Os Filhos de Jeca

Depoimentos tomados na própria Getúlio Vargas, na própria quadra do antigo Cine Maringá, de propriedade de Odwaldo Bueno Netto, avô de Ricardo e Silvio Barros, o último do gênero da cidade,  com Baianinho Engraxate — o único ainda ativo por aqui –, filho de Jeca (Tatu) e assumido fã de Mazzaropi, o fotógrafo Hiroaki Kimura, o aposentado Martins, Devanir Almenara — envolvido há pouco tempo atrás em um grande imbróglio político –, o doutor Waldir de Oliveira Coutinho e sua enfermeira Carmen. Eles relembram histórias divertidas dos cinemas de rua, desses que fizeram época. Carlos Maurício Sabbag, responsável pela programação do Cinesystem, contrapõe com os cinemas atuais, em shoppings, nessa nova era do consumo. Tudo pontuado com trechos do genial “Cinema Paradiso”.

Cabe aqui uma curiosidade que envolve o sr. Antonio Del Grossi, proprietário do Cine Horizonte, citado no vídeo, publicada no “A História em Conta-Gotas” de Osvaldo Reis (p. 57), na semana em que a Chita morreu.

Maringá também teve um Tarzan. O senhor Antônio Del Grossi, proprietário do Cine Horizonte – construído em madeira – fez um filme sobre o Rei das Selvas. O cenário (a África de cá): a mata onde é hoje o Parque do Ingá. O famoso meio de transporte do personagem, os cipós, eram cordas de sisal pintadas de verde, onde o Tarzan, interpretado por um sujeito magricela, com direito a grito e tudo, viajava de uma árvore a outra, fazendo a alegria dos espectadores. O curta-metragem era freqüentemente exibido no Cine Horizonte, o cinema de seu produtor e diretor, sempre com sala cheia. Do Tarzan, não se sabe o paradeiro. Seo Antônio já faleceu.

Publiquei este causo apenas para testar um novo blog em 2006 e foi visto pelo pessoal do Factorama, sempre rápidos no gatilho.

O curta-metragem tem roteiro assinado por Gabriela Petrucci, velha conhecida do extinto Fórum do Garotas que dizem Ni, produção de  Karina de Azevedo e Patrícia Adrian Emidio e direção de Fernanda Eda Paz Leite e Tamires Belluzzi Freitas, primeiranistas do curso de Comunicação e Multimeios da UEM que certamente nos contarão outras boas histórias até o fim da graduação.

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Uma resposta em “Os Filhos de Jeca

  1. Que bom conhecer histórias de Maringá, é maravilhoso voltar ao passado e ver como era a cidade e o sofrimento daquele povo, e o que temos e somos hoje.Parabéns pela publicação.

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