O típico imbecil maringaense

Sexta-feira a noite, voltando de Londrina após compromisso naquela cidade, estava reunido com mais três amigos em um lanche na avenida JK, quando, de repente, eis que surge ele: o típico imbecil maringaense.

O típico imbecil maringaense estacionou o seu carro rebaixado em frente ao lanche, perto de onde estávamos sentados. De lá, além dele com suas calças tão apertadas que causam esterilidade, saíram mais três pessoas: outro cara e duas mulheres. O típico imbecil não se fez de rogado e ligou o som alto do carro para que todos ouvissem. A música, claro, de péssima qualidade: o sertanejo universitário. É um sacrilégio que algo tão escroto seja acompanhado do adjetivo universitário. Mas, enfim, voltemos ao típico imbecil.

Incomodada com o volume do som, uma das pessoas que me acompanhava chamou a atenção do típico imbecil, que respondeu: “Opa, foi mal aí, o carro não é meu, tô só de carona”. Claro que o carro é seu, típico imbecil. Nós vimos você dirigindo, seu grande saco de merda. O típico imbecil deu uma risadinha com os amigos dele, e eu mandei algo assim: “Cada um com o seu mau gosto. O tipo de música e o volume do som é condizente com a debilidade mental do sujeito”.

Evidentemente, o típico imbecil não gostou. Homossexual enrustido que certamente é, pagou de machão, e quis briga. Gentilmente recusamos. Nosso intelecto é bem maior e preparado para evitar confusões com os típicos imbecis dessa cidade, que sequer sabem respeitar a liberdade de escolha alheia de não entupir os ouvidos com essa sonoridade culturalmente pobre tão apreciada pelos típicos imbecis maringaenses.

O típico imbecil maringaense não perde um BBB e torce pelo representante da cidade na casa.