Ocupação

Centenas de estudantes ocuparam a reitoria da UEM. O motivo do protesto são as promessas de melhorias do Restaurante Universitário que não foram atendidas e corte de verbas da educação efetuado pelo governo estadual. Felipe B., ex-autor do blog, está entre os manifestantes.

A Gazeta Maringá utilizou o termo “ocupação”. O Diário preferiu “invasão”.

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Velhas Virgens em Maringá

O Velhas Virgens do vocalista Paulão, que almejou ser o oitavo integrante do CQC, se apresenta em Maringá no dia 24 de outubro (sábado). O show será realizado no estacionamento da ADUEM e outras bandas maringaenses irão tocar. Promete ser uma grande festa do rock.

Tem blog por aí dizendo que eu sou o Paulão jovem:

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Pô, comparação absurda! O cara é corinthiano!

Dois pesos, duas medidas

Ontem à noite, logo após o término das aulas, no bloco G-34 da UEM, ocorreu um evento de confraternização referente à posse da nova gestão do Centro Acadêmico de História – do qual eu faço parte da diretoria. Aproximadamente 30 pessoas, todos alunos da UEM, compareceram. No cardápio havia salgadinhos, refrigerantes e duas garrafas de vinho (convenhamos, insuficientes para deixar os presentes embriagados e com os sentidos alterados). Não havia música ao vivo, nem som, apenas estudantes reunidos e conversando.

Alheio a esse clima pacifico, um vigilante da universidade nos abordou de forma ríspida e truculenta. Sem ao menos perguntar do que se tratava o evento, gritou que era pra parar com aquilo ali, pois álcool é proibido dentro da universidade, a aula já havia acabado e já era hora de alunos “vagabundos e palhaços” estarem em casa, e tomou a garrafa de vinho da mão de um dos estudantes. Aos que tentavam argumentar com o mesmo, ele continuava gritando e dando de dedo na cara de todos. Diante dos estudantes indignados com a situação, o funcionário – nitidamente descontrolado – não teve outra alternativa senão chamar reforço.

Ao menos foi possível estabelecer diálogo com os outros 7 vigilantes que se dirigiram ao local depois, que nos atenderam de maneira muito educada, ao contrário do primeiro que em nenhum momento demonstrou respeito e ética profissional. Indagamos eles sobre a diferença de tratamento que há na universidade, pois é de nosso conhecimento que em várias festas o álcool foi tolerado. Como maior exemplo, tivemos a Calourada da UEM realizada pelo DCE no início do ano – O Circo do Amor – com a presença de bandas famosas. Os acadêmicos compravam bebidas nos bares das redondezas e as levavam tranqüilamente para o circo, montado dentro do campus, sob vistas grossas dos agentes de segurança.

Sobre o questionamento, um deles foi honesto e respondeu: “Se alguém de cima liberar, não há problema”. “Alguém de cima” leia-se reitoria. O principal beneficiado com essa política de favorecimento é o DCE gestão Bonde do Amor, que a cada dia mostra sua verdadeira faceta: a da política de pão e circo com o objetivo de desmobilizar os estudantes. E isso, sem dúvida, favorece a atual reitoria, que já prepara terreno para as eleições para reitor no ano que vem. Em suma, é nítida a troca de abraços, carinhos e beijinhos – como gostam de dizer os “bondianos” – entre os poderes na universidade.

Vale ressaltar também que enquanto os vigilantes se preocupavam com a reunião de estudantes, não são raros casos de pessoas que são assaltadas, agredidas ou têm seus veículos roubados dentro do campus.

Que fique bem claro: não estou aqui para defender o álcool dentro da universidade. Longe disso. A questão vai muito além. Se as leis existem, que se façam cumprir, então, sem diferenciação de status quo. No fato supracitado, ficou bem claro que o DCE pode e o CA de História não. Por que, magnífico reitor? De qualquer forma, não é fácil esperar democracia em uma universidade onde nem o voto pra reitor vale igual pra todo mundo…