Uma canção que batizou uma cidade e um blog

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Retirado do blog do Carlos Sica.

 

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Até quando?

Um grave acidente vitimou Moisés Aparecido de Oliveira, 50, servidor público municipal de Maringá há 30 anos, na manhã de domingo (17). Casado e pai de duas crianças, era motorista do caminhão de lixo. Diante da equipe reduzida de coletores, deixou o volante para auxiliar os colegas na árdua e nobre tarefa de manter a cidade limpa. Morreu atropelado pelo próprio caminhão. 

A Prefeitura de Maringá trata o caso como uma fatalidade. Não é bem assim. O ato de descer do caminhão para ajudar os companheiros nessa e em outras ocasiões caracteriza desvio de função. O estatuto do servidor proíbe tal conduta. A secretaria responsável deveria estar atenta para isso, porém, com o escasso quadro de funcionários, é provável que as chefias incentivem quem trabalha na coleta a se desdobrar para cumprir o itinerário.

Há poucas semanas atrás, dois ônibus da TCCC colidiram e quinze passageiros ficaram feridos. Testemunhas relataram que um dos motoristas se distraiu ao dirigir e dar o troco ao mesmo tempo, provocando a batida. A figura do cobrador foi extinta do transporte coletivo de Maringá durante o primeiro mandato de Silvio Barros II.

A mudança continua e, com a morte de Moisés, constatamos que a vida dos trabalhadores que impulsionam as engrenagens da cidade pouco valem para a turma do azul. A maior preocupação do prefeito Roberto Pupin e do chefe Ricardo Barros é completar a equipe de 515 cargos de confiança criados para agraciar os aliados políticos. 

Pupin sequer teve o ato de grandeza de comparecer ao velório de Moisés e prestar solidariedade à família e colegas de trabalho. Não seguiu o exemplo da presidenta Dilma Rousseff, que cancelou compromisso internacional para visitar Santa Maria após a tragédia da boate. O ato de compaixão não pode ser confundido com oportunismo político. Governante que se preze deve ser racional, mas sem abandonar o humanismo.

Quantas “fatalidades” precisarão acontecer para que se escancare a ganância e o descaso dos governantes e empresas locais? Acidentes podem ser evitados e vidas salvas se o bom senso, o respeito às regras empregatícias e a valorização dos trabalhadores se sobreporem à busca surreal pelo lucro e interesses mesquinhos dos oligarcas de plantão.

Velório do servidor público municipal Moisés Aparecido de Oliveira, morto executando uma função que não era de sua competência. Vítima do descaso da administração municipal. Foto: BLOG DO SISMMAR.

Velório do servidor público municipal Moisés Aparecido de Oliveira, morto executando uma função que não era de sua competência. Vítima do descaso da administração municipal. O prefeito e Vagner Mussio, titular da SEMUSP, ignoraram o ato fúnebre. Foto: BLOG DO SISMMAR.

A submissão continua

A Câmara de Maringá, mesmo renovada em relação à legislatura anterior, continua submissa. Lamentável essa doação de 120 mil reais aos oligarcas do comércio. A entidade privada e altamente lucrativa, que desmoralizou a casa de leis em recente campanha para impedir o aumento de edis, deveria cuidar dos próprios negócios sem o auxílio dos cofres públicos. O repasse não tem justificativa. Os vereadores que votaram a favor, principalmente os da oposição, marcaram um gol contra.

 

A$$$IM

Do blog Maringá Manchete:

“Projeto do Executivo, em votação hoje na Câmara de Vereadores de Maringá, autoriza o Município a fazer convênio com a ACIM para a 21ª Maringá Liquida. O Município irá repassar R$ 120.000 para a realização do evento que irá ocorrer entre os dias 21 e 24 de fevereiro.

Opinião: caso os vereadores tenham um pouco de vergonha na cara, não podem liberar uma verba dessas para a realização de uma feira particular, onde somente a ACIM que ganha, nem os comerciantes participantes ganham. Dinheiro meu e seu colocado em atividade particular que visa lucro.”

Concordamos com o colega Agnaldo Vieira. Este blog, que em 2011 quase foi processado pelos bons samaritanos da digníssima associação, desde sempre entendeu o real objetivo da Sociedade Civil Organizada (A$$$IM e aliados) quando fizeram chilique contra o aumento de vereadores na Câmara. Elementar, caro maringaense: com mais representantes do povo na casa de leis, seria mais difícil conceder repasses absurdos como esse. É mais fácil manter o controle de 15 do que de 21 ou 23.

Aos patifes que caíram no engodo dos paladinos da democracia, supostos defensores da economia dos cofres públicos, aquele abraço. A aristocracia maringaense segue sua nau.

Uma entidade privada precisa de 120 mil reais dos cofres públicos?

Uma entidade privada precisa de 120 mil reais dos cofres públicos?

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Lixa

A lixa para os pés, guardada com zelo por quase dezesseis anos, apareceu em casa entre tantas outras coisas após a morte da minha avó.

Não ousei guardá-la — por falta de espaço –, mas fiz o registro de um pequeno detalhe da campanha à Câmara de Victor Hoffmeister, recém-falecido, em que apoiou os vencedores Gianoto e Marquinhos Alves. Hoffmeister, como se dissesse: “estou me lixando para você, mas estou a seus pés”, trocava de partido pela segunda vez (PMDB pelo PSC, PSC pelo PSDB) e buscava mais uma reeleição. Foi eleito suplente. Em 2000, encerraria sua trajetória política.

Fico imaginando se conquistou o voto da minha avó. Nascida no mesmo dia em que FHC, ela costumava votar nos tucanos.

O fantástico túnel da UEM

A administração municipal realiza amanhã (07/02), às 08h30 no auditório Hélio Moreira, mais uma audiência “pública” com o objetivo de promover alterações no Plano Diretor de Maringá. Entre aspas porque no jeito pepista de governar as instâncias democráticas são meras formalidades. Tudo é ajeitado de forma que os desejos dos mandatários locais e seus brothers prevaleçam. Uma parte dos 515 cargos de confiança recém-contratados pela Prefeitura (cabos eleitorais pagos com dinheiro público) estarão lá, em horário de serviço, para votar a favor do chefe e sua turma.

Um dos assuntos abordados será o da transposição da UEM. A proposta de alteração da Lei 886/2011 sobre Diretrizes Viárias corta a UEM com prolongamento de vias em três pontos:

1) nas avenidas Duque de Caxias/Lauro Werneck;
2) na avenida Herval/Demétrio Ribeiro;
3) e entre o Hospital Universitário e a área da Agronomia, com prolongamento da Rua Ametista.

Se aprovado o projeto, parte da universidade será rasgada e algumas edificações da UEM demolidas. Haverá transtorno no campus com as obras e posteriormente com o fluxo intensificado de veículos. Assistir aulas e desenvolver pesquisas em um ambiente tumultuado não deve ser muito legal.

Francamente, o projeto é um delírio. Não resolve o problema do trânsito de Maringá. Ao contrário, a construção de novas vias incentiva ainda mais o transporte individual. A solução para a diminuição dos congestionamentos está na melhora do transporte público e condições adequadas para a utilização de meios alternativos (a bike, por exemplo), tal como acontece nas grandes metrópoles estrangeiras. No Brasil, infelizmente, carro representa status e busão é coisa de pobre. Sociedade desenvolvida é aquela em que o rico pode se dar ao luxo de deixar o carro na garagem porque o ônibus urbano é de qualidade.

Representantes da UEM e outras entidades organizadas confirmaram presença na audiência para rejeitar o projeto. O cidadão maringaense de bom senso tem que fazer o mesmo. Maringá não precisa de avenidas cortando um dos seus maiores patrimônios: a universidade pública.

Em defesa da Educação, da autonomia universitária e contra os interesses obscuros que rondam a obra malufônica – como tudo que envolve o conglomerado Barros – participe dessa luta. Quem puder vá ao Hélio Moreira e mostre aos que se consideram donos de Maringá que ainda existe vida inteligente por aqui.

Sem o horário das aulas, estudantes perdidos da UEM vão parar no Cesumar

O primeiro dia do ano letivo na Universidade Estadual de Maringá (UEM) foi marcado pela desorganização. A Diretoria de Assuntos Acadêmicos (DAA) não providenciou o horário das aulas para os alunos. Muitos calouros não sabiam nem para que bloco deviam ir. Isso gerou uma grande confusão. Alguns estudantes, não tendo ideia da direção que seguiam, foram parar no outro lado da cidade: “Passei direto pelo campus da UEM e rumei para o Cesumar. Vi um local chamado Bloco 10, um monte de gente bebendo e achei que era do meu curso”, afirmou Camille Victoria Andrade, do primeiro ano de Direito.

Basílio de Paula Júnior, de Ciências Sociais, também se perdeu: “Já saí de casa preparado para a festa do primeiro dia, totalmente chapado. Quando fui ver, não deu outra: dei de cara com o comediante Mazaroppi. Depois me avisaram que aquele senhor era importante no Cesumar” – surpreendeu-se o calouro.

Aproveitando a falha da UEM, funcionários do Cesumar não perderam tempo e realizaram um trabalho de convencimento para angariar novos alunos. Com a ficha de matrícula nas mãos, Altair Guerreiro, de Medicina, optou por permanecer na instituição privada: “Não encontrei minha sala na UEM, atravessei a cidade e parei aqui, morrendo de sede. Por sorte os bebedouros daqui funcionam, ao contrário dos da UEM. Melhor do Paraná sem água gelada? Sei não…” – questionou.

A previsão é que os calouros da UEM tenham acesso ao horário e local das aulas só após o carnaval. Até lá, muitos estudantes continuarão perdidos pela cidade. As particulares comemoram. “Quem aparecer por aqui recebe 50% de desconto nas mensalidades e um lanchinho grátis” – anunciou o sócio de uma faculdade privada de Maringá.

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Cara, cadê meu horário?

A mudança continua

por Luiz Modesto

Balanço do primeiro mês do governo Pupin:

– Aumento de 33% no preço da refeição no Restaurante popular;

– Contratação de 515 CCs, comprometendo 33,5 milhões de reais anuais do orçamento municipal, 88% a mais que na gestão passada;

– Exagerou no preço do IPTU deixando moradores indignados, o que resultou numa manifestação em frente ao paço municipal pela revisão dos valores;

– Comemorou o recorde de arrecadação municipal, 122 milhões, dos quais 27% já comprometidos com o pagamento dos 515 CCs;

– Mandou despejar 16 famílias sem-teto que ocupavam as casas inacabadas do Residencial Atenas;

– Negou-se a amparar as famílias despejadas por meio do Aluguel Social;

– Manteve o caos na saúde de Maringá, com médicos tendo que atender, em média, 40 pessoas por dia;

– Fruto dos 8 anos em que fez parte da gestão como vice-prefeito, iniciou o mandato com a notícia de que Maringá teve taxa de homicídio maior que a de São Paulo e Rio em 2012, proporcionalmente ao número de habitantes;

Da base aliada:

– Flávio Vicente assumiu uma secretaria para liberar a vaga para Carmem Inocente, que deverá assumir a condição de líder do governo na Câmara;

– Ulisses Maia e Luciano Brito protocolaram Projeto de Lei que destina 50 mil reais para a Ordem dos Pastores de Maringá – em sua maioria, apoiadores de Pupin/Barros – realizar a Marcha para Jesus;

Agenda para a primeira semana de fevereiro de 2013:

– 05/02: Acabar com o Fundo de Habitação de Interesse Social em Maringá em conferência pública “Mandrake”, decretando o fim da possibilidade de financiamento municipal para a construção de Casas Próprias e liberando o dinheiro para, possivelmente, ajudar os imobiliaristas e empresários amigos;

– 07/02: Decretar à força a viabilidade da transposição da UEM, por meio de audiência pública nem tão pública assim.

Exemplo de família maringaense feliz com o governo Pupin.

Exemplo de família maringaense feliz com o governo Pupin.

Maringá Horror Story

por Bruno Mosconi Ruy

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A foto em questão foi batida pela minha prima, Danielle Ruy Amaral, na noite de quinta para sexta-feira (31/01 – 01/02). Ela e eu dividimos um quintal às imediações do Hospital Psiquiátrico de Maringá. A cena, que peca um pouco pela nitidez, não poderia traduzir mais perfeitamente o desfoque sob o qual a administração de nossa cidade coloca seus “indivíduos irracionais”, emprestando as terminologias de Foucault. Trata-se de um homem, na casa de seus trinta anos, cruelmente asfixiado pelas grades da prisão à qual estava submetido. Ao tentar fugir do hospital, no início da madrugada, ele supostamente teve o diafragma seriamente lesionado, e morreu às mínguas, entre o mundo que o ignorou e a instituição que o excluiu. À ocasião da foto, enfermeiros e enfermeiras testemunhavam a retirada do corpo com desdém, troçando de sua inércia e rigidez como se fosse pouco mais do que um pedaço de pano enroscado entre os ferros. Isso não é novo. Em vinte e um anos de residência nas redondezas, já presenciei enfermeiros que, a despeito de uma inutilidade intrínseca, chegaram a incentivar que os internos saltassem dos muros de oito metros que separam o hospital do mundo – o que não raramente vinha a acontecer, entre sangue e ossos expostos.

A diretora geral do lugar assegura que “providenciou todas as medidas possíveis para atender o paciente”, o que alegadamente inclui atendimento médico. Mas que atendimento médico seria este, prestado à iminência do rigor mortis – fenômeno comumente iniciado entre três e quatro horas do óbito? A mesma diretora afirma que o homem estava internado por esquizofrenia, ainda que as informações iniciais o apontassem como dependente químico. Independente das suspeitas levantadas por esse inaceitável desencontro de dados, a quem cabe a responsabilidade pela fatalidade? Verdadeiramente, cabe um pouco a cada um de nós. Nas palavras de Roberto Machado, Doutor em Filosofia pela Université Catholique de Louvain, “… [esse] grande enclausuramento é […] um fenômeno eminentemente moral, um instrumento de poder político que, laicizando a moral e a realizando em sua administração, não apenas exclui da sociedade aqueles que escapam às suas regras, mas de modo mais fundamental, cria, produz uma população homogênea, de características específicas, como resultado dos próprios critérios que institui e exerce” (1988, p. 64-65). Aos desavisados, este movimento alienista é silencioso, organizado, sistemático – em Maringá, tal ingerência conta inclusive com uma bandeira. Esta, que na calada da noite, o Hospital Psiquiátrico arvorou em suas grades, sem nem mesmo dar-se à dignidade de meia-haste.

Fiscalização para quem?

No calor da hora da tragédia de Santa Maria (RS), que ceifou a vida de mais de 200 jovens, o vereador Ulisses Maia (PP), presidente da Câmara de Maringá, se apressou em dizer que a fiscalização na cidade será mais rigorosa em casas de entretenimento. Estabelecimentos sem alvará e com condições de segurança inadequadas não serão tolerados.

Há alguns anos na cidade temos a atuação da Ação Integrada de Fiscalização Urbana (AIFU). Batidas policiais, com o devido acompanhamento de fiscais da Prefeitura, Conselho Tutelar e Bombeiros, são feitas regularmente em bares e lanchonetes. Via de regra, os localizados na periferia ou que possuem um público alternativo – rockeiros ou LGBT, por exemplo.

Pelo que se sabe, nenhuma casa noturna frequentada pelos filhos da elite maringaense enfrentaram o rigor da lei. Nem é preciso dar nome aos bois. Nos moldes da gaúcha Kiss, há baladas por aqui em que pessoas se espremem em ambientes superlotados sem saídas de emergência visíveis. A classe média cheirosa da província aguarda duas horas ou mais em filas, é tratada como gado, paga caro e, pior, parece que gosta.

Esperamos que a medida anunciada por Maia – que tem se mostrado mais democrático que o presidente da legislatura anterior – não seja seletiva. Em nome da segurança, e não do lucro de meia dúzia de empresários inescrupulosos, todos devem cumprir as leis de funcionamento. Lacrar as portas de botecos do copo sujo é fácil. Vamos ver se existe disposição para enfrentar a “máfia da noite”.

Fila para entrar em uma conhecida boate maringaense.

Fila para entrar em uma conhecida boate maringaense.

“Meu pói agradece”, afirmou Inri

O polêmico Inri Cristo, que se considera a reencarnação de Jesus, ficou muito contente com o projeto dos vereadores Luciano Brito (PSB) e Ulisses Maia (PP). A dupla pretende repassar R$ 50 mil dos cofres públicos em prol da realização da “Marcha para Jesus”, evento organizado pelos evangélicos. “O coração do meu pói (sic) enche de alegria quando somos lembrados por políticos tão generosos”, declarou Inri em entrevista para o blog.

Inri pretende visitar a cidade no dia da Marcha. Para agradecer o carinho dos maringaenses, prometeu utilizar os poderes divinos para resolver os problemas locais: “Falarei com meu pói (sic) e, Ele autorizando, vou multiplicar o número de vagas nas creches da cidade e também acabar com a fila de pessoas que aguardam por uma consulta médica”.

Vereadores destinam R$ 50 mil para evento religioso.

Vereadores destinam R$ 50 mil para evento religioso.

Indignação seletiva

Quando se cogitou a possibilidade de aumentar o número de cadeiras da Câmara de 15 para 21 vereadores – número considerado ideal para uma cidade com mais de 300 mil habitantes -, um movimento denominado “Sociedade Organizada” (representantes da indústria e comércio, setores religiosos e outros) aprontou o maior chilique.

Em nome da suposta economia de dinheiro público – tese facilmente desmentida, pois a porcentagem do repasse para a Câmara é o mesmo e independe da quantidade de edis -, investiram em vultuosas propagandas na tv, rádio e outdoors contrárias ao aumento. Também pagaram militantes para protestar na Câmara, devidamente uniformizados com camisetas pretas.

O interesse dos defensores da democracia na permanência das 15 cadeiras era óbvio: com menos vereadores, fica mais fácil aprovar os projetos de interesse da turma.

Com a mudança de governo (continuidade, na verdade), presenciamos o aumento excessivo de cargos de confiança na Prefeitura de Maringá. São aqueles contratados sem concurso público, apadrinhados politicamente. O apoio amplo ao candidato vitorioso, inclusive dos derrotados, obrigou o inchaço da máquina administrativa. Somente assim para acomodar a todos – ou quase.

O que isso representa em termos financeiros? R$ 33,3 milhões de reais a mais por ano. Dinheiro que poderia ser investido na valorização dos servidores de carreira ou na melhoria dos serviços públicos básicos.

A “Sociedade Organizada”, por enquanto, nada diz. Movimentos genéricos como o “Dia do Basta”, sem alvo definido, também não. Confirmam na prática que estão ao lado dos mandatários da cidade, e não do povo. Mas era de se esperar. Este blog e outros acusados de receberem o “mensalinho” da oposição já sabiam. A independência falaciosa dos combatentes da corrupção não resiste aos fatos.

Aumentar CCs pode, aumentar o número de vereadores não pode. Os interesses da "Sociedade Organizada" coincidem com quem manda na cidade.

Aumentar CCs pode, aumentar o número de vereadores não pode. A “Sociedade Organizada” se manifesta somente quando lhe é conveniente.

Blogs sujos criticam imaculado prefeito em troca de trinta dinheiros

A denúncia do secretário de Comunicação de Maringá e colunista do O Diário nas horas vagas (ou vice-versa) chocou a cidade. Meios de comunicação que se dizem independentes e críticos da administração municipal realizam esse trabalho sujo porque, vejam só, recebem uma bufunfa mensal. O “mensalinho” alimenta essa raça de seres subversivos que desejam a todo custo impedir o progresso da cidade.

Comunistas travestidos de blogueiros, jornalecos baratos distribuídos em época eleitoral, o partido dos mensaleiros, ateus e satanistas estão mancomunados com um único objetivo: destruir a inatacável família que detém o poder político da cidade.

O atual prefeito, homem de sucesso e rico graças à predestinação divina, foi indicado a dedo pela família abençoada para continuar promovendo o bem-estar social da população. Alguém temente a Deus não pode fazer o mal.

Os argumentos dos blogueiros sujos são delirantes. De maneira orquestrada, atacam o aumento excessivo do número de cargos de confiança da Prefeitura. A cidade cresceu, fato! Precisa de mais quadros qualificados para administrar. Uma benção que tais profissionais capacitados apoiaram o candidato vitorioso e estão sendo agraciados com um lugar na gestão pública.

Outras críticas dos azedos já foram exaustivamente discutidas e nem merecem menção. A especulação imobiliária, por exemplo, que graças a Deus existe na cidade. Cidadãos honestos que compram seus terrenos devido ao suor do trabalho são beneficiados com a valorização crescente.

A cidade vai bem, obrigado. Muitos prédios bonitos, carros convivendo em harmonia com os pedestres, comércio próspero e políticas públicas adequadas para os menos favorecidos. Pobreza é algo raro por aqui, mas os que possuem poucas posses não podem reclamar. Gozam de bom atendimento nos serviços essenciais e da benevolência dos governantes locais.

Maringá é terra de gente trabalhadora. Empresários e empregados andam de mãos dadas e, juntos, alavancam a economia da região com o auxílio das grandiosas associações comerciais e empresariais.

Estamos solidários com o prefeito. Ataques contra a sua honra são inadmissíveis. Questionamentos sobre o modo de governar do grupo político da família de passado ilibado são intoleráveis. Se o povo o escolheu, é porque sobra competência. Aos “anti”, resta a inveja e o rancor. E o dinheiro do “mensalinho”, claro. Insistimos na pergunta: QUEM PAGA? QUEM?

QUEREMOS A FOICE E O MARTELO DO PERIGO VERMELHO LONGE DE MARINGÁ. DENUNCIE OS BLOGS SUJOS!

STALINISTAS ESTÃO A SOLTA NA CIDADE. QUEREMOS A FOICE E O MARTELO DO PERIGO VERMELHO LONGE DE MARINGÁ. DENUNCIE OS BLOGUEIROS SUJOS QUE EM TROCA DE TRINTA DINHEIROS JOGAM PEDRAS NO PREFEITO E ALIADOS.

Restaurante Popular é para o povo!

Silvio e Pupin deram mais uma banana para o povo de Maringá: o preço da refeição no Restaurante Popular aumentará de R$1,50 para R$2,00. O Restaurante, mantido em parceria entre a Prefeitura, governo estadual e governo federal, tem como público prioritário os trabalhadores de baixa renda. Deve, portanto, prezar pelo preço baixo. Não é o que pensam os administradores de Maringá.

Diante do aumento abusivo, um ato popular foi realizado hoje durante o almoço. Manifestantes recolheram assinaturas e conversaram com os frequentadores do estabelecimento. O abaixo assinado será encaminhado aos vereadores para que tomem providências e revoguem o aumento.

O blog apóia a iniciativa e parabeniza os organizadores do ato. Já que a tal da mudança continua, não vamos nos calar. Maringá merece coisa melhor que um prefeito assim.

Tragédia no Parque

Retirado do Facebook:

“Domingo, dia 04 de novembro, aproximadamente 14h, no Parque do Ingá, na cidade de Maringá, eu, meu namorado e minha mãe passeando pelo parque.
Quando avistamos este sujeito pulando no lago. O desespero já veio a tona, até que um
outro sujeito gritou: “NOSSA, PERDI 100 REAIS, ELE CONSEGUIU”. Ou seja, apostaram e se conseguisse chegar do outro lado, ganharia R$100,00.

Logo, nós três fomos a procura de guardas, haja vista que outras já haviam ligado para o corpo de bombeiros.
Infelizmente conseguimos achar um guarda, SOMENTE, correndo para levar o caminhão dos bombeiros até o local, e outro logo na entrada no parque.
OU SEJA, em pleno domingo, muitas pessoas passeando com suas famílias, DOIS GUARDAS para cuidar de uma parque de 47,3 hectares(*).
Às 14h30 ainda não haviam achado o corpo do cidadão.
E ai “excelentíssima” prefeitura, e seus devidos representantes, como ficará a situação do nosso Parque, depois de aproximadamente 2 anos de reforma(**), com uma tremenda falta de segurança?
É galera, vamos compartilhar este fato lamentável que ocorreu ainda a pouco, na nossa linda cidade canção.
REVOLTANTE, Não?”

The Cartoon

13º episódio da 9º temporada do seriado Seinfeld. Foi ao ar dia 29 de janeiro de 1998.

Neste episódio, Elaine tenta entender uma charge da revista The New Yorker. Primeiro ela pergunta para Jerry e George se eles entendem a charge, e ambos dizem que não, então ela vai até o escritório da revista pedir um explicação de qual é a graça da charge e descobre que o editor da revista também não entende a charge, na verdade, só a publicou porque achou o gato desenhado bonitinho.

Percebam que se trocarmos a revista The New Yorker pelo jornal O Diário, a critica é a mesma, a única diferença é que o Edu Mazzer não faz desenhos bonitinhos.

Noite de sábado

Gustavo T.

Relato da Nipo e de uma noite quente em Maringá: estavam lá em campanha (pois candidato está em campanha até dormindo) Luiz Modesto, Ulisses Maia, Osmar Mura e, representando o PP, a entidade Ricardo Barros-Cida Borghetti; acabou a energia no meio do jantar e a Acema ficou às escuras (esses smartphones têm lanternas potentes), por isso Rodrigo C., Marcela e eu não conseguimos ver o Joe Hirata, o Nikkei Sorriso, cujo show atrasou; a feira tinha, além de oportunidades imobiliárias e automóveis, bugigangas orientais e touquinhas do Angry Birds e do Pokémon, para delírio dos otakus. No festival, transpira-se dinheiro: paga-se para entrar, para ganhar brindes dos expositores — até colégio com palhaços — é preciso deixar seus dados pessoais e preferências de consumo e o yakisoba custa 25 reais, mas dá pra dois e é beneficente. As TVs de Maringá também estavam lá e, acho, vimos o Luiz Fabretti andando de quimono e algumas obatians em sua cadeiras de rodas, esquecidas pelos cantos