Amiguinho do Negrão tem que ir pra escola

“Bilu Teteia” é um sucesso do riopardense Mauro Celso. Também fez sucesso nas vozes do luso-brasileiro Márcio Ivens, em 1974, e de Serginho Mallandro, na década perdida.

Jones Dark também fez sua versão de Bilu Teteia. Diz ele que “batatinha quando nasce, esparrama pelo chão. Menininho quando dorme, põe a mão no coração. Está chegando pra vocês o conselho do Negrão!”. As crianças devem primeiro meter o pé na latinha e balançar o pezinho do limoeiro. O “montão de conselhos” é: “Amiguinho do Negrão tem que ir pra escola. Estudar, estudar, estudar e ir pra escola. O conselho é repetido várias vezes. Estudar, estudar, estudar, e ir pra escola.

Era o tema do quadro “Negrão na minha escola”, no qual Jones Dark visitava escolas para dizer que, para ser amiguinho dele, era necessário estudar, estudar, estudar e ir pra escola.

Minha irmã o conheceu assim. Eu não estava na ocasião.

Pequenas considerações sobre o Enem

Soube do Enem em 1999, quando minha professora de educação artística no Colégio Estadual João de Faria Poli era a sra. Sueli Maria Barros de Carvalho. Ela se tornaria diretora do Colégio Rodrigues Alves alguns anos depois.

Criança, fiquei na maior expectativa, por anos, para saber como seria fazer a prova. Fiquei assim também para usar a urna eletrônica. Depois de tanto tempo esperando, me decepcionei ao saber que não é nada de mais votar ou fazer o Enem.

Há alguns anos, busquei as notas dos colégios de Maringá e publiquei na comunidade do orkut do colégio no qual fazia o Ensino Médio (particular, por sinal). O colégio não havia obtido boa colocação em comparação aos outros colégios pagos da cidade. A professora de gramática ficou irada. Disse, em sala, para todos ouvirem, que o Enem não valia nada, que algum irresponsável colocara as notas e etc. Felipe B. é testemunha. Ok, eu apaguei a mensagem. No ano seguinte, ele deu várias aulas de preparação para o Enem. As aulas também não valeram nada, viu!

Fiz a prova no prédio da pós-graduação em Engenharia Química da UEM. Dava dó de ver. As paredes das salas de aula com centenas de pequenos recados e desenhos feitos a lápis. E isso em uma universidade. Os fiscais também eram muito mal organizados. A prova começou com atraso. Enfim, já havia conseguido uma boa colocação no vestibular da própria UEM. Usei a nota para o vestibular da Unicamp.

Quando fiz o vestibular, inclusive, num colégio na Mauá, me surpreendeu ver cartazes sobre a primeira colocação nas médias do Enem. As mensagens eram algo como “Bem-vindo ao colégio que tem o primeiro lugar no Enem em Maringá” e “2005 – (Segundo ou primeiro) Lugar; 2006 – Primeiro Lugar; 2007 – Continuaremos em primeiro!”. Suponho que seja algo do tipo, já que a memória está me traindo.

Este ano, comenta-se sobra e extinção do vestibular e a adoção do Enem para substituí-lo. Um colunista d’O Diário, em seu blog, fez um post no qual se dizia favorável a isso; só não disse o porquê. Inclusive, afirmou que a UEM perderia uma de suas principais fonte de renda: o vestibular. Comentei que a UEM é estadual e a proposta de mudança só contemplava as federais, etc. Como a Universidade Federal mais próxima está bem longe daqui, ele deletou o post — vai entender.

No fim das contas, todos os colégios dão o maior valor para o Enem. Se vão bem, vangloriam-se; se vão mal, tudo bem, o Enem não vale nada. Já os alunos, nem tanto. Se levam seus estudos a sério, fazem o Enem com toda a seriedade necessária. Se não, fazem a prova de qualquer jeito (quando fazem). A culpa, claro, é da escola. N’O Diário, por exemplo: “o colégio Marista é o melhor da cidade”; “a pior escola da cidade é o Colégio Estadual Rodrigues Alves”, aquele da minha prof. Sueli. Simples assim.