Análise de vídeo: A Garota da Loja de Livros

Hoje vou utilizar todo meu conhecimento cinematográfico para fazer um resumo crítico do curta maringaense “A Garota da Loja de Livros” que o companheiro Felipe B. postou no último Maringá Entubada.

O curta maringaense, que mais parece novela mexicana, pois teve que ser dublado devido a problemas no áudio, conta a história de David Brickman. Ele é um jovem judeu que sofre de câncer há muitos anos e por isso tem uma vida melancólica, mas o que poucos notaram é que ele é um jovem a frente do seu tempo. David escuta no outono de 1991, uma música lançanda na primavera do mesmo ano. Uns cinco meses na frente dos mortais.

Sarah e Isaac Brickman são os pais de David. Com poucas esperanças de que o filho se recupere do câncer, eles decidem levá-lo para casa. Depois de três dias trancando no quarto, David decide sair para dar uma volta. Não antes de comer o bolo de nozes da mamãe que ele adora. Sua mãe, como uma boa judia, coloca um pedaço de bolo minúsculo. Economia pouca é bobagem para a família Brickman. Isaac também pega um pedaço de bolo e com cereja. Ele adora cereja.

Nessa volta de David pela cidade, sua vida muda para sempre. Além de esbarrar e ser ofendido por um figurante, ele encontra Vivian. Uma garota encantadora, uma garota atraente, uma garota deslumbrante, uma garota simpática, que trabalha em uma livraria. David se apaixona por Vivian e começa a ir todos os dias na livraria comprar livros, por causa dela.

David tem medo de ser rejeitado e por isso não fala para Vivian o que sente por ela. Mas o que ele não percebe é que ela também se apaixonou por ele. Ela até deixava bilhetes nos livros que ele comprava, mas ele era um garoto criado a “leite com pêra” e nunca pensou em abrir os livros que comprou. Seria melhor se apaixonar pela garota da biblioteca então, pelo menos não teria custos.

Acontece que depois de uma conversa com sua mãe, David toma coragem e escreve um bilhete para Vivian. Vestido com sua melhor camisa grunge, ele deixa o bilhete sobre o balcão da livraria e sai. Vivian lê o bilhete e decide ir ao encontro dele, mas era tarde demais. Quando Vivian chega à casa de David, é surpreendida pela notícia que ele havia morrido de câncer. E ela achando que ele tinha passado no vestibular.

No fim a mãe de David acha os livros que ele comprava só para ver Vivian e descobre que dentro deles havia bilhetes dela falando que gostava dele. Não sei se foi só eu, mas fiquei muito irritado com a burrice desse David. Já que comprou os livros, leia. Mas mesmo a história não sendo empolgante – tenho certeza de ter ouvido ela de alguma professora de catequese – o curta é bem produzido e digo que vale a pena você gastar 30 minutos do seu dia assistindo.

Outras informações:

Na comunidade do curta você encontra quem fez parte do elenco e equipe;

Além de assistir pelo youtube você pode encontrar o curta para empréstimo nas bibliotecas municipais da cidade. Mas já vou avisando que é difícil, Gustavo T. colocou seu nome na lista de espera há algum tempo e ainda não chegou a sua vez;

A livraria que Vivian trabalha é o Sebo Fonte do Livro;

A casa dos Brickman fica na Rua Princesa Isabel com a Cequeira Cezar, na Zona 4;

Foram gastos 35 mil reais para a produção do curta, esse dinheiro veio da lei municipal de incentivo à cultura;

A música do Nirvana que toca é Something In the Way.

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7 respostas em “Análise de vídeo: A Garota da Loja de Livros

  1. “Não antes de comer o bolo de nozes da mamãe que ele adora. Sua mãe, como uma boa judia, coloca um pedaço de bolo minúsculo. Economia pouca é bobagem para a família Brickman. Isaac também pega um pedaço de bolo e com cereja. Ele adora cereja.”

    Muito bom!

  2. “35 mil reais para a produção do curta, esse dinheiro veio da lei municipal de incentivo à cultura”

    Não posso acreditar!

    Não vale a pena perder 30 minutos assistindo.

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  6. Achei a crítica divertida, o curta foi um projeto muito interessante! Equipe envolvida era maravilhosa. Grato por todos que assistiram e opinaram. Forte abraço. Bruno Belini.

  7. Caro colega… acho que vc não conseguiu usar “todo seu conhecimento” cinematográfico nessa análise… E foi infeliz em vários momentos nos seus comentários.. 1º Não tire sarro do contexto da história… vc não foi obrigado a ver o filme… 1991, não é igual a 2010… os costumes, as famílias e as roupas e carros SÃO OUTROS… aliás, mais educados que os de hoje em dia. E o filme foi dublado pq até aquele momento em Maringá, captação de áudio dentro de um determinado orçamento é um martírio… Tem coisas que poderiam ter sido mais trabalhadas, tem falhas, a trilha foi trocada… etc… Mas quando se critica algo é preciso saber fazer MELHOR. Quanto a verba, não foi 35 mil, a lei foi de 30 mil, e o filme custou mais 8, que veio da iniciativa privada… E o filme só sumiu das BM, pq algumas pessoas não o devolveram… sinal de que muita gente deve ter a opinião bem diferente (e mais sensata) da sua!

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