CINUEM

Amanhã, dia 11, voltam às atividades do CINUEM com o filme Uma Noite na Ópera, às 18h30, no Teatro Oficina:

O CINUEM exibe um filme por semana, sempre às quintas, e é aberto para toda comunidade.

Acompanhe a programação nesse blog.

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Pipocanet

Em dezembro, eu soube do Pipocanet, cuja garota-propaganda é Priscila Buiar, inclusive. Eu gosto muito de filmes e adorei a iniciativa. Como não estou sendo pago para dizer isso, podem acreditar: é bom mesmo.

Pois bem, Rics está com uma promoção bacana e resolvi participar. Selecionei os primeiros cinco filmes que eu assistiria do catálogo do Pipocanet:

Com 007 Viva e Deixe Morrer: Filme de 1973, primeiro com Roger Moore no papel de James Bond. Na história, 007 se envolve em uma trama que mistura vodu, mortes misteriosas, perseguições e um vilão que explode! Além disso, a trilha sonora, imperdível, é toda de Paul McCartney. O tema, Live and Let Die, é conhecidíssimo e ganhou até versão do Guns N’ Roses.

E Se Fosse Verdade: Comédia romântica-sobrenatural, nos moldes de Ghost e P. S. Eu te Amo. Reese Witherspoon sofre um acidente, está em coma há meses e não se dá conta disso. Seu “espírito” volta ao seu apartamento, que foi alugado para Mark Ruffalo. Os dois procuram saber o que realmente aconteceu. Final feliz, filme para se assistir com a namorada. No original, Just Like Heaven é uma bela música do Cure que já embalou, com certeza, o namoro de muitos apaixonados.

Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro: Terceiro filme com Austin Powers. O título é referência ao Homem com a Pistola de Ouro de um filme da série 007 de 1974. Escrachadíssimo, conta com a atuação de Beyoncé, de quem o busólogo de Maringá é fã, e a partipação de Tom Cruise, Britney, Kevin Spacey, Gwyneth Paltrow e até Ozzy Osbourne. Só assista com sua namorada se ela gostar de um humor, digamos, politicamente incorreto.

A Banda das Velhas Virgens: Único da lista que ainda não vi, mas quero ver há tempos. Mazzaropi, aos 67 anos, é Gostoso (!), maestro de uma banda formada por beatas idosas (!!). É expulso de onde vive e se muda para um ferro-velho. Encontra um saco de joias e tem de provar sua inocência. O título por certo inspirou uma banda por aí.

O Bebê de Rosemary: O sogro  com problemas de audição de uma ex-professora de redação entendeu o título deste filme como “O Bebê de Doze Metros”. Filme TENSO do louvado ano de 1968.  Rosemary, interpretada por Mia Farrow, tem um sonho no qual é estuprada por uma figura demoníaca e já dá para imaginar o terror psicológico que resulta daí. Curiosidade: Mia era amiga dos Beatles, que no mesmo ano lançaram o Álbum Branco; o filme se passa no Edifício Dakota, em Nova York, onde John Lennon seria assassinado 12 anos depois; em 1969, Charles Manson assassinaria Sharon Tate, mulher de Roman Polanski, diretor do filme. Um dos motivos: as letras das músicas do Álbum Branco, que tomaram sentido satânico na mente doentia do serial killer.

Análise de vídeo: A Garota da Loja de Livros

Hoje vou utilizar todo meu conhecimento cinematográfico para fazer um resumo crítico do curta maringaense “A Garota da Loja de Livros” que o companheiro Felipe B. postou no último Maringá Entubada.

O curta maringaense, que mais parece novela mexicana, pois teve que ser dublado devido a problemas no áudio, conta a história de David Brickman. Ele é um jovem judeu que sofre de câncer há muitos anos e por isso tem uma vida melancólica, mas o que poucos notaram é que ele é um jovem a frente do seu tempo. David escuta no outono de 1991, uma música lançanda na primavera do mesmo ano. Uns cinco meses na frente dos mortais.

Sarah e Isaac Brickman são os pais de David. Com poucas esperanças de que o filho se recupere do câncer, eles decidem levá-lo para casa. Depois de três dias trancando no quarto, David decide sair para dar uma volta. Não antes de comer o bolo de nozes da mamãe que ele adora. Sua mãe, como uma boa judia, coloca um pedaço de bolo minúsculo. Economia pouca é bobagem para a família Brickman. Isaac também pega um pedaço de bolo e com cereja. Ele adora cereja.

Nessa volta de David pela cidade, sua vida muda para sempre. Além de esbarrar e ser ofendido por um figurante, ele encontra Vivian. Uma garota encantadora, uma garota atraente, uma garota deslumbrante, uma garota simpática, que trabalha em uma livraria. David se apaixona por Vivian e começa a ir todos os dias na livraria comprar livros, por causa dela.

David tem medo de ser rejeitado e por isso não fala para Vivian o que sente por ela. Mas o que ele não percebe é que ela também se apaixonou por ele. Ela até deixava bilhetes nos livros que ele comprava, mas ele era um garoto criado a “leite com pêra” e nunca pensou em abrir os livros que comprou. Seria melhor se apaixonar pela garota da biblioteca então, pelo menos não teria custos.

Acontece que depois de uma conversa com sua mãe, David toma coragem e escreve um bilhete para Vivian. Vestido com sua melhor camisa grunge, ele deixa o bilhete sobre o balcão da livraria e sai. Vivian lê o bilhete e decide ir ao encontro dele, mas era tarde demais. Quando Vivian chega à casa de David, é surpreendida pela notícia que ele havia morrido de câncer. E ela achando que ele tinha passado no vestibular.

No fim a mãe de David acha os livros que ele comprava só para ver Vivian e descobre que dentro deles havia bilhetes dela falando que gostava dele. Não sei se foi só eu, mas fiquei muito irritado com a burrice desse David. Já que comprou os livros, leia. Mas mesmo a história não sendo empolgante – tenho certeza de ter ouvido ela de alguma professora de catequese – o curta é bem produzido e digo que vale a pena você gastar 30 minutos do seu dia assistindo.

Outras informações:

Na comunidade do curta você encontra quem fez parte do elenco e equipe;

Além de assistir pelo youtube você pode encontrar o curta para empréstimo nas bibliotecas municipais da cidade. Mas já vou avisando que é difícil, Gustavo T. colocou seu nome na lista de espera há algum tempo e ainda não chegou a sua vez;

A livraria que Vivian trabalha é o Sebo Fonte do Livro;

A casa dos Brickman fica na Rua Princesa Isabel com a Cequeira Cezar, na Zona 4;

Foram gastos 35 mil reais para a produção do curta, esse dinheiro veio da lei municipal de incentivo à cultura;

A música do Nirvana que toca é Something In the Way.

Análise de vídeo: Maria Notebook

Dica do Rafa C., que alegrou o meu dia.

Maria Notebook é um curta resultado do 5º Festival de Cinema.

0’27” – Escada rolante do Aspen Maringá Park. Lugar histórico.
0’42” – Hiro Nakamura, do Heroes. Mas o verdadeiro Hiro não precisa subir escadas rolantes, se é que você me entende.
0’45” – Cabeludo com frio. Ele não tem relação nenhuma com o restante do curta. Saiu por engano, talvez.
0’55” – Duas moças. Uma delas não tem relação nenhuma com o restante do curta — com certeza apareceu por engano.
1’03” – Crachá com 3×4 em preto e branco e com uma impressão digital. Inovador. Ao fundo vemos Leila, figurante de classe.
1’22” – Hiro prepara-se para fazer um post em seu blog.
1’52” – Clima de azaração.
1’54” – Copo de chopp em cima do lixo. Classudo.
2’03” – Há outra pessoa usando um notebook.
2’22” – Início do clímax.
2’32” – Erro de continuidade: reparem que Hiro trocou de mesa.
2’42” – Rá! Pegadinha do Mallandro!
2’50” – Adorei esse diálogo: — Pelo jeito, você é um funcionário, assim, bem importante na sua empresa, neah? — Sim. Eu me esforço.
3’00” – A verdade: — … você vai ficar com sérios problemas. — Sério?
3’15” – O post no blog é interrompido.
3’37” – Para Luís Hiro, o beijo já compensou a perda do notebook.
3’57” – Botafogo versus Vasco. Impressionantemente, o Vasco está ganhando.
4’51” – O misterioso torcedor se rebela. Cena forte e desnecessária — deve ter sido constrangedor para os presentes na praça de alimentação.
5’00” – “Mas eu tô liberado?”
5’24” – Ele diz “É que a moça me falou isso” ou algo assim, mas parece: “Vou ter que assoar o nariz”.
5’36” – Leila ainda está lá, sozinha, mas em outra mesa e com algo para comer.

Considerações
Na verdade, ninguém perdeu a partida: o Botafogo empatou no final;
É só no cinema que uma garrafa de água e meio copo de chope duram 90 minutos, e alguém assiste a um jogo de futebol em pé, ao lado do lixo, com tantas mesas disponíveis;
Você pode ser assaltado dentro do shopping. Fique atento;
Leila faz papel depressivo: sozinha à mesa, olhar lânguido e aparência taciturna. Lembrou-me a Miss Lonelyhearts de Janela Indiscreta.

Moral da história
Não existe botafoguense bandido.

Algumas considerações sobre os cinemas de nossa cidade

Gu Gol
Nunca duvide da capacidade do Google em surpreender. Eis que ele dispõe aos internautas os horários de exibição de filmes nos cinemas em Maringá. São cinco opções aos espectadores — ou duas opções, se levarmos em conta os filmes infantis. POUCO.

Transtorno
Na quarta, dia 7, a família resolveu ir ao cinema assistir Bolt no Avenida Center. Ingresso a preço único — 4 reais –, mas que não dá direito a meia-entrada. Deveria. A fila estava enorme, devido aos seguintes fatores, em ordem de importância: promoção, crianças, férias. Até que um cara sai de trás da bilheteria e grita que não havia mais ingressos para a sessão.

Depois de termos sido feitos de besta, fomos para o shopping Cidade. E é claro que me lembrei porque adoro aquele lugar. Menos gente e preços mais baratos — a meia entrada era 3,5 reais. Além do mais, você pode comprar os refrigerantes na Americanas, que fica em frente ao cinema, e economizar mais uma grana — o atendimento na bombonière parece um sketch do Monty Python e me fez perder o começo do filme.

Sonia Braga faz escola
E eu entendi tamanho frisson em torno do filme. As pessoas estão se estapeando para conferir a participação (aqui e aqui) dos pombos da Raposo Tavares que se cansaram da vida pacata de assustar os passantes, comer migalhas de pão de cachorrão e fazer campeonato de quem acerta mais cocô em capô de carro estacionado. Os papéis foram conseguidos pelo Wall Barrionuevo e o curso intensivo de inglês foi feito na Looking 4 — tão bom que eles nem puxam o R.

— Glu, glu?
— Au, au.