Torradas de Maringá

Imagem ilustrativa

Ao longo dessa semana, aparentemente um grupo de adolescentes de Maringá se reuniu e fez uma compilação de fotos de outros adolescentes da cidade, especialmente garotas, em poses íntimas, e publicaram sistematicamente no Facebook e no Twitter, em páginas que ganharam repercussão em grupos do aplicativo whatsapp. O nome — torradas, com flexão de gênerodemonstra a clara intenção de ferir a imagem das jovens, ou, na linguagem popular, de “queimá-las”. Não demorou a atrair uma multidão, movida pela inconsequência da idade — Erikson já falava da moratória social —, disposta a julgar e disseminar opiniões grotescas sobre os corpos e o caráter das retratadas. O caso, que chegou ao ápice na madrugada da última quinta-feira, virou caso de polícia e foi manchete da edição sabática do maior jornal da cidade, que ampliou o interesse pela situação.

Não se trata de brincadeira. A página expôs uma face cruel da juventude de hoje que, de seus computadores e celulares, torna-se cúmplice do crime ao compartilhar a página e ampliar ainda mais a repercussão e o alcance das imagens:

https://twitter.com/PauloVictorGV/status/421719786993631232

https://twitter.com/themaaus/status/421107529603497984

https://twitter.com/guhziins2/status/421508410589196288

Blogs sujos criticam imaculado prefeito em troca de trinta dinheiros

A denúncia do secretário de Comunicação de Maringá e colunista do O Diário nas horas vagas (ou vice-versa) chocou a cidade. Meios de comunicação que se dizem independentes e críticos da administração municipal realizam esse trabalho sujo porque, vejam só, recebem uma bufunfa mensal. O “mensalinho” alimenta essa raça de seres subversivos que desejam a todo custo impedir o progresso da cidade.

Comunistas travestidos de blogueiros, jornalecos baratos distribuídos em época eleitoral, o partido dos mensaleiros, ateus e satanistas estão mancomunados com um único objetivo: destruir a inatacável família que detém o poder político da cidade.

O atual prefeito, homem de sucesso e rico graças à predestinação divina, foi indicado a dedo pela família abençoada para continuar promovendo o bem-estar social da população. Alguém temente a Deus não pode fazer o mal.

Os argumentos dos blogueiros sujos são delirantes. De maneira orquestrada, atacam o aumento excessivo do número de cargos de confiança da Prefeitura. A cidade cresceu, fato! Precisa de mais quadros qualificados para administrar. Uma benção que tais profissionais capacitados apoiaram o candidato vitorioso e estão sendo agraciados com um lugar na gestão pública.

Outras críticas dos azedos já foram exaustivamente discutidas e nem merecem menção. A especulação imobiliária, por exemplo, que graças a Deus existe na cidade. Cidadãos honestos que compram seus terrenos devido ao suor do trabalho são beneficiados com a valorização crescente.

A cidade vai bem, obrigado. Muitos prédios bonitos, carros convivendo em harmonia com os pedestres, comércio próspero e políticas públicas adequadas para os menos favorecidos. Pobreza é algo raro por aqui, mas os que possuem poucas posses não podem reclamar. Gozam de bom atendimento nos serviços essenciais e da benevolência dos governantes locais.

Maringá é terra de gente trabalhadora. Empresários e empregados andam de mãos dadas e, juntos, alavancam a economia da região com o auxílio das grandiosas associações comerciais e empresariais.

Estamos solidários com o prefeito. Ataques contra a sua honra são inadmissíveis. Questionamentos sobre o modo de governar do grupo político da família de passado ilibado são intoleráveis. Se o povo o escolheu, é porque sobra competência. Aos “anti”, resta a inveja e o rancor. E o dinheiro do “mensalinho”, claro. Insistimos na pergunta: QUEM PAGA? QUEM?

QUEREMOS A FOICE E O MARTELO DO PERIGO VERMELHO LONGE DE MARINGÁ. DENUNCIE OS BLOGS SUJOS!

STALINISTAS ESTÃO A SOLTA NA CIDADE. QUEREMOS A FOICE E O MARTELO DO PERIGO VERMELHO LONGE DE MARINGÁ. DENUNCIE OS BLOGUEIROS SUJOS QUE EM TROCA DE TRINTA DINHEIROS JOGAM PEDRAS NO PREFEITO E ALIADOS.

No meu Face não pode

O vereador Flávio Vicente (PSDB) me excluiu do Facebook por causa de uns comentários que fiz na página dele. O assunto: a pendenga entre Maringá e Londrina. O governo estadual pretende nomear a ExpoLondrina a feira agrícola oficial do Paraná, deixando magoadinhos os defensores da ExpoIngá.

Para botar lenha na fogueira, vereadores londrinenses enviaram um ofício à Câmara de Maringá, convidando os nossos edis para comparecerem na feira londrinense. Flávio Vicente achou isso uma provocação, um absurdo. Comentei dizendo que provocação é o que a “turma do amém” (da qual ele é integrante) faz, votando a favor dos interesses sórdidos da família do prefeito, mantendo o mesmo número de vereadores (tendo como justificava a economia dos gastos) e logo depois aumentando os salários dos edis da próxima legislatura, etc. Isso sim é provocação!

Pois bem, o nobre vereador me excluiu. E eu não sou o primeiro. Sempre quando alguém vai em seu Face em busca de um bom debate, é imediatamente expulso. O vereador se diz moderninho, abre espaço nas redes sociais, mas não aguenta uma boa crítica. Só quer saber de babação de ovo – coisa que os assessores dele e alunos do Cesumar fazem muito bem.

Bom que se saiba que esse cara é pré-candidato a prefeito. Pelas atitudes infantis que toma na internet, é lógico deduzir que, sentado na cadeira de mandatário da cidade, seria tão antidemocrático quanto a atual administração (que ele apoia com unhas e dentes, aliás). Abre o olho, Maringá!

Os Filhos de Jeca

Depoimentos tomados na própria Getúlio Vargas, na própria quadra do antigo Cine Maringá, de propriedade de Odwaldo Bueno Netto, avô de Ricardo e Silvio Barros, o último do gênero da cidade,  com Baianinho Engraxate — o único ainda ativo por aqui –, filho de Jeca (Tatu) e assumido fã de Mazzaropi, o fotógrafo Hiroaki Kimura, o aposentado Martins, Devanir Almenara — envolvido há pouco tempo atrás em um grande imbróglio político –, o doutor Waldir de Oliveira Coutinho e sua enfermeira Carmen. Eles relembram histórias divertidas dos cinemas de rua, desses que fizeram época. Carlos Maurício Sabbag, responsável pela programação do Cinesystem, contrapõe com os cinemas atuais, em shoppings, nessa nova era do consumo. Tudo pontuado com trechos do genial “Cinema Paradiso”.

Cabe aqui uma curiosidade que envolve o sr. Antonio Del Grossi, proprietário do Cine Horizonte, citado no vídeo, publicada no “A História em Conta-Gotas” de Osvaldo Reis (p. 57), na semana em que a Chita morreu.

Maringá também teve um Tarzan. O senhor Antônio Del Grossi, proprietário do Cine Horizonte – construído em madeira – fez um filme sobre o Rei das Selvas. O cenário (a África de cá): a mata onde é hoje o Parque do Ingá. O famoso meio de transporte do personagem, os cipós, eram cordas de sisal pintadas de verde, onde o Tarzan, interpretado por um sujeito magricela, com direito a grito e tudo, viajava de uma árvore a outra, fazendo a alegria dos espectadores. O curta-metragem era freqüentemente exibido no Cine Horizonte, o cinema de seu produtor e diretor, sempre com sala cheia. Do Tarzan, não se sabe o paradeiro. Seo Antônio já faleceu.

Publiquei este causo apenas para testar um novo blog em 2006 e foi visto pelo pessoal do Factorama, sempre rápidos no gatilho.

O curta-metragem tem roteiro assinado por Gabriela Petrucci, velha conhecida do extinto Fórum do Garotas que dizem Ni, produção de  Karina de Azevedo e Patrícia Adrian Emidio e direção de Fernanda Eda Paz Leite e Tamires Belluzzi Freitas, primeiranistas do curso de Comunicação e Multimeios da UEM que certamente nos contarão outras boas histórias até o fim da graduação.

Exerça o papel de pai

Osmar Murassaki, o Mura, neste dia dos pais, conta como ameaçou um pretendente de sua filha:

Eu tive a Felicidade de ser pai… de verdade, de gerar, curtir gravidez, cuidar da minha filha nos primeiros meses de vida, trocar muitas fraldas, fazer mamadeira, levar no pediatra, fazer papinhas, levar comigo na UEM para estudar, levar nos parquinhos, fazer loucuras com sua motoquinha… vi minha filha crescer e aos quatros anos me supreender com as leituras das primeiras palavras… Coca-cola(rssss), aos cincos supreendia os amigos respondendo as tabuadas, era um tal de 4×8, 6×7, 9×5 e ela timida, respondia e dizia nao quero mais… Me lembro da sua alfabetização, da tentatiba de matricular ele numa escola aos 5 anos e da dificuldade que enfrentei por ela ter uma habilidade incrivel na escrita, leitura e matematica…. Vi minha criança crescer terminar o fundamental, o ensino medio, o primeiro namorado, que nao esqueço ate hoje quando veio pedir a permissão para namora-la na minha empresa e eu com uma pasta do tipo 007 com um revolver calibre 38 que costumava carregar na epoca fazendo questao de abrir na sua frente e olhando para os seus olhos eu nao esqueço a frase: voce tem certeza que quer namorar minha filha mesmo??? Depois veio do vestibular e alegria de ve-la realizando um sonho: passar em direito. Hoje, ja formada e preste a casar, tenho a sensação que ainda tenho muito daquele pai que nao sabia se chorava ou ria de alegria ao ver pela primeira vez o fruto gerado pelo amor a minha esposa… Ser pai realmente é uma dádiva e somente ELE, Pai de todos nõs sabe o tão quanto a presença paterna é importante na vida dos seres humanos. Grato ao meu grande pai, Sr. Chico Mura, e parabéns a todos os pais neste dia especial, principalmente para aqueles que assumirão realmente o papel de pai…

O problema do tamanho

Willy Taguchi comenta postagem que saiu no Maringá, Maringá:

A respeito de postagem supostamente satírica postada e já retirada do ar (…) a respeito de dimensões genitais apesar de não considerar discriminatório julgo no mínimo constrangedor este tipo de abordagem pois passei por uma situação semelhante quando caminhava na companhia da minha família (filhos então com 14, 12 e 10 anos) andando pelo calçadão de Curitiba.
Na ocasião um daqueles palhaços que ali fazem ponto fizeram-nos uma abordagem nesta mesma temática, com gritos histriônicos, causando mal estar e desconforto a mim e a meus filhos.

O ex-vice-prefeito (tal qual um dos vereadores citado na postagem), desafaba: “fiz questão de registrar uma reclamação para a qual não obtive resposta até hoje e já fazem dois anos”.

Leia mais.

 

Sempre nós

Clóvis Melo, editor de O Diário, comenta episódio que envolveu o blog nesta semana (pela segunda semana consecutiva) no texto “O silêncio dos hipócritas”. Está na edição impressa de hoje. Pensei em colá-lo inteiro aqui, mas isso vai incentivar o leitor a comprar o jornal:

… punir a expressão de um pensamento não é uma forma de cercear sua manifestação? Que liberdade de expressão é essa, então? Uma postagem feita no blog Maringá, Maringá (sempre eles!) levou a Câmara Municipal a solicitar a retirada do texto do ar, acusando-o de racista. Por certo que o post tinha um gosto pra lá de duvidoso, mexia com uma hipótese antiga e absurda relacionada ao tamanho da genitália dos orientais. Desnecessário, para dizer o mínimo. Mas daí a dizer que era um exemplo de racismo, entendo que é exagerar demais. Entretanto, como dizia Voltaire, defendo até a morte o direito do advogado de expressar esse pensamento. Talvez ele esteja certo e eu, errado. Ou vice-versa o contrário, como bricam por aí. Mas se ninguém falar nada, como sabê-lo? Se alguém quer falar sobre a genitália alheia e passar ridículo com isso, devemos permitir (assim como deve ser permitida a publicação do pensamento diverso daquele) ou aplicar um cala-boca jurídico qualquer? Não é melhor tentarmos entender as origens de certos posicionamentos do que simplesmente dizer que eles estão errados, e pronto? E se descobrirmos (apenas uma hipótese!) que aqueles que achávamos errados estão certos (e vice-versa o contrário, de novo)?

Meus amigos têm autonomia para postar aqui e o Rodrigo aceitou um texto enviado pelo Wil, que também é meu amigo. Não entro no mérito do texto, só vi depois que foi publicado, mas que bom que ele pôde ser base para uma discussão bem acalorada, no final.

Só não perceberam que foi um descendente de japoneses que criou o blog acusado de racismo contra… japoneses. Aquele que, desde pequeno, aprendeu a conviver com piadas um tanto sem-graça sobre aspectos anatômicos de sua ascendência, é certo, mas que já estão tão arraigadas que nem vale a pena discutir — apenas sorrir e responder com outras ainda piores: também sou descendente de italianos, ao menos na metade de baixo do corpo, tipo Rocco Siffredi.

Também era cumprimentado por “arigatô, xixi e cocô” na escola. Outros puxavam o canto dos olhos com os indicadores e falavam nos senhores  Fujiro Nakombi,  Takakara Nomuro e por aí vai. Gozações feitas pelas mesmas pessoas que reconhecem a competência, a ponderação e a disciplina dos japoneses e são loucos pelos japinhas, pela beleza exótica, pela culinária, pela cultura etc.

Ora, mas quem disse que todos os japoneses são assim? Todos aceitam os elogios e agradecem, mas eles também são uma generalização. Ninguém reclama porque é uma generalização que os enobrece. Aí é fácil, hein! Relevemos todas as generalizações que, afinal, sabemos que não são verdade.

Como diz o herói Tatá Cabral: “Sorria! Leve a vida na esportiva!”

punir a expressão de um pensamento não é uma forma de cercear sua manifestação? Que liberdade de expressão é essa, então? Uma postagem feita no blog Maringá, Maringá (sempre eles!) levou a Câmara Municipal a solicitar a retirada do texto do ar, acusando-o de racista. Por certo que o post tinha um gosto pra lá de duvidoso, mexia com uma hipótese antiga e absurda relacionada ao tamanho da genitália dos orientais. Desnecessário, para dizer o mínimo. Mas daí a dizer que era um exemplo de racismo, entendo que é exagerar demais. Entretanto, como dizia Voltaire, defendo até a morte o direito do advogado de expressar esse pensamento. Talvez ele esteja certo e eu, errado. Ou vice-versa o contrário, como bricam por aí. Mas se ninguém falar nada, como sabê-lo? Se alguém quer falar sobre a genitália alheia e passar ridículo com isso, devemos permitir (assim como deve ser permitida a publicação do pensamento diverso daquele) ou aplicar um cala-boca jurídico qualquer? Não é melhor tentarmos entender as origens de certos posicionamentos do que simplesmente dizer que eles estão errados, e pronto? E se descobrirmos (apenas uma hipótese!) que aqueles que achávamos errados estão certos (e vice-versa o contrário, de novo)?

Carlos Villagrán, o Kiko, em Maringá

O SBT exibiu sábado passado (2), na série de programas especiais de 30 anos da emissora, um especial sobre o Chaves.  Há mais de três décadas no ar, o simplório humorístico mexicano, criado por Roberto Bolaños, ainda faz sucesso entre crianças e adultos.

Em 1994 ou 1995 (não me lembro bem), o Circo do Kiko passou por Maringá. Carlos Villagrán, o ator que interpreta o filho mimado da Dona Florinda no seriado, concedeu uma entrevista ao Diogenes Gomes.

Vale a pena conferir:

Assédio assexual

Jovens com repulsa a sexo usam web para encontrar semelhantes
Folhateen, 20 de junho

Eles não têm interesse por sexo
O Diário, 26 de junho

“A família da jovem sempre falou em casa sobre virgindade e sobre como o casamento é sagrado”. O sexo é divino ou é humano? Quem nega o sexo nega o divino ou a própria condição humana? Fala que eu te escuto.

Nossos parabéns ao Benjamin Button

Edson Lima, nosso colega da blogosfera O Diário comemora: “Nessa quinta-feira, feriado nacional, fico mais velho –farei 45 anos. Ano passado fiz 46. A minha contagem é regressiva”. A foto ao lado é a nossa previsão de como ele estará em 2025.

Parabéns, Edson!

Monarquia

Na comunidade Maringá, do Orkut, um perfil denominado Rafa divulga um movimento que propõe a volta do regime monárquico ao Brasil:

Bem, levando-se em conta que temos um prefeito de sobrenome “II” (Segundo), a monarquia não está tão distante da nossa realidade.