Embaixo da marquise

Hoje, choveu forte em Maringá, e bem na hora eu estava de moto por aí e sem capa da chuva. Então o jeito foi sentar embaixo de uma marquise e esperar a chuva parar. Só que ela não parou, e lá fiquei, uma hora ou mais. Mas confesso que foi uma hora interessente, me senti o Carlos Alberto de Nóbrega sentado no banco da praça vendo as pessoas passarem e conversando com algumas delas.

O primeiro a conversar comigo, foi um cara que pegou a 007 em vez da 009. Por causa disso ele não ia conseguir chegar no serviço e estava com medo de ser demitido. Ele também falou sobre as dificuldades de ser soldador e que queria trabalhar como segurança.

Depois dele apareceu um vendedor de sorvetes, daqueles com carrinho, mas ele ficou pouco. Só fez inveja com o guarda-chuva quebrado que ganhou de uma casa vizinha e foi embora.

Além disso, passaram alguns jovens voltando do colégio e por fim, uma mãe com seu filho que vestia uma camiseta do Milan do jogador “PA O”.

Uma resposta em “Embaixo da marquise

  1. Momentos assim são de reflexão.
    Na última vez em que tive de ficar embaixo de uma marquise, resolvi tomar chuva, mesmo. Corri pelo bairro o quanto aguentei: uma quadra.

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