Programa de índio

Sábado à noite, fui com a minha namorada ao show de uma banda de rock nacionalmente conhecida e outra de um país vizinho. O evento, organizado por aquele porco espinho azul e uma renomada rádio FM, foi em um cubículo localizado na Avenida Curitiba. Antes de entrar no recinto, é claro, rolou a tradicional fila de uma hora. Não estou exagerando: uma hora cravada esperando. Isso porque compramos convites antecipados.

O bar, apesar de cheio de grife, é apertado. Difícil se locomover sem trombar em corpos alheios. Mas como quem está na chuva é pra se molhar, bóra curtir o som e tomar umas. Long neck de Skol e Brahma (porra, não tem Antarctica!): R$4,50, Bohemia e Stella Artois (uma bosta!): R$ 5,50. Os cardápios disponíveis constavam que o preço era R$ 5,00 para as duas últimas. Só descobri o acréscimo de 50 centavos quando paguei a conta.

Uma cena hilária que merece ser registrada: durante a compra de uma cerveja, o cara que estava na minha frente se enrolou com o cartão, e ouviu do atendente: “Porra, cara, vai logo com isso!”. O cliente disse: “Ué, tá mal humorado?”. O barman respondeu: “Claro que estou, olha o tanto de gente que tem aí”. Após observar a pequena discussão, pedi a minha long neck de maneira bem eficiente, para não irritá-lo também.

Sobre os shows, nada a reclamar. As duas mandaram um som de primeira. Saímos pouco antes de terminar a segunda apresentação, da banda nacional, porque a namorada estava cansada e para evitar outra fila no caixa. De lá, levamos duas lições: nunca mais voltar ao recinto e pensar duas vezes antes de prestigiar um projeto patrocinado por esses que pouco valorizam as bandas de Maringá e, obviamente, encaram o rock´n roll somente como negó$$io.

Índio rockeiro desapontado com tamanho da fila e preço da cerveja.

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