IV Semana do Livro: “Amor pela leitura” organizada pela Editora da Universidade Estadual de Maringá (Eduem). Ao todo a Eduem irá comercializar 120 títulos diferentes com valor a partir de R$ 5,00 e com qualquer lançamento custando a metade do preço.

O ponto de venda fica ao lado do Restaurante Universitário e o atendimento é das 8h30 às 21h30.

fonte: www.uem.br

Cães da UEM

Semana passada saiu uma matéria no Diário dizendo que a UEM estava com uma quantidade muito alta de cães sem dono vivendo em suas dependências. Devido a esta reportagem, eu matei uma aula para procurar esses cãezinhos que alegram meu dia quando estão tentando morder o próprio rabo ou o de alguém que está passando. Enfim, encontrei um deles e tentei me aproximar para fazer algumas perguntas, mas ele fugiu de mim… Pelo menos, ele esperou na faixa até que os carros parassem para ele atravessar.

Confira as fotos:

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Restaurante Universitário pintadinho…

Quem nunca passou alguns minutos na fila do Restaurante Universitário da UEM no dia do frango frito, nunca reparou naquele pedaço de parede que tem em baixo da cantina… Pois bem, um arquiteto urbanista e artista plástico, chamado João César de Melo Santos, de São Paulo, fez uma obra bem interessante e embelezou nosso refeitório preferido. Maiores detalhes no site da UEM