Má influenza

Pichação genial no muro em frente ao portão principal da UEM:

mainfluenza

Isso que eu chamo de “cultura de rua”.

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Gripe porcina (2)

Um texto lúcido de Ronaldo Nezo.

Nova gripe: pânico coletivo injustificado

Estão exagerando sob o argumento de prevenção contra a nova gripe. É necessário tomar medidas de segurança. Mas há um nítido pânico coletivo que beira à irracionalidade. Até reuniões com meia dúzia de pessoas têm sido canceladas. Dia desses fui informado da ligação de um aluno que queria saber se aulas de ensino à distância seriam suspensas. Tá todo mundo louco!

Em Maringá, até as bibliotecas já estão fechadas. Deve ser por causa da aglomeração de alunos em busca de livros. Desculpe-me a ironia. Estou muitíssimo mal humorado com tantos desencontros. Falta um protocolo. As pessoas vão agindo com base no “achismo”. O conhecimento científico parece ignorado. Os comitês que têm sido formados reúnem gente que sabe tanto de vírus quanto eu sei sobre pilotar aviões.

Lembro aqui que, ao se anunciar a primeira suspensão das aulas nas universidades e faculdades estaduais, também na rede de ensino do Paraná, falei que as autoridades tinham consultado os deuses e definido a data para o fim da gripe. Era segunda-feira, dia 10. Mas veio uma nova suspensão das aulas e agora tudo indica que teremos mais outra. Afinal, algumas universidades já estabeleceram novas datas para o retorno às salas de aula – 24 e 31 próximos.

Tem gente, como o pessoal do Sismmar, que defende o fechamento das creches. Querem que as mães sejam liberadas do trabalho para cuidar dos filhos. Posso estar exagerando, mas começo achar que a nova gripe vai causar, no Brasil, mais prejuízos econômicos que a crise financeira global. Tudo pelo despreparado de alguns setores e pelas ações movidas com base no pânico coletivo.

A imprensa também tem ajudado pouco. Vejo diariamente algumas manchetes que só contribuem para alimentar a insegurança, o medo. No rádio, na tevê e na internet também não noto a preocupação em acalmar a população. E os emails que chegam a todo momento só ajudam a disseminar o pânico. São tantas mentiras que às vezes me questiono a respeito dessa impressionante inocência(?) dos leitores.

O quadro me faz lembrar uma ouvinte que ligou ontem para a CBN Maringá. Ela contou que alguns conhecidos já falam em estocar alimentos em casa. São pessoas que dizem que a situação só tende a se agravar, chegando ao ponto de ser arriscado ultrapassar o portão da moradia. Um exagero, típido de uma sociedade culturalmente pobre.