Eles voltam a cada 4 anos

A data: 14 de outubro de 2006. A ocasião: comício do então presidenciável Geraldo Alckmin. Era o segundo turno. Alguns dos coadjuvantes aparecem na foto: dois deles concorrentes e perdedores ao Governo do Estado em 2002, e um eleito senador.

Na época, Osmar quase ganhou — perderia por 0,1% dali a alguns dias — e Rubens já havia perdido (4º lugar). Carlos Alberto estava ali como prefeito da capital e copartidário de Alckmin.

Hoje, o tucano (cujo atual vice era candidado petista em 2006, 3º lugar na disputa do Governo do Estado) e o pedetista concorrem ao Governo do Estado. O terceiro, agora candidato a deputado federal, já que não irá usufruir de tanto espaço no horário eleitoral, resolveu aparecer na mídia dando um “pé de ouvido” em um candidato que concorre ao Senado contra José, irmão do tucano já citado. O agredido ganhara de Bueno duas eleições consecutivas.

O pivô daquele comício de 2006, por sua vez, agora concorre ao Governo de um Estado vizinho ao nosso. Seu atual vice, Afif, que também já quis ser presidente, concorreu ao Senado há quatro anos atrás, mas perdeu para um petista, cuja ex-mulher concorre à mesma vaga… ao lado de Netinho de Paula!

Por falar em casal, havia um especial naquele palanque. O irmão do então prefeito da cidade (que também estava lá naquele dia, e depois foi reeleito), que também já fora prefeito, e cuja mulher tentara também ser prefeita (ufa!), fora recém-eleito deputado federal. A mulher, deputada estadual. Agora, os dois tentam galgar alguns degraus na escada política: ele concorre ao Senado e ela, a uma cadeira na Câmara dos Deputados — usando inclusive, que bonito, o antigo número do marido. Querem morar juntos em Brasília, economizando, assim, um bom dinheiro do contribuinte em passagens aéreas. O amor é lindo!

Entre salsichas e beija-flores, candidatos, aproveitadores e bajuladores de toda sorte, também estavam um outros dois candidatos que são modestos e querem apenas continuar na Assembleia Legislativa, pois não conseguiram ser prefeitos há dois.

Cuidado, leitor, eles são espertos, eles se conhecem e são unidos por laços de família ou laços partidiários e políticos, menos duradouros. Todos eles querem você e não medirão esforços nem dinheiro de campanha para isso. Mas se não conseguirem agora, tudo bem, logo eles voltarão.

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