Baú do Hilário (2)

Agora em fotos da Foto Condor, de Marialva, em 16 de outubro de 2009.

"estou sério sou sério"

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Baú do Hilário

Descobrimos também o baú do Hilário Gomes. Aqui está ele posando sem óculos ao lado de algumas de suas hilarietes, no cartão de visitas do Studio Likeness Perfect, de Sarandi. Por concidência, foi a única sessão daquele estúdio.

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O lixo em 140 caracteres

Estou tendo uma saudável discussão com o secretário de comunicação do município, Diniz Neto, pelo twitter. Porém, como o twitter limita os caracteres a 140 por post e o problema do lixo é bem maior do que isso, coloco a minha resposta aqui.

Diniz fez este post defendendo sua opinião. Respondi em três pequenos posts, e ele replicou em quatro.


Pergunto: e se seu vizinho despejasse o lixo dele na sua casa? Você deixaria? Ué, o planeta não é um só?

Deve haver outras soluções. Não é apenas uma questão de transferir o problema para o outro lado da cidade.

Não vejo, em Maringá, subsídios para que o cidadão diminua a quantidade de lixo. Assim, a situação nunca mudará. É isso.

Você é contra que dois municípios conurbados (interligados) trabalhem juntos para resolver a questão do lixo?

Outra coisa: não confunda uma residência e seu vizinho com um município vizinho. Não é jogar o lixo nas ruas de Sarandi.

Mais: Maringá está estudando o que fazer. Não significa que esta será a decisão, que isto acontecerá.

Não adianta tratar o lixo de forma histérica ou chauvinista. Não existe o “seu” lixo e o “meu” lixo, mas um problema a resolver.

Não estou sendo chauvinista. E, mesmo que estivesse, seria em razão da urgência em se resolver isso. O que não adianta é tratar o problema do lixo sob essa ótica poética. O problema é real, sério, e precisa de solução imediata. A questão é maior, e o que digo não é só por Sarandi.

Embora o problema do lixo seja único, a responsabilidade sobre o problema é proporcional à quantidade de lixo gerada por cada um. Por isso a responsabilidade de Maringá é maior. É por isso, também, a diferenciação na coleta do lixo dos tais “grandes geradores”.

O que se faz crer no momento é que Sarandi tem responsabilidade sobre o lixo de Maringá, já que alguns moradores de Sarandi trabalham em Maringá, produzindo lixo, “claro, inevitavelmente”.

Os sarandienses ajudam a movimentar a economia de Maringá com seu trabalho e seu poder de compra. Quantos destes trabalhadores não limpam a nossa sujeira?  E que lixo geram em Maringá? O resto do almoço, papéis higiênicos, algum esgoto e água? Então, devem aceitar receber não só esse lixo de volta, mas todo o lixo de Maringá? Por que não recebem, então, além de seus salários, a receita de Maringá?

Se Sarandi precisa ajudar Maringá “com solidariedade”, isso quer dizer que o problema é nosso, isto é, foi causado por nós, não é? Isso também revela a incapacidade de Maringá em tratar seu próprio lixo — gerado em uma quantidade diária tremenda — que decorre de um crescimento, ultimamente, impensado.

Mas que solidariedade? O aterro é particular — Maringá vai pagar para colocar o lixo lá. Não é por solidariedade, é por dinheiro — que não vai para a população de Sarandi, mas para o dono do aterro.

E depois? Outros aterros? Outras cidades? Mais lixo, mais dinheiro? Ou vamos começar a diminuir a quantidade de lixo na nossa cidade? Incentivar e melhorar a reciclagem? Qualidade de vida — tão prezada e propagandeada pelos maringaenses — também é isso.