Bola Gato

Eu achei este texto há uns bons anos via Google. Atualmente, ele pode ser encontrado aqui. Gostaria que alguém me dissesse quem teve tanta criatividade para criar isto. Obviamente é fake e só por isso é que eu estou postando aqui.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR. DOUTOR. JUIZ DE DIREITO DA TERCEIRA VARA CRIMINA DA COMARCA DE MARINGÁ – PARANÁ.

CLÁUSSIA MICHAEL, brasileira, solteira, estudante, natural de Rondon/PR, nascida em 30/11/79, com 20 anos de idade, filha Hermann Michael e Ofélia Amélia da Silva Michael, residente à Rua Spartaco Bambi, 197, Zona 08, nesta cidade e comarca, por seu advogado “infra fine” assinado (instrumento de mandato anexo, doc. 02) vem mui respeitosamente a presença de V. Ex.ª, com fulcro no art. 225, CP e 30 CPP oferecer:

QUEIXA-CRIME

Contra RICARDO DOS SANTOS (vulgo Bola Gato), brasileiro, casado, coveiro, natural de Marialva/PR, nascido em 20/09/77, com 21 anos de idade, filho de Pedro Honório dos Santos e de Maria Josefina Pereira dos Santos, residente à Rua Pompeu Pompilho Pomposo, n.° 246, Conjunto Sol Nascente, parte 02, Sarandi/PR, pela violação do disposto no Art. 214 c/c art. 226, III do Código Penal, passando a expor, para finalmente requerer o seguinte:

No dia 10 de maio de 1999, quando se realizava tradicional festa neste município, a vítima acompanhada de suas primas Daniele Antonieta Michael, Maria Dalila Michael, Débora Joaquina Michael (estas residentes em Rondon, e em visita a Cláussia), às 06 horas aproximadamente (o dia já estava clareando), todas retornavam a pé para a residência de Cláussia, ocasião em que um conhecido da querelante (Ricardo dos Santos, vulgo Bola Gato) ofereceu-lhes carona numa Maverick preta, a que aceitaram.

Acontece que no meio do caminho, nas proximidades do Parque do Ingá (Av. J.K.), o querelado, justificando-se que havia furado um dos pneus do veículo, parou o mesmo, ocasião em que esse sacou de uma arma, obrigando as primas da vítima descerem, e, ligando em seguida o veículo, dirigiu-se , juntamente com a vítima, para uma chácara nas imediações, local este em que, Cláussia, impossibilitada de escapar, e sob ameaça de morte, veio a sofrer por parte do querelado, toda sorte de atos libidinosos diversos da conjunção canal.

“O querelado, aproveitando-se da fragilidade da vítima, e em estado de extrema enervação e tara, rasgou-lhe toda sua roupa, deixando-a completamente nua, momento este em que, como que se a vítima fosse uma caça e o querelado, um predador faminto, começou a ‘chupá-la’, principalmente os seios (em que sugou tanto que os deixou roxo), e o clitóris (chegando até a mordê-lo), não bastasse isto, essa fera desumana, com seus dentes aguçados, começou a arrancar os pêlos pubianos da vítima, como se fosse um vale, com uma mata virgem a ser extraída para fecundá-lo. Em seguida colocou a querelante em posição inversa à sua, obrigando-a a fazer sexo oral recíproco com o mesmo, enquanto ela era obrigada a fazer carícias em seu pênis, esse, massageava-a, simultaneamente, com sua língua ardente, a vulva, e, com sua enorme nariganga, o ânus da querelante. Instante este, em que gozou na boca da vítima, obrigando-a a engolir seus semens. Logo após, num ato de extrema selvageria, o querelado, pegou um ‘cacete de policial’ que o trazia consigo, injetou-o na vagina da vítima, colocando-a, em seguida, em posição de quadro, (com o objeto a feri-la, moral e fisicamente), e, vindo a praticar com ela, também, sexo anal. Ocasião esta em que a vítima veio a ter um orgasmo involuntário. Não satisfeito, e com o pênis envolvido de coliformes fecais, num ato de bizarrice, obrigou a vítima a ‘chupá-lo’ novamente, instante, em que esta, enojada que estava, veio a vomitar na genitália do querelado. O que foi sua sorte, pois, com isto, o querelado, após agredi-la com um tapa em sua face, decidiu por evacuar-se do local, deixando a querelante sem roupa e em estado de comiseração. No que foi ulterior prontamente ajudada por populares.”

Diante do exposto, apresenta esta Queixa-Crime, a fim de que Vossa Excelência, instaurando a Ação Penal Privada, obedecidas as determinações do Código de Processo Penal Brasileiro, requerer a citação do querelado, para que seja interrogado, acompanhe o processo até o final do julgamento, quando espera seja condenado nos termos da Lei, protesta pela produção de todas as provas em direito admitidas, depoimento pessoal, testemunhas, documentos, etc.

Requer, mais: Tomada de depoimento da querelante; as requisições dos antecedentes criminais do querelado; notificação do Ministério Público; condenação nos ônus da sucumbência.

Termos em que,
Pede Deferimento.
Maringá, 10 de junho de 1999.

_______________________
Dr. Valentin Santin
Advogado – OAB-PR 111.521

ROL DE TESTEMUNHAS

a) Cláussia Michael (vítima) Estudante, brasileira, com 20 anos de idade.
Rua Spartaco Bambi, 197, Zona 08, Maringá.

b) Daniele Antonieta Michael Estudante, brasileira, com 17 anos de idade.
Av. Brasil, 1246, Centro, Rondon/PR.

c) Maria Dalila Michael Estudante, brasileira, com 18 anos de idade.
Av. Brasil, 1246, Centro, Rondon/PR.

d) Débora Joaquina Michael Estudante, brasileira, com 19 anos de idade.
Rua Chiclete com Banana, 246, Rondon/PR.

PROCURAÇÃO

CLÁUSSIA MICHAEL, brasileira, solteira, estudante, natural de Rondon/PR, nascida em 30/11/79, com 20 anos de idade, filha Hermann Michael e Ofélia Amélia da Silva Michael, residente à Rua Spartaco Bambi, 197, Zona 08, nesta cidade e comarca, nomeia e constitui seu bastante procurador o advogado VALENTIN SANTIN, brasileiro, solteiro, insc. na OAB/PR n.° 111.521, com escritório na Rua Surucuá, n.° 172, Zona 43, nesta cidade, a quem concede poderes da cláusula ad juditia, especiais e gerais (arts. 39 e 44 do CPP), para ingressar em juízo com uma Queixa-crime contra RICARDO DOS SANTOS, brasileiro, casado, coveiro, natural de Marialva/PR, nascido em 20/09/77, com 21 anos de idade, filho de Pedro Honório dos Santos e de Maria Josefina Pereira dos Santos, residente à Rua Pompeu Pompilho Pomposo, n.° 246, Conjunto Sol Nascente, parte 02, Sarandi/PR, também conhecido pelo apelido de Bola Gato, porque este no afã de satisfazer sua lascívia, no dia 10 de maio do corrente, às 06 horas aproximadamente, numa chácara nas proximidades da Avenida Gurucáia (entre o Parque do Ingá e o Cesumar), nesta cidade, após rasgar as vestes da outorgante, veio a praticar com ela, toda sorte de atos libidinosos diversos da conjunção carnal, cometendo, dessa maneira o crime previsto no art. 214 c/c art. 226, III do Código Penal.

Maringá, 10 de junho de 1999.

________________________
CLÁUSSIA MICHAEL

3 respostas em “Bola Gato

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