Dona Winifred no metrô

Encontrei o “Quando o amor transpõe o oceano”, livro de memórias da sra. Winifred Ethel Netto, mãe de Dona Bárbara e avó de Silvio e Ricardo Barros, em uma daquelas máquinas do metrô de São Paulo. Era vendido a 4 reais na Estação Consolação em meio a clássicos como “O Menino Maluquinho”, “A Arte da Guerra”, “O Cortiço”, “O Alienista” e “Lucíola”.

Da primeira edição, com tiragem de 2000 exemplares (dos quais guardo um autografado), até a edição que circula no metrô, de 2009, passaram 12 anos. 35 mil exemplares com patrocínio da Oi e da Lei Rouanet circulam por São Paulo. A estranheza passou quando soube que o dono da 24×7, empresa que cuida das máquinas, é de Fábio Bueno Netto, filho de Peter — que fundou a Taxi Aéreo de Maringá — e neto de Winifred e Odwaldo Bueno Netto. Fábio já foi tema de reportagem na Época Negócios e no Diplô, entre outros periódicos; também assina o posfácio do livro da avó, falecida em 2007.

Por falar nisso, hoje (31/10), é aniversário de Fábio.

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Blogueira de odiario.com lança livro

Lu Oliveira, nossa colega de blogosfera, convida todos para o lançamento do seu livro “Primeira Impressão”, nesta sexta-feira (17), às 19h30, na Livraria Espaço Maringá Park. Segundo a autora, a obra contém “crônicas que retratam o cotidiano sob um olhar simples, sensível, crítico, bem-humorado e saudosista”.

 

"O cisne negro de Maringá", de Alfredo Fressia

Quando o escritor montevideano Alfredo Fressia esteve em Maringá, há alguns anos, ele escreveu uma crônica sobre nossa cidade.

Ela foi recentemente publicada no Uruguai no livro Ciudad de papel: crónicas en movimiento (Ediciones Trilce, 2009).

Vicente Molina Foix, no El País — do qual Fressia é colaborador — de 25 de setembro último, considerou o Uruguai como o país “que más escritores buenos ha producido por metro cuadrado en todo el mundo”.

Apesar de uruguaio, Fressia está radicado na cidade de São Paulo desde 1976. Questionei-o sobre a possibilidade de conseguir um exemplar autografado, dado que se trata de um livro raríssimo no Brasil. Em bom português, ele respondeu que o melhor seria contatar o professor Adalberto de Oliveira Souza, do Departamento de Letras da UEM, que tinha um exemplar. Adalberto disse: “Eu tenho o livro e posso tirar xérox para ele. Mas não é o que ele quer. Ele quer um exemplar autografado. Só você autografar a cópia”.

Fressia, ótimo, rebateu: “O Gustavo quer um exemplar autografado? Acontece que eu não tenho exemplares comigo. O jeito é o xerox mesmo, vcs podem encadernar o xerox, fica bem bonito. Abraço!”.

Virei fã.

A crônica foi traduzida pelo professor Adalberto para publicação em algum jornal maringaense, o que não aconteceu.

A conferência que Fressia fez sobre Baudelaire, motivo da visita à cidade, está publicada no livro Entre as barreiras e o ilimitado (Arte & Ciências, 2010), organizado pelo prof. Adalberto, que pode ser comprado na livraria da Eduem ou na secretaria do Mestrado em Letras da UEM.

Leia a crônica em espanhol
Leia a crônica em português

Semana do livro

Começa hoje e vai até sexta-feira a IV Semana do Livro: “Amor pela leitura” organizada pela Editora da Universidade Estadual de Maringá (Eduem). Ao todo a Eduem irá comercializar 120 títulos diferentes com valor a partir de R$ 5,00 e com qualquer lançamento custando a metade do preço.

O ponto de venda fica ao lado do Restaurante Universitário e o atendimento é das 8h30 às 21h30.

fonte: www.uem.br

Stand up maringaense (6)

Nic e Pedro, do Maringá, Esta História é Nossa, estão surpreendidos por saber que o auditório Joubert de Carvalho voltará a ser utilizado — e em um show de humor.

* O piano atualmente está Museu Hélenton Borba Cortes, no Teatro Calil Haddad.

Blog de empreendedorismo

Durante o ensino médio, na escola em cima do shopping, eu e Gustavo T. tivemos aula com Beto Mansur. Beto sempre chamou nossa atenção por dar uma abordagem irreverente à sociologia e, principalmente por falar muito de empreendedorismo. Graças a ele, escolhi a ciência econômica como minha graduação. Semana passada, encontrei o blog do professor Mansur. Nele você encontra textos dele sobre emrpeendedorismo e fica por dentro de como funciona o mundo dos negócios.

Acesse: http://betomansur.zip.net

Sede da UMES

Hoje a sede da UMES (M. Uainerrauz já passou uma noite lá) foi lavada com água e sabão — num ato mais simbólico do que propriamente “faxinal”, pois uma quiboa cumpriria melhor o serviço. De qualquer forma, é uma iniciativa para se aplaudir, a favor da família maringaense, um marco que talvez renda bons frutos.

Coincidência, hoje chegou às minhas mãos o livro Maringá: Geografia Regional, datado de fevereiro de 1964, de autoria de Renato Bernardi e ilustrações de Nelson Poppi, uma delas retratando a sede da UMES. Achei que fosse um furo, mas JC Cecílio, Oséias Miranda e a própria UMES já colocaram a imagem na internet. Nenhum deles, entretanto, faz referência à obra.

Diz Renato Bernardi, em seu livro, aos estudantes: “Você não é sócio da União Maringaense de Estudantes Secundários? Pois bem, o terreno onde está se erguendo a majestosa sede da UMES foi gentil doação da Companhia [Melhoramentos Norte do Paraná]”. Ele continua, páginas adiante: “Para congregar e defender os estudantes e seus interesses, foi fundada, em junho de 1958, uma associação de alunos de ensino médio: a União Maringaense de Estudantes Secundários. Sua fundação se deveu a um grupo de jovens entusiastas e idealistas. Possui uma bela sede, construída em parte, na Avenida Cerro Azul. A parte pronta da sede onde funciona o restaurante estudantil e a sala de expediente pode ser vista no desenho da figura nº 13”:

Fachada da sede da UMES por Nelson Poppi, em 1964

Por fim, o autor nos fala: “A Casa do Estudante Secundarista de Maringá (CESM), órgão dependente da UMES, mantém um restaurante para 100 estudantes a preços razoáveis, contando, para isso, com o auxílio municipal, em pequena quantidade e, copiosamente, com a coragem e o idealismo que sempre caracterizaram as iniciativas estudantis”.

Interessante que Rigon lembra que o professor Renato Bernardi às vezes comia no bandejão.

Dos erros

Acho divertido abrir o jornal pela manhã e ver algo desse quilate:

Erros

Acho que sou mesmo muito chato quanto a erros de português, mas convenhamos que não é muito difícil fazer uma revisão no texto antes de mandar para a impressão. Seu Madruga faz escola!

Religiões que o mundo esqueceu

O Rigon noticiou no dia 15 de Abril e saiu só esta semana no Jornal da Unicamp (aqui, em PDF). O livro Religiões que o Mundo Esqueceu será lançado hoje, às 18h, em São Paulo. O segundo capítulo, sobre os sumérios, é de autoria do professor maringaense Luiz Alexandre Solano Rossi.

Boletim de Geografia

Encontrei, na Unicamp, seis edições em bom estado do Boletim de Geografia da UEM. São os exemplares de janeiro de 1984 (ano 2, #2), janeiro de 1985 (ano 3, #3), janeiro de 1986 (ano 4, #1), março de 1987 (ano 5, #1), junho de 1988 (ano 6, #1) e setembro de 1989 (ano 7, #1). Fizeram parte de seu conselho consultivo, entre outros, os grandes Antonio Christofoletti e Manuel Correia de Andrade. Em breve, poderei colocar aqui o índice dos boletins.

Curiosidade: durante o período da publicação destas edições, a UEM teve dois reitores: Paulo Roberto Pereira de Souza e Fernando Ponte de Sousa.

Memorable Quotes

No Brasil as coisas são assim, infelizmente. Um político não quer terminar o que o outro começou. Não respeitam o dinheiro público. — Winifred Ethel Netto, avó de Silvio e Ricardo Barros, em seu livro Quando o Amor Transpõe o Oceano (vendido nos sebos da cidade a 1 real).

Veja

Amada ou odiada, a Veja é a principal revista semanal do país. Desde o final do ano passado, seu site disponibiliza as edições integrais da revista em formato digitalizado. Algumas passagens:

… Maringá é a cidade mais segura do país
Os índices de criminalidade de Maringá (…) são comparáveis aos de Amsterdã (…). Sua taxa de homicídios é de 7,9 para cada 100 000 pessoas. No resto do país, alcança 35,5. A cidade venceu o crime ao criar um canal permanente de comunicação entre a polícia e a sociedade (…).23 de julho de 2008

… eles odeiam o Odílio
Disse Tiririca: “Quando eu gosto, eu gosto, mas, quando eu Odílio, eu Odílio”. A Veja não economizou acusações a Odílio Balbinotti, então indicado ao cargo de ministro da Agricultura: a empresa de Odílio teria forjado um pedido de empréstimo de 1,7 milhão de reais em nome de treze parentes e funcionário (…). A sensação é que Odílio deixa um cheiro estranho por onde passa. A Embrapa (…) já acusou o futuro ministro de ter se apropriado indevidamente de um trabalho de pesquisa da companhia (…). O deputado também presidiu um time de futebol, o Grêmio Maringá. Não conquistou nenhum título, mas responde a seis processos por ter deixado de recolher o INSS de funcionários e jogadores. Milionário, Balbinotti é o segundo deputado mais rico do Congresso, com um patrimônio declarado de 123 milhões de reais. Ele ainda é acusado de ter desviado 91.000 reais dos cofres públicos da prefeitura de Maringá (…). 21 de março de 2007

… Diogo Mainardi sabe que Maringá existe
Diogo Mainardi, colunista amado e odiado, soube de Maringá atráves do Canal Rural, no qual acompanhou os leilões de gado da Expoingá. Foi bombardeado por respostas de maringaenses. — 21 de maio e 4 de junho de 2003

… a morte de Silvio Name Junior
Caiu: um bimotor Aero Commander, na Vila Anhangüera, Zona Sul da capital paulista, deixando mortos os cinco passageiros, membros de uma mesma família, e os dois tripulantes. O avião ia para Maringá, no Paraná, teve problemas com aparelhos de navegação e despencou sobre a área residencial, ferindo três moradores e destruindo casas. Dia 16, em São Paulo.27 de dezembro de 2000

… Paolicchi tinha uma empresa de água mineral
Luiz Antonio Paolicchi ganhava 4.000 reais, brutos, como secretário de Fazenda. Mas possui dez apartamentos no Brasil e no exterior, nove fazendas, quinze carros, dois aviões, um helicóptero e uma empresa de água mineral adquirida durante sua permanência no secretariado. Numa avaliação inicial, os procuradores que investigam esses exuberantes sinais exteriores de riqueza calcularam que seu patrimônio é de, no mínimo, 20 milhões de reais.6 de dezembro de 2000

… e, claro: Maringá é a Dallas no Paraná
Foi histórico. A Veja falou em uma constelação de arranha-céus iluminados em uma Brasília regional. Até aí, tudo bem. Mas, ser texano? Houston, we have a problem! — 19 de maio de 1999

Academia de Letras de Maringá

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Encontrei na biblioteca perto de casa o livro “Maringá 40 anos” do Dari Pereira. Esse livro foi lançado em 1987 com o objetivo de ficar como lembrança do 40º aniversário da cidade. Nele tem poemas e trovas de diversos intelectuais marigaenses.

Trouxe para casa o livro e resolvi buscar no Google mais informações sobre ele. Acabei encontrando esse site, que mostra os acadêmicos da Academia de Letras de Maringá. E descobri, com enorme supresa, que o Wall Bairro Novo Barrionuevo é um deles. Ele, além de colunista social e promotor de eventos, é autor de: Amar ao próximo – um pedido de Deus, A tiara da Santa e Asas, Sociedade maringaense – especial 50 anos e Agenda social maringaense. Nada me tira da cabeça que os dois últimos são colunas sociais encadernadas.

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Gustavo T. me disse que encontrou o livro “Sociedade maringaense – especial 50 anos“, na categoria sociologia, no Sebo Cultura da Santos Dumont e que ficou surpreso ao saber quem era o autor.

Para saber um pouco mais da história da ALM, click aqui.

Hoje é domingo, pé de caximbo

Algumas reportagens d’O Diário de hoje puderam ser lidas desde ontem no site.

Isto não é um caximbo
Há uma reportagem assinada por Thiago Ramari sobre crimes, sexo e outros surpresas em banheiros públicos. Eu usava o banheiro do Terminal em momentos de extrema necessidade. Havia um senhor sentado que segurava um rolo de papel higiênico. Nobre função.

O Diário

Use orelhões para ligar 156 para a Ouvidoria Municipal
O Diário aceitou nossa sugestão de pauta e também publicou uma reportagem de página inteira, com diagramação diferenciada, sobre o péssimo estado dos orelhões maringaenses. Eu já usei bastante o orelhão abaixo e vi várias vezes um homem em uma moto colando os panfletos nele:

Maringá na Placar

Li na coluna do Edson Lima, n’O Diário de hoje, que a revista Placar deste mês fez uma crítica a Maringá (aqui, post de ontem em seu blog — primeiro disse que revista “esculhamba” a cidade, depois mudou para “critica”, anyway). Corri atrás. De qualquer maneira, a crítica — bem fundamentada, é claro — é do sr. Altair Santos, e não da revista.

Segue uma foto do artigo para quem, como eu, não quer pagar dez reais por uma revista ou quer poupar o pulinho à banca só pra checar se é realmente verdade [edit: post do Rigon em menor resolução].

Maringá na Placar

ThyssenKrupp e Hitler

Uma dica para os apreciadores de História. A ThyssenKrupp, grande empresa com uma filial na Av. Humaitá no ramo de elevadores, “ajudou a financiar e armar o regime nazista na Segunda Guerra Mundial”. Claro que a história é bem mais extensa. Recomendo a leitura do capítulo 31 do livro 50 Empresas que Mudaram o Mundo, de Howard Rothman (ed. Manole), em PDF.