Rodoviária da Luz é demolida

Ainda o assunto “Estações Rodoviárias”. Há mais de um ano, dei minha opinião sobre o assunto. O problema de Maringá continua a desenrolar-se, sem perspectivas de chegar a um fim.

Enquanto isso, Campinas deu cabo de sua antiga rodoviária no mês passado com explosivos, e São Paulo, nesta semana, optou pela demolição aos poucos da antiga Rodoviária da Luz, que funcionou entre 1961 e 1982. Conheci o terminal em 2008. Passei por lá na última vez no ano passado, quando cruzei a Cracolândia sem saber procurando a Estação da Luz.

Aliás, se alguns maringaenses chamam a nossa antiga Rodoviária de “rodocrack”, tudo começou em São Paulo, na região da Av. Duque de Caxias.

David, meu amigo — estou torcendo por ele –, fará sua iniciação científica sobre o quarteirão onde ficava a Rodoviária. Acho que ele vai encontrar muitos pontos em comum com aquele quarteirão entre a Tamandaré e a Joubert de Carvalho.

Recomendo a visita ao blog Olhares sobre o Mundo, do Estadão. As fotos são de Hélvio Romero, da Agência Estado.

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Antiga Rodoviária de Campinas

Camilo C., sobre a implosão que hoje completa uma semana:

“Acho que deu errado! A implosão foi só ‘espetáculo’. O Hélio [de Oliveira Santos, prefeito de Campinas] fez discurso, etc. Acredito que a derrubada do prédio para a construção de outro empreendimento pode ser um passo importante para a revitalização de uma área degradada do Centro, embora não fará tudo sozinho. Apesar disso, a implosão e a maneira como isso foi tratado politicamente indica claramente a intenção de capitalizar votos com isso tudo. Inclusive, houve uma liminar que quase impediu a obra, e há quem diga que foi uma jogada do Secretário de Assuntos Jurídicos (candidato do Hélio), para o assunto ficar mais na mídia.”

Antiga Rodoviária de Campinas

Passei na terça-feira em frente ao  prédio que será implodido em alguns minutos, quando operários instalavam telas de proteção ao redor de toda a construção. Entretanto, soube agora que, naquele dia, ainda estava valendo uma liminar que impedia a demolição do prédio, derrubada apenas na quinta à noite, depois de informarmos a notícia. Segundo enquete no site da EMDEC, 93% das pessoas são a favor da demolição. Segundo enquete do hotsite da EPTV de Campinas, 89%. Qualquer semelhança com Maringá é mera coincidência. Que poder público eficiente, adiantado!

Lembrando que a implosão pode ser acompanhada ao vivo, aqui.

Antiga Rodoviária de Campinas será demolida no domingo

A notícia é pura dinamite. Ou melhor, 200 kg de dinamite espalhados em 700 pontos da Antiga Rodoviária de Campinas, a Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros, que será implodida na manhã do próximo domingo, dia 28. O diagnóstico é o mesmo da Antiga Rodoviária de Maringá: câncer social, um mal incurável. O prédio foi desativado em junho de 2008, com a inauguração do Terminal Multimodal Ramos de Azevedo. A população local acredita que a medida ajudará na elimição do problema de criminalidade e os usuários de drogas da região. Será feito um isolamento em um raio de cerca de 200 m e, em 3 segundos, três décadas de história serão reduzidas a uma montanha de escombros. Confira a reportagem.

A implosão poderá ser acompanhada ao vivo, pela internet, no site da EMDEC, a partir das 10h do domingo. Imagino que interessará tanto os que defendem a demolição quanto os que são pela preservação de nossa rodoviária.

* Foi nesse local que vi minha namorada pela primeira vez, em 2007.

* A foto abaixo é de 1979, e mostra a estrutura anexa ao prédio, abandonada, segundo o jornal do qual retirei a imagem, desde 1964:

* A foto abaixo é de 2008. O esqueleto nunca mais foi retomado, esquecido por décadas. É o que acontece em Maringá: um prédio é abandonado por anos e, subitamente — quando o mercado imobiliário diz que é uma boa hora para substitui-lo por um empreendimento –, alegam, a favor de sua demolição, que ele é responsável pela situação de exclusão social e crimidalidade criados pela má administração pública.

Em Campinas (3)

Não sei em Maringá. Em Campinas, vários bares com o logotipo da Skol estão tendo suas fachadas pintadas em amarelo e vermelho berrantes. É o caso do Esquinão das Universidades e do Bar do Walter. Por vezes me sinto de volta ao começo da década, quando a administração petista achou por bem fazer o mesmo com tudo o que era público — até as lixeiras. Que saudade.

Em Campinas

Como já disse, estudo em Campinas. A saudade da terrinha bate, às vezes. Por isso, fico inquieto ao ver algo maringaense em terras campineiras e falo com quem esteja ao meu lado: “Olhe! Maringá!”. Algumas observações

… Tive vontade de comprar uma camisa do Galo Adap. Pena que não deu tempo;

… Os carros de empresas que prestam serviços à Telefonica têm todos placas de Maringá;

… Ao voltar, no final de fevereiro, pude perceber que Mala Pronta, de Hugo Pena e Gabriel, é, realmente, um sucesso nacional. Aqui, também, as pessoas costumam ouvi-la no repeat ou em seus carros — você está na rua e ouve PODE IR EMBORA, QUE EU ARRANJO OUTRA. Dá até vontade de tomar uma tubaína Ouro Verde;

… Tinoco faz propaganda dos Caminhões Dois Pinheiros. Há um outdoor com ele na avenida Lix da Cunha. Queeee beleza!

… Soube da existência do grupo TUM na Faculdade de Educação da Unicamp. Eles farão a aula inaugural dos cursos de Pedagogia e Licenciatura Integrada em Química e Física sobre o tema Medidas contra a violência, de Bertolt Brecht no próximo dia 17, às 19h, no auditório do Instituto de Artes. I hope I’ll be there.

Woody

Voltei para Campinas, onde estudo. Por falar nisso, o mais novo garoto-propaganda da Prefeitura é o Woody, que tem um programa na TVB — emissora campineira afiliada ao SBT.

A história se repete: em 2007, ele estrelou uma série de comercias educativos sobre trânsito.

De Silvio Barros a Indiana Jones

Odwaldo Bueno Netto, avô materno de Silvio Barros II, era primo de…
Niasse Cury Zakia*, que, além de batizar uma rua em Campinas, fazia parte da família proprietária da Chapéus Cury
.. internacionalmente conhecida por fabricar o famoso chapéu do Indiana Jones, imortalizado no cinema por Harrison Ford.

* Também é grafado como Niase ou Niasi.