Salamanders e Bewild (2)

Fotos da noite de sábado com muito rock e pão com ovo no Trip Music.

A banda Bewild fez o primeiro show:

Em seguida, foi a vez do Salamanders tomar conta do palco, destilando arrogância e nojentice para o público presente:


O Fã Clube Salamanders com os tradicionais trajes imundos:

O ápice da noite: PÃO COM OVO!

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Salamanders e Bewild

Sábado de rock´n rool total no Trip Music Bar!

Os nojentos e arrogantes da banda Salamanders convidam todos a apreciarem mais uma noite de barulheira extrema. Compareçam vestidos com os trajes Salamanders, ou seja, da mais forma mais rude e grotesca possível.

Resenha: show do Megadeth

Giovani Poppi (Steve) *

Megadeth – Credicard Hall (São Paulo/SP) 24 de Abril de 2010.

O Credicard Hall, nesse sábado dia 24 de abril de 2010, recepcionou em seu palco a maior banda de thrash metal do Mundo, chamada MEGADETH. O público estimado em 6.500 pessoas lotou as dependências para assistir um show histórico, onde o álbum Rust In Peace (maior álbum da banda, e um dos álbuns mais clássicos da história do Metal) seria executado na ÍNTEGRA.

São Paulo ajudou em muito com o seu clima, pois estava um dia nublado, onde aquele  sol matador não teve espaço (quem já foi em shows sabe como é esperar 7, 8 horas na fila debaixo de um sol forte) e esperar na fila não foi um trabalho tão árduo. Na fila, como sempre, muita conversa sobre a banda em si, sobre shows passados de Heavy Metal e shows que ainda estão por vir, e um aquecimento para o espetáculo, pois o carro da KISS FM estava estacionado dentro do Credicard Hall tocando os maiores clássicos da banda com um som extremamente potente.

Como de praxe, o Credicard Hall abriu as suas portas uma hora e meia antes do show, que estava marcado para se iniciar às 22 horas. O Credicard Hall, local do show, dispensa comentários. Excelente estrutura, ótima acústica e uma bela arquitetura que a faz uma das melhores casas de shows da América Latina.

Exatamente 22:05 (5 minutos de atraso), todas as luzes se apagam, e começa a introdução do show, com um discurso (O Megadeth é uma banda na qual sua composições são extremamente políticas e críticas) e de fundo do discurso a melodia da música Black Sabbath, que é de autoria da banda Black Sabbath, os criadores do gênero.

O público já estava 100% ensandecido, quando o baterista Shawn Drover, o primeiro a entrar no palco, acena para toda a platéia, que responde com uma gritaria ensurdecedora. Logo na seqüência, o guitarrista Chris Broderick adentra ao palco e o público da mesma forma o saúda com muitos gritos. Depois o baixista (e também membro fundador da banda que depois de se ausentar do Megadeth por 8 anos e retornando em 2010 para a banda novamente) David Ellefson dá as caras e é recepcionado insanamente pela platéia, e por último a alma da banda, o fundador e compositor  Dave Mustaine aparece, e o público quase faz as estruturas do Credicard Hall virem abaixo.

Iniciam o show com a sequência das duas primeiras músicas do seu novo e belíssimo álbum “Endgame”: “Dialectic Chaos” e “This Day We Fight!”. Foi apenas um aquecimento para o próximo tapa na orelha que eles mandaram, um dos maiores clássicos da banda, a maravilhosa “In My Darkest Hour”, onde o público cantou em uma altura extremamente alta os belos versos dessa canção de 1987 que faz parte do disco “So Far, So Good… So What!”.

Em seguida, sem falarem nada, mandaram uma sequência de duas músicas do álbum “Countdown To Extinction” de 1992: “Sweating Bullets” e “Skin O’  My Teeth”, que deixaram os verdadeiros fãs em transe e sem acreditar naquilo que estavam vendo, pois o grande ápice do show estava por vir, que como já foi dito era a execução na íntegra do álbum mais clássico da banda – “Rust In Peace” (1990) – em comemoração aos seus 20 anos.

E o momento mais esperado da noite chega! Os integrantes, após executarem “Skin O’ My Teeth”, saem do palco, e depois apenas Dave Mustaine, ovacionado pela platéia, retorna para pela primeira vez no show agradecer ao público. Ele recolhe duas bandeiras do Brasil jogadas ao palco e as coloca ao lado da bateria.

A execução das músicas foram de acordo com a ordem do CD e sem pausa para nada. Começaram pela insana “Holy Wars…The Punishment Due”, seguida de “Hangar 18” que realmente abalaram as estruturas do local. Na sequência “Take No Prisioners”, “Five Magics”, “Poison Was The Cure”, “Lucretia”, “Tornado Of Souls” , depois o baixista David Ellefson deu um show em “Dawn Patrol” e encerraram a execução do álbum com a música “Rust In Peace… Polaris”. Os fãs que tinham presenciado esse momento histórico estavam em estado de choque. Não tinha caído a ficha ainda que eles tinham visto aquela obra prima, que não se difere de nenhum quadro e nenhuma outra obra cultural clássica.

A banda sai do palco e retorna para mais músicas, agora abrangendo vários outros álbuns da banda. Retonaram ao palco e mandaram “Trust”, do álbum Cripting Writings  de 1997, onde a platéia cantou em alto e bom som toda a melodia bem como a letra da música, que foi seguida de duas músicas do novo cd Endgame: a paulada na cara “Head Crusher” e “The Right To Go Insane”, que mataram a sede de uns e a curiosidade de outros. Depois a banda executou o clássico “She-Wolf”, do já citado album de 1997 Cripting Writings, e  “Symphony Of Destruction”, uma das músicas mais bem sucedidas comercialmente falando.

A banda deixa o palco para retornar em seu último bis, com uma das mais belas baladas do metal, chamada “A Tout Le Monde”, levando boa parte do público às lágrimas, e na sequência, para finalizar esse maravilhoso espetáulo musical, tocaram um dos maiores clássicos da banda e música título do álbum Peace Sells de 1986: “Peace Sells”. O show  chega ao fim, e as 6.500 pessoas que LOTARAM o Credicard Hall só tinham uma coisa para falar em relação ao espetáculo…. “Magnífico!”. Um show que realmente valeu cada centavo do ingresso pago e cada minuto de espera na fila.

Realmente, a noite do dia 24 de Abril de 2010 vai ficar marcada na memória dos fãs dessa incrível banda, onde provaram que o Heavy Metal ainda está por cima e que você pode ver OBRA DE ARTE em casas de shows. Pessoalmente falando, o Megadeth é uma banda que faz parte da minha vida desde a infância e realmente será difícil eu ver algum show de thrash metal que chegue perto desse. Foram mais de 2 horas de clássicos e porrada na orelha que fazem do Megadeth um dos maiores ícones do Heavy Metal!

O Set List:

1. Intro – Dialectic Chaos (Endgame / 2009)

2. This Day We Fight! (Endgame / 2009)

3. In My Darkest Hour (So Far, So Good… So What! / 1988)

4. Sweating Bullets (Countdown To Extinction / 1992)

5. Skin O’ My Teeth (Countdown To Extinction / 1992)

6. Holy Wars…The Punishment Due (Rust In Peace / 1990)

7. Hangar 18 (Rust In Peace / 1990)

8. Take No Prisoners (Rust In Peace / 1990)

9. Five Magics (Rust In Peace / 1990)

10. Poison Was The Cure (Rust In Peace / 1990)

11. Lucretia (Rust In Peace / 1990)

12. Tornado Of Souls (Rust In Peace / 1990)

13. Dawn Patrol (Rust In Peace / 1990)

14. Rust In Peace… Polaris (Rust In Peace / 1990)

15. Trust (Cripting Writings / 1997)

16. Head Crusher (Endgame / 2009)

17. The Right To Go Insane (Endgame / 2009)

18. She-Wolf (Cripting Writings / 1997)

19. Symphony Of Destruction (Countdown To Extinction / 1992)

Bis

20. A Tout Le Monde (Youthanasia / 1994)

21. Peace Sells (Peace Sells… But Who’s Buying? / 1986)

22. Holy Wars – Reprise

Fotos: G1

*Steve, historiador e praticamente um metaleiro, é baixista da banda maringaense Salamanders.

Maringá Entubada

Estou numa vibe Tinoco. Adoro esse homem — admiro o jeito sincero, até ingênuo, de suas atitudes e de sua fala. Beirando quase nove décadas de vida, ele nunca tentou disfarçar seu sotaque caipira e os erros de português. Se fosse hoje, minha redação daquele vestibular seria sobre ele. Baita capacidade interpessoal!

Aqui, ele revela a Jany Lima como perdeu Emília para uma dor de barriga.

Maringá Entubada

Este vídeo contém algumas imagens totalmente aleatórias. O que protagoniza o vídeo é a música! De autoria de Álvares de Azevedo, “Meu sonho” é um dos meus poemas preferidos. Eis que Fabiano Fontes, conhecido professor de Literatura da região (colega do Nailor Jr.), gravou esta versão que é muito famosa entre seus alunos e ex-alunos. Gustavo T era fã numero um! hehe!

Putrefação Cadavérica

Putrefação Cadavérica é uma banda maringaense death metal/goregrind formada por Juba, Juarez, Robson e Fernando Trento. Gente! Que nome é esse! O que a vereadora Marly vai achar disso!

* Começo a achar que Caifás tem razão. E por que uma banheira com uma cortininha!

* Tô pensando em montar uma banda e chamá-la Cocô Humano.

Paralamas: aquecimento

Novembro de 2006. No começo daquele mês, eu me vi em dificuldades para encontrar companhia para ir ao show dos Paralamas, no dia 14, véspera de feriado. Isto porque César Menotti e Fabiano fariam show no mesmo local no dia 17, e os jovens maringaenses estavam guardando dinheiro e energia para o que achavam mais interessante. Hoje, onde estão aqueles dois?

Não era apenas um show dos Paralamas. Significava também a volta da banda à cidade depois de muitos anos. E, mais ainda, o primeiro e único Maringá Fest Music, cuja única referência é esta. Comprei os ingressos na Osmoze da Brasil com a Herval (eles tocaram Paralamas naquela loja durante toda a semana). Resolvi que iria com meu tio, um quase quarentão, na época. Foi divertido! No “esquenta” no Bar do Galo, na Tuiuti, ele contava como ouvia Paralamas e correlatos nos tempos do quartel, em 1986. De lá, fomos a pé até o Parque de Exposições. Lembro que alguém de bicicleta aproximou-se de nós e eu já esperava ser assaltado, mas ele só queria saber as horas ou algo assim.

Chegamos a tempo de pegar o começo do festival. Havia dois palcos. No menor,  estava a banda Os Mariachis tocando coisas como Armandinho (outro grande petardo da época!), O Rappa, Eminem, Bezerra da Silva e White Stripes — eclético, para dizer o mínimo. Subiu ao palco, então, a banda Lobex, que tocou Detonautas e Jota Quest. O vocalista, Robertson Quemelo, anunciando os Paralamas, derreteu-se em elogios a Herbert Vianna — “Vem aí um dos maiores músicas do Brasil!” — e arriscou cantar um trechinho de “Você”, que é uma música do Tim Maia, mas valeu a tentativa. O Pavilhão não estava lotado — dava até para ficar sentado no chão e tomar uma Colônia quente. Alguns agentes do Conselho Tutelar andavam pelo recinto à procura de menores de idade desacompanhados. Deviam fazer vista grossa, porque vi várias pessoas que eu sabia que não tinham nem 16 anos aloprando no show.

Apesar do atraso do início do Festival, os Paralamas subiram ao palco principal à meia-noite, no horário previsto. Abriram com “2A”, e, por cerca de duas horas, encantaram a plateia com o repertório que incluía seus grandes sucessos e algumas músicas do Hoje. Lembro que o Pavilhão quase veio abaixo quando eles tocaram aquelas mais começo de carreira, como “Meu Erro”, “Ska” e “Óculos”. Foi ótimo! Herbert tocou também “Por que não eu?”. Corria o boato de que Leoni — que fizera um show no Teatro Marista naquela noite — faria uma participação especial, o que infelizmente não aconteceu.

Voltando ao segundo palco, ainda apresentaram-se as bandas Os Generais (“Os Gerenais”,  segundo Lobex) e Dalle Madre. Mas, objetivo cumprido – ver os Paralamas -, fui embora antes mesmo que a Fender autografada pelo Herbert fosse sorteada (eu não estava concorrendo, mesmo). Meu tio, já bem alto, lamentava o acidente de Herbert e botava reparado nas pernas do vocalista, coisa que certamente você também fará esta noite. Um bom show!

* Eu ainda veria mais um show do Paralamas e perderia outros três, incluindo o de hoje.

* Tempos depois deste show, tive um sonho no qual andava em um cadillac conversível com os três — Herbert, Barone e Bi — ali na praça Manoel Ribas.

* Fiz uma resenha do Hoje naquela época. Recentemente, o álbum encontrou na lista dos 45 piores discos nacionais.

* O Felipe B. é a cara do Bi Ribeiro, que também se chama Felipe! Talvez seja seu filho perdido.

Paralamas: aquecimento

Perdoem o post enorme, mas isto — que está há anos guardado — deve ser compartilhado. Trata-se da cobertura feita pelo Click do Gato no último show dos Paralamas do Sucesso em Maringá, em novembro de 2006. Alguns convidados puderam conversar com os integrantes da banda no camarim. Não foi o meu caso.

* Sou eu ou as fotos não são lá muito boas? Depois de um bom tempo, reparo nisso.

* Por que proibir fotos no show de hoje à noite?

Paralamas: aquecimento

No ano passado, Os Paralamas do Sucesso lançou seu 12º álbum de estúdio, intitulado “Brasil Afora”. Diferente de seu antecessor, o disco “Hoje”, que teve um som mais pesado e introspectivo. “Brasil Afora” marca o reencontro da banda com suas origens. Com uma sonoridade mais alegre e a mistura de reggae, pop, rock e ska que marcou a banda e fez dela uma das mais importantes das décadas de 80 e 90. Por isso, mesmo “Brasil Afora” estando aquém, deixa a esperança de que aos poucos eles vão entrando nos eixos.Faixa a faixa:

Meu Sonho: sopros abrem a música em uma vibe “Do Leme ao Pontal” do Tim Maia.

Sem Mais Adeus: primeira participação do Carlinhos Brown no disco. Letras e vocais.

A Lhe Esperar: assinada pelo ex-Titãs Arnaldo Antunes e pelo produtor Liminha. Foi escolhida para ser a música de trabalho.

El Amor (El Amor Después Del Amor): versão para uma música do Fito Paez. Não gostei!

Quanto ao Tempo: Carlinhos brown again!

Aposte em Mim: um pouco repetitiva, mas boa.

Mormaço: Zé Ramalho divide os vocais com o Herbert na melhor música do disco.

Taubaté ou Santos: skateaboard vim de Santos. Tcharrolladrão!

Brasil Afora: faixa título. Tem a cara da banda.

Tempero Zen: música curta que dá um pouco de sono.

Tão Bela: guitarras nervosas pra acordar.

O palhaço: não está disponível no CD, apenas para download.

“Sagaz!”, dos Bandidos Molhados

Saiu o novo EP (muito bom!) dos Bandidos Molhados — o nome da banda é uma ótima referência a “Esqueceram de Mim”. Pode ser ouvido no MySpace. Surf music de primeira.

* Eu adorei a capa.

(via Emar)

Maringá Entubada

O Emar sempre coloca uma música para começar bem o dia.

Há certas músicas que são para começar bem a semana. Conheça Fredy Chavez, em versão da versão do Sonora Matancera para “Maringá”, la pastora mas hermosa que murió de tanto amar:

Show do Blaze Bayley

No último dia 7, o músico internacional (chique demais essa cidade em), Blaze Bayley, fez um show com fins lucrativos no teatro Barracão de Maringá. Nossos últimos posts sobre ele foram muito bem humorados e entramos na velha briga dos fãs do Iron Maiden para descobrir qual dos três vocalistas que já passaram pela banda é o melhor. O que importa é que o Blaze é um dos melhores vocalistas de Heavy Metal que eu já vi. Com uma presença de palco muito boa e uma voz potente, aqueles que se arriscaram e foram assistir o show não saíram arrependidos (nem todos).

Confiram três vídeos do último show by Ulisses Mateus: