Educação financeira: Matando os cartões de crédito

Quem nunca sonhou em ser milionário? Quem nunca desejou de todo coração poder ter um carro melhor ou uma casa maior? Praticamente todos os sonhos que temos dizem respeito a nossa situação financeira. Muitos criticariam esta faceta do capitalismo e apontariam dedos gritando que “ISSO É UM ABSURDO!”, mas, infelizmente, esta é a situação do mundo em que vivemos. Como não haverá uma mudança tão cedo, o melhor que fazemos é nos adaptar.

No meu post introdutório da minha série sobre educação financeira, falei sobre poupar, que é um verdadeiro tabu para muita gente; o simples ato de guardar dinheiro soa incoerente para a maioria das pessoas que vivem no limite de seus contracheques e lutam diariamente para poder terminar o mês sem nem um tostão furado. A verdade sobre isso tudo é que as pessoas aprendem desde cedo que elas devem estudar, arrumar um emprego bom e aí serão felizes. Infelizmente, caros leitores, a vida não é tão simples!

Desde que os cartões de crédito foram criados, as pessoas se veem entrando em dívidas sem fim. Parcelam aqui, parcelam acolá e, no final das contas, trabalham para pagar as faturas que jamais deixarão de existir sem uma mudança na forma de agir. Venho propor, para aqueles que estão nadando em um rio de dívidas, uma forma eficaz de eliminar aquela bola de neve que está te perseguindo desde que a ligação do Banco Surucucu chegou oferecendo aquele cartão caprichado com limite estendido e sem anuidade.

Reduza suas despesas
O primeiro passo para eliminar suas dívidas é reduzir suas despesas. A maioria das pessoas, manipuladas pelo consumismo, leva uma vida com padrão superior ao que efetivamente podem pagar para ter. Assinam o pacote máximo da TV a cabo, usam internet com velocidade superior ao que realmente precisam, desperdiçam energia elétrica, andam demais de carro, pagam muito caro para manter um cachoro de raça, enfim, metem-se em dívidas desnecessárias para conseguirem o tal “conforto”.

Se você tem todo esse conforto e está se sentindo bem com o MONSTER CARD dentro de sua carteira, pare de ler. Caso você esteja tão aflito quanto eu, reflita sobre o que digo e tome suas próprias conclusões, certo?

Bem, o passo de reduzir as despesas é muito difícil, pois nos apegamos às coisas que possuímos. Porém, se você se focar em seu objetivo, que é se livrar de suas dívidas, tudo fica mais fácil. A forma mais fácil de alcançar um objetivo maior, é a criação de metas (objetivos menores a serem alcançados). A meta que você deve estabelecer é de poupar um mínimo de R$150 por mês. Pode parecer muito, mas são apenas R$5 por dia!

Ataque um mal de cada vez
Uma vez tendo poupado R$150 por mês, por exemplo, você estará pronto para iniciar sua caminhada pela liberdade. A primeira medida é, PIQUE SEUS CARTÕES! Você se conhece melhor do que eu e sabe muito bem que a tentação vai bater quando aparecer aquele aparelho de blu-ray na promoção então previna-se contra você mesmo.

Uma vez garantido que as dívidas do cartão não aumentarão mais, passe a pagar somente o limite mínimo de todos os seus cartões. Peque aquele valor que você cortou das despesas e aplique-o em apenas um dos cartões. Assim, você estará pagando o limite mínimo em todos os cartões e o limite mínimo mais R$150 em um deles. Gradualmente, a dívida deste cartão reduzirá e você logo se virá livre de um de seus grandes males.

Após eliminar um cartão, você terá não somente R$150 sobrando, mas R$150 mais o valor mínimo do cartão. Se você tiver outros cartões para eliminar, use todo esse dinheiro para pagar a fatura de um deles e, depois, caso ainda reste algum, use o montante dos pagamentos mínimos e os R$150. Faça o mesmo, depois, com outras dívidas até que você seja uma pessoa livre.

Agora você tem como pagar a si mesmo!
Uma das coisas mais importantes para a manutenção da saúde financeira é pagar a si mesmo, ou poupar. Depois de efetuar esse processo, você terá uma boa quantia de dinheiro sobrando todos os meses. Caso você não entenda nada sobre investimento, eu sugiro que coloque esse dinheiro na poupança, pois, pelo menos, você garante que a inflação não faça um dinheirão virar um dinheirinho.

Uma parte importante dos investimentos é entender que você não vai guardar aquele dinheiro para sempre. Estabelecer objetivos de como utilizar esse dinheiro aplicado é o “pulo do gato” para quem quer se dar bem financeiramente. Caso seu objetivo seja a casa própria, por exemplo, decida quanto você quer que ela custe, em qual bairro você quer que ela seja e por quanto tempo você quer poupar dinheiro. Conhecer os investimentos disponíveis é importantíssimo e faz com que você possa escolher aquele que se enquadre melhor com a duração do seu plano de investimento. Porém, não vem ao caso falar sobre investimentos aqui, pois este é assunto para um outro tópico…

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