De quando Amy esteve em Maringá

Antes e depois: Amy em Londres e na posse da Câmara

Quem hoje vê Amy Winehouse linda e maravilhosa no Rio talvez não se lembre de seu estado há dois anos atrás. Na época, o Maringá, Maringá deu seu primeiro furo ao descobrir que a cantora estava estava em Maringá tentando se livrar das drogas, sob o nome de M. Uainerrauz, disfarçada de hippie vendedora de arte no arame. A intenção era dar um tempo no Molivi, mas nem precisou: apenas o ar puro do mato em caminhadas ao redor do Bosque II, uma dieta à base de cachorrão e pastel mini-ovo e um apelo no Pinga Fogo na TV para uma entrada para o Walter Park, onde tomou uns banhos terapêuticos na piscina aquecida, da qual saiu exalando um forte odor de cloro e urina, foram o suficiente. Amy até foi chamada para ser hilariete e coreógrafa de cumbia no concorrido Fest Drummond.

Maringá é conhecida por fazer bem aos turistas da droga. Já passaram por aqui Pixote, Christiane F., Dieguito Maradona, Walter Casagrande e, mais recentemente, Fábio Assunção. Amy, entretanto, evitou divulgar a cidade. “Não quero que Maringá vire um reduto de junkies”, disse. Confira a entrevista exclusiva:

Maringá, Maringá – M., você já foi flagrada toda machucada, bêbada, vomitando, batendo em fãs e até mesmo sem um dente. Disseram que você estava caminhando para o mesmo fim de tantos astros de rock, o de morrer com 27 anos. O que te fez decidir ir pra Maringá?
M. Uainerrauz – Eu não sou um astro do rock, então, não seria justo terminar como um. Soube de Maringá por um amigo brasileiro. Foi ele quem me contou que uma tal Gisele Itié estava me imitando, e muito mal. Coitada, uma atriz tão ruinzinha, por isso não a processei (risos). Bem, ele me indicou o Molivi, disse que era muito bom, mas que eu correria o risco de ser atropelada numa rotatória [na época, ainda não havia o binário]. Mesmo assim, topei. Não tinha nada a perder, a não ser minha dignidade e meus cabelos.

Blog – Por que você não ficou no Molivi?
M. – O pastor Tilton Nuller me disse que meu caso não era tão grave. E percebi que não era mesmo, depois de ver tantos meninos em situação pior que a minha. Ninguém liga para eles. Pelo menos, os paparazzi do Sun se preocupam comigo. Além disso, o pastor me deu de presente um exemplar de seu livro Por que um jovem entra nas drogas?. Como retribuição, eu ofereci uma cópia do meu Back to Black, mas ele recusou. Achei uma ofensa e fui embora.

Blog – E o que você fez depois?
M. – Dei uma volta pela cidade. Os hippies que vendiam artesanato ao ar livre me chamaram a atenção. Passei a tarde toda conversando com eles. Naquela noite, dormi numa casa abandonada perto daquela Catedral exótica.

Blog – O que você achou de Maringá?
M. – Eu viajei por todos os continentes e nunca vi uma cidade tão bonita. Aqueles macaquinhos são uma graça, dão alegria a quem está deprimido com suas ereções e macaquices. Adorável. Minhas caminhadas pelos bosques foram inesquecíveis. Fiz amizade com aquele simpático casal que roda a cidade pelas feiras. O marido toca cavaquinho e a mulher é branquinha, você conhece? Eles me conseguiam pastel de mini-ovo. Vou até chamar o Jonas para participar do meu novo álbum.

Blog – Novo álbum? Então você compôs enquanto esteve em Maringá?
M. – Claro. A cidade é muito inspiradora, não é à toa que a chamam de Cidade Canção, não é? Adorei ver como a música é prezada pelos habitantes. Eles adoram ouvi-la em som bem alto nos auto-falantes de seus carros financiados. Bem, já tenho algumas composições prontas. O que posso adiantar são os títulos: Red Soil Blue Sky, Spit Fire of Olive Tree, Grandpa’s Club,  e uma série de outras.

Blog – E como você conheceu seu novo namorado?
M. – Foi numa caminhada. Eu descobri o que é o amor, finalmente. Nós nos beijamos pela primeira vez embaixo de um ipê-roxo e brincamos numa ATI até o raiar do dia.

Blog – Por que você evitou o alarde da mídia?
M. – Foi difícil despistar os paparazzi para ter alguns dias em paz. Além do mais, a Solange Riuzim faria uma péssima reportagem a respeito. A Silvia Leticia foi ótima, me conseguiu uma entrada para o tal Water Park através do Pinga Fogo e nem fez uma reportagem sobre tal. Mas me disseram que um tal Ody era melhor. E também não quero que Maringá vire um reduto de junkies. Já tem drogados demais.

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4 respostas em “De quando Amy esteve em Maringá

  1. Contessotto me diz oq foi usado antes da materia… kkkkkkkk mto massa
    uahsuahsuahuas

  2. Fernando o Contessoto como bom petista deve ter usado muitas Brahmas, realmente o post ficou muito bom.

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