Indignação seletiva

Quando se cogitou a possibilidade de aumentar o número de cadeiras da Câmara de 15 para 21 vereadores – número considerado ideal para uma cidade com mais de 300 mil habitantes -, um movimento denominado “Sociedade Organizada” (representantes da indústria e comércio, setores religiosos e outros) aprontou o maior chilique.

Em nome da suposta economia de dinheiro público – tese facilmente desmentida, pois a porcentagem do repasse para a Câmara é o mesmo e independe da quantidade de edis -, investiram em vultuosas propagandas na tv, rádio e outdoors contrárias ao aumento. Também pagaram militantes para protestar na Câmara, devidamente uniformizados com camisetas pretas.

O interesse dos defensores da democracia na permanência das 15 cadeiras era óbvio: com menos vereadores, fica mais fácil aprovar os projetos de interesse da turma.

Com a mudança de governo (continuidade, na verdade), presenciamos o aumento excessivo de cargos de confiança na Prefeitura de Maringá. São aqueles contratados sem concurso público, apadrinhados politicamente. O apoio amplo ao candidato vitorioso, inclusive dos derrotados, obrigou o inchaço da máquina administrativa. Somente assim para acomodar a todos – ou quase.

O que isso representa em termos financeiros? R$ 33,3 milhões de reais a mais por ano. Dinheiro que poderia ser investido na valorização dos servidores de carreira ou na melhoria dos serviços públicos básicos.

A “Sociedade Organizada”, por enquanto, nada diz. Movimentos genéricos como o “Dia do Basta”, sem alvo definido, também não. Confirmam na prática que estão ao lado dos mandatários da cidade, e não do povo. Mas era de se esperar. Este blog e outros acusados de receberem o “mensalinho” da oposição já sabiam. A independência falaciosa dos combatentes da corrupção não resiste aos fatos.

Aumentar CCs pode, aumentar o número de vereadores não pode. Os interesses da "Sociedade Organizada" coincidem com quem manda na cidade.

Aumentar CCs pode, aumentar o número de vereadores não pode. A “Sociedade Organizada” se manifesta somente quando lhe é conveniente.

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14 respostas em “Indignação seletiva

  1. Pingback: Indignação seletiva

  2. Eu estou muito satisfeito com a situação, quem não está contente que mude para Astorga, Sarandi ou Painçandu, a FAMILIA BARROS administrou muito bem Maringá por 16 anos, tenho orgulho desta familia, vcs são um bando de invejosos kkkkkkk

  3. Serjão, essa campanha “quem não está feliz que se mude” já passou. Vira o disco, colega!

    Agora falar que a família Barros fez muita coisa por Maringá?! Só se for só pros ricos só!
    Se toca!

  4. Por uns 3 segundos achei que o Serjão tava falando sério… oh wait

  5. Serjão, vc só pode estar zuando né colega?!
    Tá certo, alguma coisa de bom os Barros fizeram…afinal até uma merda tem seu lado bom ( pode servir de adubo). Mas as coisas ruins são maiores que os ganhos. Acorda colega.

    abraços

  6. Para Ana: Voce entao é pobre fia kkkkkkkkkkkkkk vai tralhar que tu fica rica kkkkkkkkkk

  7. Serjão, vai lá babar ovo do Ricardo Barros, panaca! Ou vc não é da turma dele, só tem vontade de ser….e rico, certeza que vc não é…kkkkkkk

  8. Sou favorável ao aumento para 23 vereadores. Poderíamos ter até 100 vereadores. Quanto mais representatividade melhor.

  9. Serjão, eu só consegui ler isso no que você escreveu:
    “kkkkkkk falei que você é pobre, mas eu sou mais ainda e ainda sou burro porque votei no pupin kkkkkkkkkkkk sou tão burro que meu único argumento é ‘muda de cidade, fia’ kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk”

    Sério, querido, se toca.

  10. Aninha minha fia, faço compra no Mufatão e tu lá no Stopa kkkkkkkkkkkk.
    Aninha minha fia eou almoço no Silvan Cult e tu lá o RU kkkkkkkkkkkkk
    Aninha minha fia eu tenho Unimed e tu é atendida no HU kkkkkkkkkk
    Veja quem é pobre sua filhote de petralha.

  11. Serjão: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  12. Quanto às garantias constitucionais da câmara no que diz respeito ao número de Vereadores e Orçamento, estas devem atender ao interesse público e do cidadão. Se a sociedade organizada pede pela manutenção dos atuais 11 vereadores, cabe aos senhores vereadores analisar estes pedidos.

  13. O interesse dos defensores da democracia na permanência das 15 cadeiras era óbvio: com menos vereadores, fica mais fácil aprovar os projetos de interesse da turma.

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