Um dia histórico para Maringá!

Estava na sessão itinerante da Câmara Municipal, realizada no salão paroquial da Vila Santo Antônio, porque a minha avó, pioneira do bairro, seria homenageada. No momento em que ela foi chamada para receber um diploma e os aplausos do público presente, os manifestantes chegaram. De maneira ordeira e organizada ocuparam o local e exigiram dos vereadores a instalação imediata de uma CPI para averiguar irregularidades na empresa que monopoliza o transporte público de Maringá. Diante da pressão popular, os 15 vereadores assinaram a criação da CPI.

Confesso que não tenho palavras para descrever o que aconteceu. Depois de anos participando dos movimentos sociais, campanhas eleitorais, escrevendo textos em blogs e em páginas do Facebook sobre a administração municipal, e muitas vezes levando pancadas por isso, finalmente vejo os mandatários da província sendo colocados contra a parede.

Os rumos desses protestos ainda são imprevisíveis, mas hoje presenciamos uma grande vitória. Ao contrário da manifestação de terça, vimos a definição de pautas, a retomada da questão do transporte público e uma condução politizada do protesto.

Apesar dos gritos de “sem partido!” ecoados pela turma do oba-oba – aquela que saiu do Facebook, acordou agora, flerta com o autoritarismo e prefere esconder o rosto utilizando máscaras da moda -, era visível que a liderança do ato cabia aos companheiros velhos de guerra nos movimentos sociais, acostumados com as lutas.

Aguardo com otimismo o que acontecerá daqui em diante na política maringaense. Se o movimento manter o foco nas lutas regionais (TCCC, Contorno Norte, 515 CCs da Prefeitura etc), pode acumular conquistas.

protesto

Reclamação contra a TCCC

Uma colega postou no Facebook:

“Eu e minha amiga fomos duas vezes “roubadas” hoje (domingo). O transporte urbano de Maringá já é horrível pela questão do preço e também dos horários, que nunca estão certos, mas o fato é que os motoristas dos ônibus que nós andamos pegando no período da noite (digo isso com relação a linha interbairros) tem embolsado nosso dinheiro na maior cara de pau, fazendo a gente descer pela frente, e aí de você se reclamar. Enfim, fica aqui minha reclamação dessa merda de transporte que temos que usar por não ter opções”.

Jornalismo canalha

Primeira página do Jornal do Povo de hoje: “Tarifa do transporte coletivo de Maringá não é a mais cara do Brasil”. Na matéria, desqualificam a manifestação dos integrantes do DCE a respeito do aumento do preço da passagem e fazem uma série de elogios à empresa que monopoliza o transporte coletivo da cidade canção.

Uma pequena amostra do tipo de jornalismo que fazem em Maringá. Aliás, nem pode ser chamado de jornalismo. É negócio mesmo.

UEM – TCCC

UEM: será construído um quiosque perto do bloco em que estudo. A obra está no começo, por enquanto tem só um cara montando uma estrutura de madeira. E todo dia esse pobre trabalhador tem que responder várias vezes o que será construído no local. Ele sempre responde calmamente, mas um dia o Sol estava mais forte e ele, depois de ouvir a pergunta pela milésima vez, mandou: “Um canil!” – apesar de ter falado isso em um momento de fúria, todo mundo que frequenta a UEM sabe que seria bem útil.

TCCC: na quarta-feira, uma amiga queria saber o horário de uma circular que vai para o aeroporto. Como o site não estava funcionando direito, ela precisou ligar na empresa. Ela foi atendida por um rapaz que lhe passou o horário errado, ela queria o de domingo. O rapaz então pediu pra ela olhar no site, porque pra ele era difícil ficar olhando os horários em uma pasta. Então ela explicou que o site não estava funcionando e o rapaz achou, na pasta, o horário que ela desejava.

Articulado

A-M-O ovos ônibus! Ainda.

A TCCC está com site novo. Agora, as fotos, antes em tamanho grande, estão em tamanho menor. Retrocesso, não!

A foto abaixo foi usada nos primeiros cartões do Passe Livre do Estudante. O meu primeiro, de 2000, quebrou em 2004; o segundo, já sem a foto, foi levado em um assalto, em 2007. Não sei o que aconteceu com o último.

Os poucos ônibus articulados, os “minhocões”, de Maringá causaram frisson. Alguns faziam as linhas 234 – Champagnat e 023 – Requião, além de um ou outro passeio de escola. Onde foram parar?

Minhocão

*atualizado em 3/4/2010