Risadaria na Padaria

Com a presença de: Enderson Cristian, João Victor (ele mesmo, o fera do Jilbertt!), Diego Augusto Trentin Piciani, Henrique Cesar e Leandro Fóz.

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Feira do Produtor

Oi, leitor! Quanto tempo! De vez em quando a gente aparece.

Confira um vídeo feito por acadêmicos de Comunicação e Multimeios da UEM. Para visualizar, clique aqui.

 

As ruas estão perigosas

Bons tempos em que era possível caminhar (ou pedalar) pelas ruas de Maringá nas madrugadas, sem o risco de ser assaltado. Ainda peguei essa época, quando não tinha uma motoneta. Voltava (às vezes um pouco bêbado, às vezes bastante) do Tribo´s, do falecido Asterisco, de outros bares etc. Caminhando, cantando e seguindo a canção com um vinho de péssima qualidade na mão. Nenhum marginal ou doente social que apela ao roubo para sustentar o vício no seu encalço.

Hoje em dia, você ouve de algum conhecido que foi assaltado e apenas balança a cabeça, lamentando, pois trata-se de uma rotina. O “progresso” que chegou à cidade na mão dos administradores atuais prioriza o privado (que beneficia uns poucos) em detrimento ao público. Segurança, saúde e outros serviços essenciais para a população… foda-se! Eles não governam para isso. Governam para atender a interesses obscuros, dos financiadores de campanha, os que erguem prédios altíssimos no Novo Centro, principalmente.

O maringaense tradicional (o que curte um sertanejo, um som automotivo alto, não perde um fim de semana no shopping e tal) adora dizer que vive numa cidade grande. Entretanto, junto com a grandeza vem de brinde um trânsito caótico, a insegurança, a falta de equipamentos públicos. E eu pergunto: É assim que deve ser? Não existe outro modelo? Acredito que sim.

Sabe o que Ele diria?

O fim de semana passado foi agitado em Maringay Marindá Maringá. Dois eventos movimentaram a cidade: no sábado (19), a Marcha para Jesus; no domingo (20), a Parada LGBT. Comentários pipocaram nas redes sociais. Alguns com muita profundidade argumentativa. Como esse:

Juarez Firmino assina embaixo.

Bando de loucos

O trânsito de Maringá realmente é lamentável. Hoje tive que dar um berro animalesco para uma motorista parar na faixa em um cruzamento da Avenida São Paulo. A mulher, assustada, deve ter me achado um maluco doido e freou imediatamente. Só assim mesmo…

Deveria ser assim. Vejam que bonito.

Luz de velas

O Milton Ravagnani levantou um tema pertinente: a precária iluminação do estádio do Willie Davids. Fui assistir Grêmio Maringá 1 x 2 Paraná Clube, no último sabádo (12) à noite, e constatei isso. É difícil enxergar a bola no outro lado do campo. E o estádio continua com outro problema: a falta de banheiros e lanchonetes continuam impedindo a utilização das arquibancadas descobertas.

Com dois times da cidade na segunda divisão estadual – Grêmio Maringá e Metropolitano -, esperava-se uma melhor estrutura para receber os jogos. Mas a administração SIlvio/Pupin, a primeira a exigir pagamento para inscrição da Prova Rústica Tiradentes e responsável pela construção do maior elefante branco esportivo de Maringá (o velódromo), não deve estar muito preocupada com a situação.

Foto que tirei no momento do gol do Grêmio. Um golaço.

 

Vida do Lukas

O Marcelo Bulgarelli, da Gazeta Maringá, informa que Camila Munhoz e Gustavo Lemos, estudantes de jornalismo do Cesumar, preparam um documentário sobre a vida e a obra do cartunista Lukas, falecido em agosto de 2011. O vídeo é o trabalho de conclusão de curso dos acadêmicos.

Interessante que o jornal onde o brilhante cartunista trabalhou por duas décadas não deu uma linha sobre o assunto. Preferiu noticiar isso e isso.

Maringá completa 80 anos

A canção que deu origem ao nome de nossa cidade — e ao blog — faz oito décadas cheias em 2012. Foi em 1932 que Gastão Formenti (1894-1974) gravou a toada de Joubert de Carvalho (1900-1977). Ao longo desses 80 anos, foi cantada na voz de Carlos Galhardo, Silvio Caldas, Francisco Petrônio, Enrico Simonetti e Orquestra, Orlando Silva, Delora Bueno, Tonico e Tinoco, Inezita Barroso, Leo Marini (com e sem La Sonora Matancera), entre outros, e também pelos anônimos trabalhadores retirantes na selva norte-paranaense, na década de 1940… — reza a lenda que foi a d. Elizabeth Thomas, esposa de Arthur Thomas, então presidente da CMNP, que ouviu os trabalhadores assoviando a música e teve a sacada. A canção ainda é arrepiante, linda. Para mim, é mesmo maior do que a cidade de 350 mil habitantes que completou ontem 65 anos.

Lembrei de tudo isso agora ouvindo a ótima versão surf music feita pelos Bandidos Molhados em homenagem ao aniversário da cidade:

Aniversário de Maringá

Maringá faz aniversário hoje, mas quem merece parabéns são os filhos da puta da A$$$IM (Associação dos Canalhas e Inescrupulosos de Maringá), que mais uma vez tiveram a manha de alterar a data do feriado comemorativo.

Calças polêmicas

O Rigon informou que uma garotada não pôde assistir aulas no Instituto Estadual de Educação de Maringá, na última quarta (2), porque não trajavam o uniforme completo do colégio, ou seja, faltava a calça. No Facebook, uma aluna do colégio justifica a ausência da roupa obrigatória:

 

Reclamação contra a TCCC

Uma colega postou no Facebook:

“Eu e minha amiga fomos duas vezes “roubadas” hoje (domingo). O transporte urbano de Maringá já é horrível pela questão do preço e também dos horários, que nunca estão certos, mas o fato é que os motoristas dos ônibus que nós andamos pegando no período da noite (digo isso com relação a linha interbairros) tem embolsado nosso dinheiro na maior cara de pau, fazendo a gente descer pela frente, e aí de você se reclamar. Enfim, fica aqui minha reclamação dessa merda de transporte que temos que usar por não ter opções”.

O lema da Expoingá

A Expoingá, que completa quatro décadas neste ano, adotou o seguinte slogan: “Há 40 anos proporcionando o desenvolvimento do agronegócio!”.

Dá perfeitamente para substituir por: “Há 40 anos proporcionando o desenvolvimento e uso indiscriminado de agrotóxicos e adubos químicos”.

Ou então:  “Há 40 anos proporcionando o desenvolvimento das grandes corporações em detrimento aos pequenos produtores”.

Que tal: “Há 40 anos proporcionando o desemprego em massa no campo”.

São tantas opções…

Prefeitura, coitada, foi vítima de falsificação de software

Sabemos que muitos dos comentários ofensivos que chegam até nós partem de computadores da Prefeitura. Daí nossa curiosidade em conhecer as pessoas que comentam — ou, no anonimato delas, as máquinas que, ao que soubemos, tiveram o Linux trocado pelo Windows como maneira de economizar os gastos com manutenção. Ao que parece, a troca foi de fato benéfica para os cofres públicos: ao menos o computador abaixo tinha uma cópia pirata do sistema operacional. Mais simples, mais barato, mais ilegal. Do jeito que o maringaense gosta.

A geografia maringaense se reúne

Dia desses me perguntava porque não havia uma seção local da AGB — Associação dos Geógrafos Brasileiros — em Maringá, com um Departamento de Geografia criado há 45 anos e um curso de Graduação reconhecido há 40, além de Programa de Pós-Graduação com 15 — coordenado há dois pela profª Angela Maria Endlich, que esteve este mês na Unicamp. Então surgiu o convite ao lado.

Fiquei mais surpreso ao saber que havia antigamente uma seção em Maringá. Geógrafos: por que a seção local foi extinta?

A censura, mais uma vez

Dom Anuar solicitou a retirada da imagem da Catedral do cartaz da Parada Gay. Da mesma forma que a Associação dos Canalhas e Inescrupulosos de Maringá (A$IM) agiu com a gente no ano passado. Evidente, é claro, que se o post não fosse retirado o blog seria processado, assim como o pessoal do movimento LGBT também caso não se retratassem.

E Maringá segue da mesma maneira. Alguns – a A$IM, a Igreja, a $ociedade Rurár, a escolinha do professor Wilson, entre outros – são intocáveis. A diferença entre nobreza, clero e plebe se acentua a cada dia. O medievalismo tem lugar nesta pequena província do norte do Paraná.

Quem viu desrespeito no cartaz brincou de pega-pega com o padre na infância.