Pupinzadas

A posse das novas secretárias da gestão municipal, Gaetana Martins, que assumiu a Secretaria da Mulher, e Olga Agulhon, ingressante à pasta da Cultura, foi marcada por novas gafes cometidas pelo prefeito de Maringá, Carlos Roberto Pupin, e pelo atropelamento do poder executivo sobre o legislativo.

Referindo-se a composição de seu corpo secretarial, que agora conta com quatro mulheres, além da primeira dama Luiza Pupin, o prefeito não conteve a seus instintos mais primitivos. Ao fazer uso da fala, justamente na ocasião da posse da nova encarregada pelo fomento das políticas públicas para a mulher, Pupin arrancou algumas risadas constrangidas ao afirmar que seria difícil ‘aguentar’ a tantas mulheres em sua gestão. Não satisfeito e inconsciente da saia justa que provocara, repetiu aos risos seu gracejo.

Prosseguindo seu desabafo, ainda não se sabe se conscientemente ou em ato falho, afirmou que, como gestor municipal, não teve medo de adotar medidas antipopulares durante sua gestão. Medidas antipopulares, como se pode consultar no dicionário, são as ações “contrárias ao povo ou aos seus interesses”, como por exemplo, o aumento exorbitante do IPTU.

O único vereador presente na cerimônia foi o oposicionista Carlos Mariucci (PT), artista plástico e militante da área da cultura. Como manda o protocolo das cerimônias oficiais, o uso da fala deve ser feito, necessariamente, pelo representante do poder legislativo e do poder executivo, que nesta cerimônia, fazia-se representar pelo vereador petista. Receoso com a fala de Carlos Mariucci, conhecido como opositor às medidas antipopulares da administração Pupin, o cerimonial do evento ignorou a presença do representante do poder legislativo, que compôs a mesa, mas não pôde fazer uso da fala.

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