I’ll never be your monkey wrench

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Então fomos conferir a Grunge Night, com as bandas Virginia Room e Present Tense, que tocariam Foo Fighters e Pearl Jam.

Era sexta-feira treze e eu cruzei com um gato preto.

A casa, que funciona no endereço do extinto Dezessete, antigo restaurante e lounge do ex-jogador de vôlei Ricardinho, lotou rápido. Foi assim que vários conhecidos, que já conheciam as bandas, esperaram mesmo sob a chuva, do lado de fora, por quase duas horas — fato comemorado no Facebook como comprovação do sucesso da noite.

Sucesso na esteira do anúncio de 50% de desconto para quem chegasse cedo, claro; mas a casa, inaugurada há poucos meses, tem capacidade para apenas 350 pessoas. Como proceder, então?

Até os cartões, à guisa de comanda, não foram suficientes: tiveram de tomar emprestados de uma casa noturna vizinha, na Avenida Curitiba.

Em certa altura, um dos seguranças — que mais tarde seria apresentado como gerente — gritou que apenas 50 pessoas entrariam a partir dali, já sem o bônus. Ok.

Apesar de já estar na fila já bem antes das 0h30, conseguimos entrar depois das 1h40. Pelo menos, os shows ainda não haviam começado.

E, apesar de ter sido anunciada a entrada de 20 reais para os garotos e 10 reais para as meninas, cobraram 40 reais — e já sem a distinção de gênero. Bem além do que fora divulgado.

Uma funcionária, questionada sobre o preço, de maneira bem ríspida, disse que era “regra da casa”. Se eu entrei, é porque concordava. Ok. Perguntamos seu nome, que se negou a dizer. Foi então que o gerente — que trabalhava como segurança — apareceu, revelou o nome da moça, esclareceu que não poderia fazer nada, pediu desculpas e gentilmente nos colocou para fora. A finesse de todo segurança, pago para garantir a razão dos donos e apaziguar qualquer problema.

Flávio, leitor do blog e amigo, formado em Educação Física, enquanto dividia a fila — e a chuva –, lembrava de um ex-professor que dizia que, nas regras de um jogo, “o que não é proibido, é permitido”.

Ele também pagou além do que pretendia, antes de aprender as regras da casa.

Ainda bem que podemos escolher onde jogar. Ali, nunca mais.

Os shows foram bons como sabíamos que seria. A Virginia Room, que nada tem a ver com a história, vai tocar novamente no mesmo local na próxima sexta. A Present Tense, apesar de prejudicada por um cabo de microfone teimoso do vocalista Nelson Cancini, que insistia em não funcionar, conseguiu improvisar e tirar de letra. Ótimos, como sempre. Rock limpo e honesto, como tudo deveria ser. Mas não é.

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3 respostas em “I’ll never be your monkey wrench

  1. Ainda que se fosse cobrar R$ 40,00 após as badaladas do relógio da Cinderela, que estivesse específico no flyer de divulgação. Para bom entendedor, meia palavra basta, e a meia palavra deixava bem claro que o preço integral seria o 20-10 comentado. Falta de organização, a gente até entende. Má fé, não.

  2. Você deu uma moral pra casa ainda. 350 pessoas? Cabem no máximo 250!
    Infelizmente em várias casas noturnas de Maringá são assim. Local pequeno, seguranças stressados, superlotação, abuso nos preços, demora na fila do banheiro, demora na fila do bar…

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