Paralamas: set list

Sem mais adeus
Pólvora
Dos Margaritas
O beco
Ela disse adeus
Cuide bem do seu amor
Romance ideal
Bora-Bora
Perplexo
Meu Sonho
A lhe esperar
O calibre
Meu erro
Lanterna dos afogados
Caleidoscópio
Trac-Trac
A novidade
Quanto ao tempo
Lourinha bombril
Alagados (sociedade alternativa)
Uma brasileira

Sonífera ilha
Ska
Óculos
Vital e sua moto

Paralamas: aquecimento

Novembro de 2006. No começo daquele mês, eu me vi em dificuldades para encontrar companhia para ir ao show dos Paralamas, no dia 14, véspera de feriado. Isto porque César Menotti e Fabiano fariam show no mesmo local no dia 17, e os jovens maringaenses estavam guardando dinheiro e energia para o que achavam mais interessante. Hoje, onde estão aqueles dois?

Não era apenas um show dos Paralamas. Significava também a volta da banda à cidade depois de muitos anos. E, mais ainda, o primeiro e único Maringá Fest Music, cuja única referência é esta. Comprei os ingressos na Osmoze da Brasil com a Herval (eles tocaram Paralamas naquela loja durante toda a semana). Resolvi que iria com meu tio, um quase quarentão, na época. Foi divertido! No “esquenta” no Bar do Galo, na Tuiuti, ele contava como ouvia Paralamas e correlatos nos tempos do quartel, em 1986. De lá, fomos a pé até o Parque de Exposições. Lembro que alguém de bicicleta aproximou-se de nós e eu já esperava ser assaltado, mas ele só queria saber as horas ou algo assim.

Chegamos a tempo de pegar o começo do festival. Havia dois palcos. No menor,  estava a banda Os Mariachis tocando coisas como Armandinho (outro grande petardo da época!), O Rappa, Eminem, Bezerra da Silva e White Stripes — eclético, para dizer o mínimo. Subiu ao palco, então, a banda Lobex, que tocou Detonautas e Jota Quest. O vocalista, Robertson Quemelo, anunciando os Paralamas, derreteu-se em elogios a Herbert Vianna — “Vem aí um dos maiores músicas do Brasil!” — e arriscou cantar um trechinho de “Você”, que é uma música do Tim Maia, mas valeu a tentativa. O Pavilhão não estava lotado — dava até para ficar sentado no chão e tomar uma Colônia quente. Alguns agentes do Conselho Tutelar andavam pelo recinto à procura de menores de idade desacompanhados. Deviam fazer vista grossa, porque vi várias pessoas que eu sabia que não tinham nem 16 anos aloprando no show.

Apesar do atraso do início do Festival, os Paralamas subiram ao palco principal à meia-noite, no horário previsto. Abriram com “2A”, e, por cerca de duas horas, encantaram a plateia com o repertório que incluía seus grandes sucessos e algumas músicas do Hoje. Lembro que o Pavilhão quase veio abaixo quando eles tocaram aquelas mais começo de carreira, como “Meu Erro”, “Ska” e “Óculos”. Foi ótimo! Herbert tocou também “Por que não eu?”. Corria o boato de que Leoni — que fizera um show no Teatro Marista naquela noite — faria uma participação especial, o que infelizmente não aconteceu.

Voltando ao segundo palco, ainda apresentaram-se as bandas Os Generais (“Os Gerenais”,  segundo Lobex) e Dalle Madre. Mas, objetivo cumprido – ver os Paralamas -, fui embora antes mesmo que a Fender autografada pelo Herbert fosse sorteada (eu não estava concorrendo, mesmo). Meu tio, já bem alto, lamentava o acidente de Herbert e botava reparado nas pernas do vocalista, coisa que certamente você também fará esta noite. Um bom show!

* Eu ainda veria mais um show do Paralamas e perderia outros três, incluindo o de hoje.

* Tempos depois deste show, tive um sonho no qual andava em um cadillac conversível com os três — Herbert, Barone e Bi — ali na praça Manoel Ribas.

* Fiz uma resenha do Hoje naquela época. Recentemente, o álbum encontrou na lista dos 45 piores discos nacionais.

* O Felipe B. é a cara do Bi Ribeiro, que também se chama Felipe! Talvez seja seu filho perdido.

Paralamas: aquecimento

Perdoem o post enorme, mas isto — que está há anos guardado — deve ser compartilhado. Trata-se da cobertura feita pelo Click do Gato no último show dos Paralamas do Sucesso em Maringá, em novembro de 2006. Alguns convidados puderam conversar com os integrantes da banda no camarim. Não foi o meu caso.

* Sou eu ou as fotos não são lá muito boas? Depois de um bom tempo, reparo nisso.

* Por que proibir fotos no show de hoje à noite?

Paralamas: aquecimento

No ano passado, Os Paralamas do Sucesso lançou seu 12º álbum de estúdio, intitulado “Brasil Afora”. Diferente de seu antecessor, o disco “Hoje”, que teve um som mais pesado e introspectivo. “Brasil Afora” marca o reencontro da banda com suas origens. Com uma sonoridade mais alegre e a mistura de reggae, pop, rock e ska que marcou a banda e fez dela uma das mais importantes das décadas de 80 e 90. Por isso, mesmo “Brasil Afora” estando aquém, deixa a esperança de que aos poucos eles vão entrando nos eixos.Faixa a faixa:

Meu Sonho: sopros abrem a música em uma vibe “Do Leme ao Pontal” do Tim Maia.

Sem Mais Adeus: primeira participação do Carlinhos Brown no disco. Letras e vocais.

A Lhe Esperar: assinada pelo ex-Titãs Arnaldo Antunes e pelo produtor Liminha. Foi escolhida para ser a música de trabalho.

El Amor (El Amor Después Del Amor): versão para uma música do Fito Paez. Não gostei!

Quanto ao Tempo: Carlinhos brown again!

Aposte em Mim: um pouco repetitiva, mas boa.

Mormaço: Zé Ramalho divide os vocais com o Herbert na melhor música do disco.

Taubaté ou Santos: skateaboard vim de Santos. Tcharrolladrão!

Brasil Afora: faixa título. Tem a cara da banda.

Tempero Zen: música curta que dá um pouco de sono.

Tão Bela: guitarras nervosas pra acordar.

O palhaço: não está disponível no CD, apenas para download.