Universitários são recusados em condomínios e moram na rua

Estudantes da UEM sem-teto.

Os moradores dos edifícios da Zona 7 não estão mais aceitando a presença de vizinhos estudantes. Floriano Deodoro de Almeida, 95, presidente da AMOSSETE (Associação de Moradores Senis da Zona 7), diz que a medida visa proporcionar tranquilidade às famílias que residem no bairro. “Muitas famílias que compram apartamentos em certos prédios não aceitam se misturar com estudantes, que têm suas particularidades, um jeito diferente de uma família normal, horários diferentes, gosto musical diferente. São umas aberrações da natureza!”, explica Almeida.

Com a medida, vários estudantes foram obrigados a morar na rua, em barracas improvisadas. Jessé Moreno, acadêmico de Ciências Sociais, não se conforma: “É um absurdo o que acontece. Fica muito difícil promover festinhas decentes. Ontem fui acender meu baseado e quase coloquei fogo na lona da barraca”. Amanda Lima, estudante de Direito, vê um lado positivo nessa situação toda: “No prédio não tinha lugar para esticar a roupa. Aqui armei um varal legal e o sol bate que é uma beleza”.

A AMOSSETE promete não recuar. O presidente da entidade afirma que o próximo e definitivo passo é expulsar a UEM do bairro: “Essa maldita instituição satânica está há anos atrapalhando a vida dos maringaenses tementes a Deus que, de fato, construíram a cidade”. Pra finalizar, ressalta: “Os paulistas vagabundos que infestam a UEM nunca fizeram nada pela cidade. Gente séria nasce aqui e estuda no CESUMAR”.

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PS: A notícia VERDADEIRA está aqui.

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Casa de idosos é interditada na Zona 7

Dezenas de idosos ficam sem teto após o fechamento da casa na Zona 7.

Uma casa de caridade foi fechada hoje pela manhã em Maringá. O abrigo, localizado na Zona 7, atendia dezenas de idosos formados pela UEM na década de sessenta. “Como nunca conseguimos espaço no concorrido mercado de trabalho, viramos mendigos”, relata um deles.

A interdição da casa deveu-se a reclamação de barulho intenso. Moradores senis da Zona 7 promoveram um abaixo-assinado para a retirada do abrigo. Em pouco tempo, conseguiram centenas de assinaturas.”Rabugentos unidos jamais serão vencidos! – eis nosso lema”, diz Floriano Deodoro de Almeida, 95, presidente da AMOSSETE (Associação de Moradores Senis da Zona Sete).

Epaminondas Soares, 89, morador de um prédio vizinho ao abrigo, reclama que os idosos desfavorecidos promoviam algazarras todas as noites: “Não tinha como dormir. Era uma gritaria danada quando jogavam truco. Sem falar naquele som nas alturas tocando Tonico & Tinoco”.

O seminarista Cláudio da Paz, coordenador da casa de assistência aos idosos diplomados e desamparados, lamentou a decisão: “Deus ajude esses senhores e senhoras sem oportunidades na vida, que agora migrarão para o obelisco do Novo Centro em busca de crack”. Paz foi taxativo ao acusar a AMOSSETE de perseguição e preconceito: “Eles já acabaram com toda a diversão dos jovens na Zona 7, portanto, o alvo agora são os velhos pobres”.

O presidente da AMOSSETE rebateu as declarações de Paz: “Nada disso. Queremos apenas tranquilidade para nossos ouvidos sensíveis. Contamos com o apoio incondicional de autoridades da cidade, como o prefeito Silvio e a vereadora Marly”, disse o nonagenário Almeida.

Mentos com Coca na rua pode ser proibido

Jovem fanfarrão se diverte no estacionamento do Estádio Willie Davids

A Câmara de Maringá deve votar ainda neste mês mais uma matéria polêmica. A tradicional explosão de Coca Cola com Mentos pode ser proibida nas ruas da cidade. O projeto de lei é do vereador Dr. Sabóia (PMN), que justifica: “Nunca vi uma coisa dessas no Primeiro Mundo. Essa brincadeira pode machucar alguém. Além disso, os moradores senis da Zona 7 vivem reclamando do barulho intenso das tais explosões”.

A vereadora Marly (DEM) concorda com Dr. Sabóia e se diz favorável à nova lei: “É sempre bom dar um basta na bagunça dos jovens”. Mario Verri (PT) adiantou que votará contra: “Que vereador aqui nunca brincou disso?”, disse o petista.

Humberto Henrique (PT), também da base oposicionista, observou que todos os últimos contratos de licitação da Prefeitura para compra de refrigerantes foram vencidos pela Ice Cola. “Obviamente que essa lei visa beneficiar a companhia de refrigerantes preferida do prefeito. Proíbe-se Coca com Mentos, mas Ice Cola com Mentos pode?”, questiona Henrique, que pede uma CPI para investigar o caso.