Pinheirinho: apoio de Maringá

Começou a reintegração de posse de Pinheirinho, em São José dos Campos, em área de 1 mi m² que compõe a massa falida de Selecta e é usada para especulação imobiliária por Naji Nahas, um dos maiores especuladores brasileiros. Acompanho a ação apreensivo. O apoio também vem de Maringá, com posição de Marta Bellini, Cláudio Timossi, DCE-UEM, Anel e UJC.

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Dona Winifred no metrô

Encontrei o “Quando o amor transpõe o oceano”, livro de memórias da sra. Winifred Ethel Netto, mãe de Dona Bárbara e avó de Silvio e Ricardo Barros, em uma daquelas máquinas do metrô de São Paulo. Era vendido a 4 reais na Estação Consolação em meio a clássicos como “O Menino Maluquinho”, “A Arte da Guerra”, “O Cortiço”, “O Alienista” e “Lucíola”.

Da primeira edição, com tiragem de 2000 exemplares (dos quais guardo um autografado), até a edição que circula no metrô, de 2009, passaram 12 anos. 35 mil exemplares com patrocínio da Oi e da Lei Rouanet circulam por São Paulo. A estranheza passou quando soube que o dono da 24×7, empresa que cuida das máquinas, é de Fábio Bueno Netto, filho de Peter — que fundou a Taxi Aéreo de Maringá — e neto de Winifred e Odwaldo Bueno Netto. Fábio já foi tema de reportagem na Época Negócios e no Diplô, entre outros periódicos; também assina o posfácio do livro da avó, falecida em 2007.

Por falar nisso, hoje (31/10), é aniversário de Fábio.

Densidade demográfica em Maringá

Cartograma de densidade populacional por setor censitário feito no novo site do IBGE

Ok, O Diário errou, retratou-se e a notícia sumiu.

Aproveito para comentar o censo. Os dados, que estão disponíveis na Sinopse por Setores disponível no site do IBGE falam apenas por si e corroboram a concentração populacional na área central da cidade, velha conhecida.

Na tentativa de chamar a atenção para o fato, a reportagem lançou mão da comparação da densidade de um dos quarteirões do Centro e Tóquio. A área mais densamente povoada de Maringá seria o quarteirão delimitado pela XV de Novembro, Piratininga, Herval e Arthur Thomas.

Tentar fazer relação dessa realidade com a da capital japonesa enquanto unidade territorial não funciona. A reportagem fala na densidade 47.912,65 hab./m². Mas a área é pequena (aproximadamente 1,5 ha) e congrega 322 domicílios e 746 moradores, embora alguns edifícios por ali tenham até CEP próprio, é certo (Dona Eulália, Leonardo da Vinci, Marataise, Vanor Henrique, D. Pedro I, Marquês de Olinda, Arthur Thomas…). É o limite da extrapolação.

Como comparar com uma metrópole com 13 milhões de habitantes e mais de 2 mil km² e um quarteirão no centro de uma cidade com Maringá? De fato, a mudança de escala ainda é um dos maiores desafios da Geografia e deve ser feita com cuidado.

A casa onde moro tem densidade populacional de 1388 hab./km² (acabo de fazer a conta!). É maior do que a densidade demográfica do município de Maringá. Só que é elaborar demais para uma casa com 5 pessoas e 60 m². E incomparável.

Curiosidade: o bairro onde moram os autores deste blog tem 2109 habitantes. Seria 2110 se eu tivesse sido contado. Na  verdade, creio que não fui contabilizado no censo.

Resenha: show do Megadeth

Giovani Poppi (Steve) *

Megadeth – Credicard Hall (São Paulo/SP) 24 de Abril de 2010.

O Credicard Hall, nesse sábado dia 24 de abril de 2010, recepcionou em seu palco a maior banda de thrash metal do Mundo, chamada MEGADETH. O público estimado em 6.500 pessoas lotou as dependências para assistir um show histórico, onde o álbum Rust In Peace (maior álbum da banda, e um dos álbuns mais clássicos da história do Metal) seria executado na ÍNTEGRA.

São Paulo ajudou em muito com o seu clima, pois estava um dia nublado, onde aquele  sol matador não teve espaço (quem já foi em shows sabe como é esperar 7, 8 horas na fila debaixo de um sol forte) e esperar na fila não foi um trabalho tão árduo. Na fila, como sempre, muita conversa sobre a banda em si, sobre shows passados de Heavy Metal e shows que ainda estão por vir, e um aquecimento para o espetáculo, pois o carro da KISS FM estava estacionado dentro do Credicard Hall tocando os maiores clássicos da banda com um som extremamente potente.

Como de praxe, o Credicard Hall abriu as suas portas uma hora e meia antes do show, que estava marcado para se iniciar às 22 horas. O Credicard Hall, local do show, dispensa comentários. Excelente estrutura, ótima acústica e uma bela arquitetura que a faz uma das melhores casas de shows da América Latina.

Exatamente 22:05 (5 minutos de atraso), todas as luzes se apagam, e começa a introdução do show, com um discurso (O Megadeth é uma banda na qual sua composições são extremamente políticas e críticas) e de fundo do discurso a melodia da música Black Sabbath, que é de autoria da banda Black Sabbath, os criadores do gênero.

O público já estava 100% ensandecido, quando o baterista Shawn Drover, o primeiro a entrar no palco, acena para toda a platéia, que responde com uma gritaria ensurdecedora. Logo na seqüência, o guitarrista Chris Broderick adentra ao palco e o público da mesma forma o saúda com muitos gritos. Depois o baixista (e também membro fundador da banda que depois de se ausentar do Megadeth por 8 anos e retornando em 2010 para a banda novamente) David Ellefson dá as caras e é recepcionado insanamente pela platéia, e por último a alma da banda, o fundador e compositor  Dave Mustaine aparece, e o público quase faz as estruturas do Credicard Hall virem abaixo.

Iniciam o show com a sequência das duas primeiras músicas do seu novo e belíssimo álbum “Endgame”: “Dialectic Chaos” e “This Day We Fight!”. Foi apenas um aquecimento para o próximo tapa na orelha que eles mandaram, um dos maiores clássicos da banda, a maravilhosa “In My Darkest Hour”, onde o público cantou em uma altura extremamente alta os belos versos dessa canção de 1987 que faz parte do disco “So Far, So Good… So What!”.

Em seguida, sem falarem nada, mandaram uma sequência de duas músicas do álbum “Countdown To Extinction” de 1992: “Sweating Bullets” e “Skin O’  My Teeth”, que deixaram os verdadeiros fãs em transe e sem acreditar naquilo que estavam vendo, pois o grande ápice do show estava por vir, que como já foi dito era a execução na íntegra do álbum mais clássico da banda – “Rust In Peace” (1990) – em comemoração aos seus 20 anos.

E o momento mais esperado da noite chega! Os integrantes, após executarem “Skin O’ My Teeth”, saem do palco, e depois apenas Dave Mustaine, ovacionado pela platéia, retorna para pela primeira vez no show agradecer ao público. Ele recolhe duas bandeiras do Brasil jogadas ao palco e as coloca ao lado da bateria.

A execução das músicas foram de acordo com a ordem do CD e sem pausa para nada. Começaram pela insana “Holy Wars…The Punishment Due”, seguida de “Hangar 18” que realmente abalaram as estruturas do local. Na sequência “Take No Prisioners”, “Five Magics”, “Poison Was The Cure”, “Lucretia”, “Tornado Of Souls” , depois o baixista David Ellefson deu um show em “Dawn Patrol” e encerraram a execução do álbum com a música “Rust In Peace… Polaris”. Os fãs que tinham presenciado esse momento histórico estavam em estado de choque. Não tinha caído a ficha ainda que eles tinham visto aquela obra prima, que não se difere de nenhum quadro e nenhuma outra obra cultural clássica.

A banda sai do palco e retorna para mais músicas, agora abrangendo vários outros álbuns da banda. Retonaram ao palco e mandaram “Trust”, do álbum Cripting Writings  de 1997, onde a platéia cantou em alto e bom som toda a melodia bem como a letra da música, que foi seguida de duas músicas do novo cd Endgame: a paulada na cara “Head Crusher” e “The Right To Go Insane”, que mataram a sede de uns e a curiosidade de outros. Depois a banda executou o clássico “She-Wolf”, do já citado album de 1997 Cripting Writings, e  “Symphony Of Destruction”, uma das músicas mais bem sucedidas comercialmente falando.

A banda deixa o palco para retornar em seu último bis, com uma das mais belas baladas do metal, chamada “A Tout Le Monde”, levando boa parte do público às lágrimas, e na sequência, para finalizar esse maravilhoso espetáulo musical, tocaram um dos maiores clássicos da banda e música título do álbum Peace Sells de 1986: “Peace Sells”. O show  chega ao fim, e as 6.500 pessoas que LOTARAM o Credicard Hall só tinham uma coisa para falar em relação ao espetáculo…. “Magnífico!”. Um show que realmente valeu cada centavo do ingresso pago e cada minuto de espera na fila.

Realmente, a noite do dia 24 de Abril de 2010 vai ficar marcada na memória dos fãs dessa incrível banda, onde provaram que o Heavy Metal ainda está por cima e que você pode ver OBRA DE ARTE em casas de shows. Pessoalmente falando, o Megadeth é uma banda que faz parte da minha vida desde a infância e realmente será difícil eu ver algum show de thrash metal que chegue perto desse. Foram mais de 2 horas de clássicos e porrada na orelha que fazem do Megadeth um dos maiores ícones do Heavy Metal!

O Set List:

1. Intro – Dialectic Chaos (Endgame / 2009)

2. This Day We Fight! (Endgame / 2009)

3. In My Darkest Hour (So Far, So Good… So What! / 1988)

4. Sweating Bullets (Countdown To Extinction / 1992)

5. Skin O’ My Teeth (Countdown To Extinction / 1992)

6. Holy Wars…The Punishment Due (Rust In Peace / 1990)

7. Hangar 18 (Rust In Peace / 1990)

8. Take No Prisoners (Rust In Peace / 1990)

9. Five Magics (Rust In Peace / 1990)

10. Poison Was The Cure (Rust In Peace / 1990)

11. Lucretia (Rust In Peace / 1990)

12. Tornado Of Souls (Rust In Peace / 1990)

13. Dawn Patrol (Rust In Peace / 1990)

14. Rust In Peace… Polaris (Rust In Peace / 1990)

15. Trust (Cripting Writings / 1997)

16. Head Crusher (Endgame / 2009)

17. The Right To Go Insane (Endgame / 2009)

18. She-Wolf (Cripting Writings / 1997)

19. Symphony Of Destruction (Countdown To Extinction / 1992)

Bis

20. A Tout Le Monde (Youthanasia / 1994)

21. Peace Sells (Peace Sells… But Who’s Buying? / 1986)

22. Holy Wars – Reprise

Fotos: G1

*Steve, historiador e praticamente um metaleiro, é baixista da banda maringaense Salamanders.

Rodoviária da Luz é demolida

Ainda o assunto “Estações Rodoviárias”. Há mais de um ano, dei minha opinião sobre o assunto. O problema de Maringá continua a desenrolar-se, sem perspectivas de chegar a um fim.

Enquanto isso, Campinas deu cabo de sua antiga rodoviária no mês passado com explosivos, e São Paulo, nesta semana, optou pela demolição aos poucos da antiga Rodoviária da Luz, que funcionou entre 1961 e 1982. Conheci o terminal em 2008. Passei por lá na última vez no ano passado, quando cruzei a Cracolândia sem saber procurando a Estação da Luz.

Aliás, se alguns maringaenses chamam a nossa antiga Rodoviária de “rodocrack”, tudo começou em São Paulo, na região da Av. Duque de Caxias.

David, meu amigo — estou torcendo por ele –, fará sua iniciação científica sobre o quarteirão onde ficava a Rodoviária. Acho que ele vai encontrar muitos pontos em comum com aquele quarteirão entre a Tamandaré e a Joubert de Carvalho.

Recomendo a visita ao blog Olhares sobre o Mundo, do Estadão. As fotos são de Hélvio Romero, da Agência Estado.