Na era da informação a burrice dando as carta

No domingo, dia 17, enquanto acompanhava o golpe, me chamou a atenção algumas páginas que usam o nome da cidade compartilhadas por amigos e familiares. Lembrei então do final de 2008 – quando o blog nasceu – de modo geral, sempre tivemos preocupação em produzir conteúdo interessante e com informação correta. Na época, o Orkut ainda era a rede social dominante, as pessoas usavam blog para se expressar e o alcance era bem diferente.

Hoje, qualquer página no Facebook tem um alcance significativo sem muito esforço, basta impulsioná-la por uns 20 reais e a mágica acontece. Com isso, muita bosta é compartilhada. Notícias falsas, textos/imagens com conteúdo racista, machista e homofóbico.

Com certeza é bom que as pessoas tenham liberdade para publicar suas opiniões, informações ou fotos de gatos, mas não adianta se ela for utilizada para compartilhar conteúdo que desinforma, propaga discurso de ódio ou exalta torturador. Isso é burrice ou má-fé. Nesse contexto, também é culpado quem curte e compartilha essas páginas. Analisar, julgar e discernir todo conteúdo que nos é oferecido é fundamental. A maioria das notícias falsas são facilmente negadas com uma busca simples no Google. E se não tem certeza se algo é real ou o que significa, não compartilhe. Tão simples quanto.

Por fim, deixo pra vocês uma música do Emicida, de quem tirei o título do post.

Salve quebrada, século XXI chegamos, mas quem diria?
Na era da informação a burrice dando as carta, a ignorância dando as carta
Vamo buscar se informar, mano
Calma o jogo, entender o que tá acontecendo ao nosso redor, tá ligado, mano?
Unido a gente fica em pé, nunca se esqueça disso, entendeu?
A rua é nóiz!

 

Nome de rua

Projeto de lei do vereador Mário Verri, com o apoio fundamental de Carlos Emar Mariucci, eternizou o nome do meu avô Adolpho – falecido em 2010 – em uma rua da cidade. Quem pensa que nomear ruas é algo inútil está muito enganado. Além de uma justa homenagem aos pioneiros, facilita a vida da população para encontrar os endereços.

ruaadolpho

crédito: Cris C.

Tragédia no Parque

Retirado do Facebook:

“Domingo, dia 04 de novembro, aproximadamente 14h, no Parque do Ingá, na cidade de Maringá, eu, meu namorado e minha mãe passeando pelo parque.
Quando avistamos este sujeito pulando no lago. O desespero já veio a tona, até que um
outro sujeito gritou: “NOSSA, PERDI 100 REAIS, ELE CONSEGUIU”. Ou seja, apostaram e se conseguisse chegar do outro lado, ganharia R$100,00.

Logo, nós três fomos a procura de guardas, haja vista que outras já haviam ligado para o corpo de bombeiros.
Infelizmente conseguimos achar um guarda, SOMENTE, correndo para levar o caminhão dos bombeiros até o local, e outro logo na entrada no parque.
OU SEJA, em pleno domingo, muitas pessoas passeando com suas famílias, DOIS GUARDAS para cuidar de uma parque de 47,3 hectares(*).
Às 14h30 ainda não haviam achado o corpo do cidadão.
E ai “excelentíssima” prefeitura, e seus devidos representantes, como ficará a situação do nosso Parque, depois de aproximadamente 2 anos de reforma(**), com uma tremenda falta de segurança?
É galera, vamos compartilhar este fato lamentável que ocorreu ainda a pouco, na nossa linda cidade canção.
REVOLTANTE, Não?”

The Cartoon

13º episódio da 9º temporada do seriado Seinfeld. Foi ao ar dia 29 de janeiro de 1998.

Neste episódio, Elaine tenta entender uma charge da revista The New Yorker. Primeiro ela pergunta para Jerry e George se eles entendem a charge, e ambos dizem que não, então ela vai até o escritório da revista pedir um explicação de qual é a graça da charge e descobre que o editor da revista também não entende a charge, na verdade, só a publicou porque achou o gato desenhado bonitinho.

Percebam que se trocarmos a revista The New Yorker pelo jornal O Diário, a critica é a mesma, a única diferença é que o Edu Mazzer não faz desenhos bonitinhos.

Ismael Santos na Terra Santa

Eis Ismael Santos no Monte das Oliveiras, de óculos escuros e cabelos cuidadosamente penteados para trás. A pose é sóbria e o traje é elegante. Ao fundo, a cidade de Jerusalém; inadvertidamente (ou não) Ismael Santos tampou o Domo da Rocha, lugar sagrado para os muçulmanos. "Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras. E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava" -- João 8:1-2 // Foto: acervo pessoal

Ismael Santos na Terra Santa

Eis Ismael Santos no Monte Sinai, lugar em que Moisés recebeu do próprio Senhor as Tábuas da Lei, respeitadas por todo cristão e reproduzidas em Maringá em frente à agência central dos Correios. "Face a face o Senhor falou conosco no monte, do meio do fogo." -- Deuteronômio 5:4 // Foto: acervo pessoal

Os Filhos de Jeca

Depoimentos tomados na própria Getúlio Vargas, na própria quadra do antigo Cine Maringá, de propriedade de Odwaldo Bueno Netto, avô de Ricardo e Silvio Barros, o último do gênero da cidade,  com Baianinho Engraxate — o único ainda ativo por aqui –, filho de Jeca (Tatu) e assumido fã de Mazzaropi, o fotógrafo Hiroaki Kimura, o aposentado Martins, Devanir Almenara — envolvido há pouco tempo atrás em um grande imbróglio político –, o doutor Waldir de Oliveira Coutinho e sua enfermeira Carmen. Eles relembram histórias divertidas dos cinemas de rua, desses que fizeram época. Carlos Maurício Sabbag, responsável pela programação do Cinesystem, contrapõe com os cinemas atuais, em shoppings, nessa nova era do consumo. Tudo pontuado com trechos do genial “Cinema Paradiso”.

Cabe aqui uma curiosidade que envolve o sr. Antonio Del Grossi, proprietário do Cine Horizonte, citado no vídeo, publicada no “A História em Conta-Gotas” de Osvaldo Reis (p. 57), na semana em que a Chita morreu.

Maringá também teve um Tarzan. O senhor Antônio Del Grossi, proprietário do Cine Horizonte – construído em madeira – fez um filme sobre o Rei das Selvas. O cenário (a África de cá): a mata onde é hoje o Parque do Ingá. O famoso meio de transporte do personagem, os cipós, eram cordas de sisal pintadas de verde, onde o Tarzan, interpretado por um sujeito magricela, com direito a grito e tudo, viajava de uma árvore a outra, fazendo a alegria dos espectadores. O curta-metragem era freqüentemente exibido no Cine Horizonte, o cinema de seu produtor e diretor, sempre com sala cheia. Do Tarzan, não se sabe o paradeiro. Seo Antônio já faleceu.

Publiquei este causo apenas para testar um novo blog em 2006 e foi visto pelo pessoal do Factorama, sempre rápidos no gatilho.

O curta-metragem tem roteiro assinado por Gabriela Petrucci, velha conhecida do extinto Fórum do Garotas que dizem Ni, produção de  Karina de Azevedo e Patrícia Adrian Emidio e direção de Fernanda Eda Paz Leite e Tamires Belluzzi Freitas, primeiranistas do curso de Comunicação e Multimeios da UEM que certamente nos contarão outras boas histórias até o fim da graduação.

Marly de moto

Agora, a mesma vereadora que há um tempo atrás propôs o toque de recolher para proteger os jovens baladeiros da criminalidade — e ao mesmo tempo impedir outros de ser a bandidagem madrugadeira –, sugere proibir os garupas nas motos, sob o mesmo pretexto de proteger a comunidade da criminalidade, mesmo que cerceando os direitos e as liberdades individuais. Por enquanto, a questão, longe de virar lei, já faz as pessoas pensarem como farão para levar a namorada no médico.

Rafa, que é meu cúmplice caronista e motoqueiro, deve estar estarrecido.

Então achamos no YouTube o comentário do Dâniel Fraga — que crê no fracasso do Estado em todas instâncias e aproveita o episódio para fazer críticas partidárias infundadas — sobre o projeto de lei do deputado Jooji Hato, de São Paulo, que propôs a mesma restrição (não vale a pena ver todo, apenas pule o vídeo e veja a citação abaixo):

“Daqui a pouco, alguém vai ter a brilhante ideia de que as pessoas não podem sair à noite pra coibir o crime, pra evitar a criminalidade”. Rá.

Como a mente humana é linda.

Pelo direito de levar nossas namoradas na garupa