Beijos e tiros

Aquela meninada que, nas brincadeiras em grupo do condomínio, eram os donos da bola — e davam fim à diversão se perdiam o jogo ou eram contrariados –, cresceu. E está votando. Porém, é como dizia a música-tema do antigo programa Credencial: old habits die hard. Por falta de consciência política ou apenas por não ter nada a dizer, por não saber argumentar diante de uma derrota nas urnas, durante a posse de Dilma, no twitter, pipocaram comentários sobre snipers e headshots. Parecem desconhecer o significado da democracia e o limite entre o bom senso e o mau gosto.

Às vezes, eu me envergonho da minha geração!

Bobagens à parte, durante a campanha, atentei a isso ao menos duas vezes: a primeira em Curitiba, quando duas almas apareceram em cima de um prédio. Eu mesmo tinha sido alvejado por uma bola de papel higiênico molhado vinda de cima. Estes, ainda bem, limitaram-se a jogar papel picado no comício.

Na segunda vez, em Campinas, eu me vi no 19° andar de um prédio com uma boa mira do palanque. Centenas de janelas e centenas de atentados em potencial. Que sorte que não passamos de bexigas com água e bolinhas de papel.

PS.: Ovos e tortas na cara estão valendo.

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2 respostas em “Beijos e tiros

  1. bem capaz mesmo de um grande empresario Brasileiro querer criar um cartel assim como foi criado para matar o Kennedy! Que apertou o fisco, Brasileiro reclama, reclama e não ta nem ae para as sonegações fiscais!

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